SANCHO POLODORO EM “FELIZES PARA SEMPRE”

Sancho desea suerte al lector intentando resistirse a la que puede ser su lectura absurda preferida…Me pregunté: ¿La carretera es el lugar de las revelaciones? Em 1984, sua canção “Caminhoneiro” foi executada mais de três mil vezes nas rádios do país em um único dia. Sancho perdeu as contas de quantas vezes tal canção tocou em seu caminhão… Mas (cancioneiro mas), falando sério, Bob Carlos não canta mais no Quixote Véi di Guerra. Sancho não se acha digno do REI, por isso sai da Baixada Santista em calma viagem, após entregar a mercadoria ouvindo Elis Regina cantando “As Curvas da Estrada de Santos” . Roberto é tão phodda que deveria ser conhecido como Bob (Bob veio após Dob, Hob e Nob, variações medievais inglesas de Robert). Lembro dos “bobs” a quem prestei a devida vênia. Bob Dinamite (Carlos Roberto de Oliveira sou seu fã de carteira e crachá), um camisa 10 vascaíno, que só não foi maior que Pelé e Biro-Biro (lembram-se desse? Também conhecido como Antônio José da Silva Filho, um cracaço corintiano. Feim “di dádó”, mas jogava o fino o pernambucano de Olinda, que bob não era); Bob Kennedy, o cara que tirou Marilyn Monroe de meus braços, e desabotoou os botões da blusa da mulher que mais amei; Bob Leo (O Inimitável – sucesso de Roberto Carlos em 1968), que foi Sargento Corneteiro na Vila Anastácio e sua enrolada vida com as mulheres (mais de 500 – inveja de muitos) e Bob Jeff (esse cara sou eu), famoso pela frase antológica: “Sai daí, Zé. Sai daí logo antes que você faça réu um homem inocente”. Outro Bob é o Dylan, sabe-se lá Deus o motivo, em “ato idiota” na tosca concepção de Sancho, (“ato idiota” é um palíndromo, estas cruéis palavras anacíclicas) foi laureado com o Nobel da Literatura de 2016, apesar dos protestos de Sancho, mas (faminto mas), quem é Sancho na fila do pão literário? Berto (que não é bob, nem bobo) merecia muito mais tal prêmio. Outro Bob, o Marley inspirou Sancho e Ritinha de Miúdo a dizer aos fubânicos: “Nós colunistas somos a melhor rima e o JBF o melhor grupo Jornalístico do Brasil, então nos perguntamos: por que não pôr o mundo de joelhos?”.

Qué bien tenerte de nuevo por aquí, Maurino. Voltemos à Elis… Sancho vai cantarolando: se você pretende saber quem eu sou / Eu posso lhe dizer / Entre no Quixote, na Estrada de Santos / E você vai me conhecer”.

Algumas curvas à frente, cantarolava Sancho imitando a voz de Elis: só ando sozinho e no meu caminho / O tempo é cada vez menor / Preciso de ajuda, por favor me acuda / Eu vivo muito só (Eita gauchinha porreta a Pimentinha. A maior cantora do Universo. Quem ousar discordar perde a amizade de Sancho).

Sancho se sentia muito só, muito brocha (a última ereção foi no Natal, que já vai longe). Será que o velho amigo entre as pernas de nosso caminhoneiro falecera (música de velório, por favor, maestro…)? Mas (sinuoso e curvilíneo, mas), a calma de Sancho chegara ao final. Quixote Véi di Guerra freou bruscamente, pois umas doidas estavam, após a curva, fazendo desesperados sinais.

Cervantes ensinara a Quixote e este a Sancho que donzelas têm que ser salvas e a experiência ensinara que as lágrimas de uma mulher podem amolecer o mais duro meteoro. Veio correndo até este que vos escreve a sósia de Paolla (como esquecer aquela bunda que povoou o imaginário masculino em Felizes para Sempre!?) toda esbaforida dizendo que Sancho teria que levá-las ao Estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

– Tudo bem, mas na boleia dá no máximo para levar três.

Retorquiu a bela e porta-voz do time feminino de modelos:

– Não dá, moço! O time inteiro tem que chegar ao estádio, pois o jogo começa daqui a duas horas e temos que fazer maquiagem e colocar a roupa do jogo.

– Entendo, dona, mas a lei não permite colocar essa mulherada no baú e em caso de freada brusca ou acidente elas se machucarão muito.

Foi aí que a sósia da deusa da tal série, que também se chama Paolla, jogou sujo, encostando Sancho no caminhão, colando o corpo no atarantado sujeito, pegando a mão do cabra e colocando em sua magnífica bunda (ela estava com um short de lycra mínimo). Rolou um beijão (“Bésame, bésame mucho, como si fuera esta noche la última vez…”, como canta o Mairton no chuveiro e nas lives. Por que lembrei do poeta que aniversariou no dia 5?).

– Tem certeza que não pode levar a gente? Prometo que se você nos ajudar, te darei uma noite inesquecível.

Maldito golpe baixo. O velho coração acelerou e “toim”, o pequeno brinquedo de Sancho renasceu. A deusa deu um sorrisinho sacana, apertou mais o corpo no de Sancho e falou em seu ouvido:

– Acho que seu “amiguinho” concorda em levar a gente.

As outras garotas se aproximaram e fizeram fotos da gostosa agarrada a Sancho (Cícero Tavares diria que tais belezas vão além dessas notas taquigráficas).

Vermelho como pimenta malagueta madura, Sancho perguntou o motivo de tanta pressa e soube que as belas iriam disputar a final do torneio de modelos, valendo desfile em Tóquio e contrato milionário com famosa agência de modelos.

Paolla queria ir na boleia, mas (luxuriante mas), Sancho não conseguiria seguir viagem com tanta formosura a seu lado. Colocou todos os pedaços de mau caminho no baú, que estava vazio.

Chegaram a seu destino, beijão de despedida – “smack” e “toim” (como Paolla beijava bem), as moças ganharam o jogo, incluindo a viagem para a Terra do Sol Nascente e foram para uma festinha vip com os patrocinadores, sendo que Paolla não conseguiu encaixar o caminhoneiro no evento, mas (esperançoso mas), ficou com o número do celular de Sancho.

Três meses depois, Sancho estava tomando uma pinga com DuduSantos (sim, Dudu é pingaiada) quando o telefone toca. Sancho todo meloso concorda com tudo que a voz do outro lado sugere. A ligação termina, Sancho dá um beijo na testa do melhor funcionário que já teve o BB, entra em Quixote, seu caminhão anfíbio, atravessa a represa Billings e chega rapidinho à baía de Tóquio.

Odaiba é uma ilha artificial na baía de Tóquio e lá Sancho não encontra Paolla, mas sim membros da gokudōa, os ninkyō dantai. Péssimo encontro, que não custuma fazer muito bem para a saúde. Paolla – todo paraíso tiene su serpiente – era agora amante de um importante membro da organização, que queria “cortar” os laços da bela com o passado e a “caliente” foto que algumas garotas da equipe de futebol tiraram de Sancho com Paolla foram “fatais” para o caminhoneiro, ao pararem em mãos erradas.

Tiraram as roupas de Sancho. A espada samurai cortou a noite, os ares e o minúsculo Cervantes, apelido do piruzinho de Sancho, rolou pelo chão, sendo devorado por um dos ratos gigantes que faziam morada no cais. Os homens de olhos amendoados riram e abandonaram Sancho à própria sorte.

Esperei suas risadas se perderem na noite da capital japonesa e liguei para Mary Wollstonecraft Shelley. O tempo urgia e dois minutos depois um drone trouxe até o moribundo, ensanguentado e despiruzado, o doutor Victor Frankestein, que, precavido como sempre, encontrara, quando cruzava os Estados Unidos um jogador da NBA que fora castrado, naquele exato instante, por sua namorada. Recolheu o brinquedão e implantou em Sancho, que agora tinha um pênis afrodescendente. Assim nasceu Sancho Polodoro.

Assim que tiver minha primeira ereção vou até Berto para mostrar ao cabra as “maravilhas da ciência”, com todo o respeito, é claro.

PS1: Este texto é dedicado a uma garota pai d’égua, à bela poetisa e professora Amália Pércia, uma paraense, uma papa-chibé orgulho de sua terra.

PS2: Sancho aproveita e manda beijo (smack, smack) na bela e global Paolla e um abraço fraterno ao fubânico leitor (fã incondicional desta gazeta), o Jozinaldo Viturino de Freitas, da belíssima Sanharó-PE, conhecida em todo o mundo civilizado por sua tradição e qualidade na produção de queijos e derivados, sendo referência no Nordeste no ramo agroindustrial de beneficiamento de laticínios.

28 pensou em “SANCHO POLODORO EM “FELIZES PARA SEMPRE”

    • Vamos bien, diria o ídolo da criançada, o velho Fidel… Sancho aproveita para agradecer a Deus ter uma nova leitora (são tão raras aqui no JBF… o time das meninas sempre tão desfalcado…) Isso faz tão bem à alma sanchiana…
      E, aproveitando um pouco mais, deixa Sancho um beijo estalado na magnífica Heloísa Perlingeiro Périssé. Beijão para as duas Helôs…

    • Bela Belarmina,
      Diz o Assuero que não botaram droga na maconha de Sancho, nem ozônio no furico do cabra… Êita!!!! Vim aqui confirmar que realmente a erva não está contaminada e nada de ozônio no pobre colunista. Já basta a inoportuna visita anual do urologista… Misericredu… Valhei-me meu Jizuis Cristim de Miúdo…
      Beijão Bela e desculpe a brincadeira…

  1. Mijar-se a rir…Tô rino inté agorinha. Que saiba o Sancho que o implante pode não dar muito certo e… Rezemos pelo amigo de Quixote

    • Gaios Octavius mijemos e oremos, que a fé num custuma faiá…Se o mijo faiá é problema na próstata (ou não, que médico Sancho não é)… Lemvro que o NOVEMBRO AZUL, terror da velharada sanchiana está chegando, de mansinho…

    • Sancho também não fala tcheco, mas adora checa, a República Checa…
      Falando nisso, como são lindas as moças da República Tcheca…E as eslocacas também são um espetáculo… Československo ou Česko‑Slovensko

      Quano ao inglês, Sancho toma semestralmente chazinho, pontualmente as cinco com a Liz, no Palácio de Buckingham…

    • Essa gazeta escrota é domínio franciscano… Temos o Francisco, o João Francisco, o Joaquimfrancisco e até o Chico Bento (abração forte e um beijo imenso em meu amigo Maurício de Souza), que franciscano é, por aqui passa (abração de Sancho a todos os chicos e chiquinhas fubânicos). E ainda tem meu sogão, o Chiquito, a quem deixo um beijo no coração…

    • Sancho certa feita deu carona para uma idosa no Quixote Véi di Guerra e papo vai, papo vem, falou em voz alta: hora de botar na “banguela” (câmbio na posição N, em carros automáticos, ou em “ponto morto”, nos manuais, significa que a velocidade é neutra, ou seja os “dentes” das engrenagens não estão conectados. É como se as engrenagens não tivessem estes dentes. Logo, fez-se uma associação com “banguela” e o jargão se espalhou) .
      E não é que a idosa se assanhou? tudo devidamente explicado, velhinha intacta, segumos viagem, cm boas risadas…

      A belíssima Dalinha é, realmente, um espetáulo à parte…

  2. Não botaram droga na maconha de Sancho, nem ozônio no furico, né Sancho? Arretado. Sanharó, terra do queijo. Até de leite de cabra.

    • Quanto ao ozônio, esperarei primeiro a turma fubânica se pronunciar… Estou na fase da análise… Meu velho pai Nelson Sancho jamais me perdoaria por tal ato…
      Imagine nosso encontro em uma nuvem celestial… o velho iria me cobrir de porrada e impropérios, que o portuga era bravo por demais…

  3. Taquipariu Sancho, paraste de viajar no Quixote e agora tá viajando na manguaça?

    Não costumo ler textos longos na telinha do iPhone, minhas vistas estão mais véias de guerra que o Quixote, mas li tudo e me diverti a bessa!

    Parabéns.

    PS.: gostei mais dos trechos entre parênteses.

    Abç

    • Há dois prazeres nesta gazeta escrota, o que na verdade é quase um Maracanã lotado, pois temos muita gente fubânica (há relato de fubânicos e Vênus e Plutão): os fantásticos colunistas e nossos muito mais que fantásticos comentaristas (comentaristas estes que são um show á parte). Pablo, tu és dos que possuem canto especial no coração sanchiano… Abraço forte e fraterno beijo…

  4. Não é pouca não, é muita sacanagem…Cristina Kirchner (a quem Sancho ama e acha totalmente honesta. Se a viuvinha K quisesse eu me mandava para Buenos Aires ainda hoje) demanda a Google por ser presentada en el buscador como “Ladrona de la Nación”. isso não se faz com uma mulher honesta e acima de qualquer suspeita. Cris K versus Google, ¿quién ganará? Sancho torce pela bela da nação argentina. Beijão, K, minha linda!!!!!

  5. Lembrete aos fãs de fútbol:
    Champions League –
    Hoje:
    Manchester City vs Real Madrid e Juventus vs Lyon
    Amanhã:
    Barcelona vs Napoli e Bayern vs Chelsea

    • “ficção de fã”… Hummmmm, interessante. Escrevi sem pensar no assunto, mas (benedicto mas) você tem rzão, muitíssima razão…Também grafada fanfiction ou, abreviadamente, fanfic é uma narrativa ficcional, escrita e divulgada por fãs…
      é por isso que Sancho é fã de gente inteligente, como a belíssima, maravilhosíssima Pandorinha.
      Jocencita, você estava sumida aqui dos comentários de Sancho. Faz isso não, pois Sancho sofre quando fica sem os comentários desses fubânicos maravilhosos, como você. Beijão em vosso coração, bela.

  6. Disse o presidente:“Necesitamos construir cárceles, porque si el delito crece, más gente será condenada”. Não, não foi o nosso, foi o dos hermanos, o Alberto Fernández, aqui pertinho, na Argentina…

  7. Da Série Fubânicos Geniais – Sancho chama a atenção de todos os fubânicos para postagem do Berto com o título TEM QUE EXPLICAR NO DESENHO – Sancho reconhece o talento de Aline Bolsonarista ao captar (rara e genial perspicácia da bela) ao fazer arte em caneta, dando a todos a real dimensão da “coisa”. Tem talento como chargista, pois capta (fenômeno da percepção ) e consegue escrever através do desenho (a charge conta com um grau de risibilidade sutil, uma espécie de riso mental, no sentido de promover a reflexão crítica). Parabéns, Aline…

  8. Recorro à Bárbara, com seu “Bom ou Não!?. Eis a notícia: Estados Unidos, para tristeza da turma do contra, creó 1.763.000 puestos de trabajo en julio y el desempleo cayó al 10,2%..

  9. INSCRIÇÕES ABERTAS – EVENTO ON-LINE – I Simpósio Patriótico Internacional, Promovido pela União Conservadora Patriótica Nacional (5 dias de palestras entre 7 e 11 de setembro). Inscrições estão abertas e o dinheiro arrecadado irá para associações policiais, destinando-se a defensores feridos ou familiares de policiais mortos em serviço. Informes e inscrições: pspinternacional@gmail.com ou 041.995599260.

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