CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ODEIO AMAR VOCÊ

Esquerda vs Direita. No time JBF Sancho é um perna-de-pau que joga na ponta direita, onde se destacam Nikolai, Adônis, Arthur, João Francisco e Joaquimfrancisco. Do outro lado temos Goiano, o indiscutível (?) craque da esquerda.

Política, como teria dito André Comte-Sponville (autor do livro “O Espírito do Ateísmo” – librairie Albin Michel, Paris), supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”. Sancho concorda, pois direita sem esquerda e vice-versa fragiliza, deixa capenga qualquer NAÇÃO. Pessoas geniais existem no dois hemisférios. Creio que o saci-pererê seria bem mais eficiente e traquinas se tivesse as duas pernas. Imaginemos o bloqueio de seu time de voleibol saltando verticalmente com apenas um dos braços esticados e apontado para cima; muita falta fará o outro braço, não importa se o esquerdo ou o direito. E se o saci-pererê se aventurasse pelo esporte bretão? Quanta raiva passaria nosso folcórico “amigo” na hora do passe, do drible ou da cobrança de uma decisiva penalidade máxima. Como se equilibrar em corda sobre o abismo com apenas um braço, seja o direito ou o esquerdo?

A Guerra, que no Brasil é chamada “do Paraguai”, no país vizinho é chamada de “Guerra da Tríplice Aliança”, e merece, na nação GUARANY três páginas nos livros didáticos do 6° ao 8° ano (para crianças paraguaias, que possuem em média de 11 a 14 anos). No Brasil, Duque de Caxias é um herói nacional, como nos ensinam nossos livros de história e como o cultua o Exército Brasileiro, como seu Patrono. Inclusive Sancho foi amicíssimo do amigo da amiga do amigo do amigo (su hermano es el íntimo amigo de los padres de la novia del hijo de tus íntimos amigos) do Duque, pois nascido em Desengano, Sancho cuidava dos cavalos desse tal amigo, o Miltinho, irmão da belíssima Ilkinha, filhos de dona Etelvina e seu Paulo. Gente da melhor qualidade. Cavalgavam os dois garotos por aquelas paragens, inclusive com entrada na Fazenda Santa Mônica, que ficava não muito distante da casa do menino Sancho, para babarem pelos cavalos de raça que lá existiam (Fazenda Santa Mônica – Barão de Juparanã – antiga Vila de Desengano – de propriedade do Marquês de Baependi cujas iniciais “MB” estão na bandeira de ferro batido da porta principal. O nome “Santa Mônica” é uma homenagem à sua esposa – Francisca Mônica – pais do Barão de Santa Mônica, sogros do Duque de Caxias que aí faleceu em 1880 – Sancho também é história, pois não!?). Ouse perguntar sobre O HEROÍSMO DE CAXIAS no Paraguai… A história vive contando as travessuras de personagens de esquerda e de direita, que cumpriram jornadas heróicas e vilanescas (algumas sangrentas), povoando mentes, mudando vidas, destruindo e construindo pontes. Os líderes mundiais foram e/ou são bons ou ruins? O que seria da Bíblia sem o suplício do povo hebreu no Egito? Sem os “malvados” faraós não surgiria a figura de Moisés, por exemplo. Sem a presença de Roma em Jerusalém não teria o mesmo destaque Jesus. A ginga brasileira não existiria se negros não tivessem vendido seus “irmãos” da mama África aos mercadores de escravos (escravidão existiu em quase todas as civilizações). Os mais fracos sempre viram mercadoria, parece ser a lógica que rege o mundo, ainda hoje. Existiria a NBA sem que o negro tivesse sido escravo na América do Norte? Alguém teria ouvido cantar Michael Jackson, Whitney Elizabeth Houston, Aretha Franklin e tantos outros sem que tal barbárie tivesse existido? Imagine, por exemplo, o Brasil sem a ginga negra da Bahia. Seria apenas um lugar maravilhoso, com uns branquelos declamando Camões, mas que nunca jogariam capoeira. E a Palmares, onde nasceu Berto não existiria, o que acarretaria, com certeza o não nascimento de Berto e consequente não existência do JBF (vocês já imaginaram o que seria do Brasil sem o Jornal da Berta Fubana?). Um simples detalhe muda tudo. Caberia em um livro de milhões de páginas tudo que as pessoas escreveram e continuam escrevendo sobre seres humanos subjugando outros seres humanos. (Sim, escravos ainda existem neste mundão de meu Deus).

Recorro a Churchill (“Grande y bueno rara vez se refieren al mismo hombre.” ). Você gosta ou detesta figuras como Mussolini, Mandela, Lênin, Hitler, Tereza de Calcutá, Indhira, Castro, Lula, Churchill, Kim, Thatcher, Dilma. Pinochet, Allende, Franco, Cristina K, Perón, Ghandi, Bolsonaro, Trump, Putin. Um direito seu. Verdadeiro balaio de gatos onde cabem milhares de outros para você “amar” ou “odiar”.

Reis (e seus diversos similares), czares, imperadores, presidentes, primeiros-ministros (ditatoriais ou não), são gente como a gente, com paixões e apaixonados mundo afora. Despertaram, despertam e despertarão amor e ódio por onde passaram, passam e passarão. O que você acha do povo judeu? O que seria do mundo sem os “nobéis” dos judeus (Com 2% da população mundial, possuem 25% dos Prêmio Nobel)?

Enquanto o ódio se degladia com o amor, a indiferença e a inveja não tem nada a esconder; são sentimentos explícitos como filmes para adultos, incômodos como berne (miíase ou bicheira), inquietantes como cisma de corno, tiradores de sono como dívida e assustadoramente mortais. Ninguém é indiferente aos “grandes personagens” que “fazem” nossos destinos; são pessoas que giram a roda da “fortuna” a seu bel prazer. Algum desses “grandes” já consultou VOCÊ, caríssimo leitor, sobre decisões a serem ou que foram tomadas? Os juízes de todos eles são os historiadores, que, de acordo com própria ideologia política (infelizmente ninguém é neutro), colocam a cada um nos livros, carregando ou não na tinta inconscientemente ou não, transformando gente em heróis ou vilões, um pouco para mais ou para menos. Hitler foi bom? Hitler foi ruim? Os historiadores dizem que foi um péssimo sujeito, mas (estranho mas), com certeza terá feito algum coração feliz, não o de Sancho.

Assim o são e assim sempre serão aqueles que se “destacam”, à esquerda ou à direita, tornando-se os “malvados favoritos” de alguém. Heróis, vilões… São apenas e tão somente, na visão de Sancho, homens e mulheres que escreveram e escrevem a história e que mudam drasticamente, para o bem ou para o mal nossa caminhada neste PLANETA. Alguns, inclusive, conversam com “pajaritos”.

34 pensou em “SANCHO PANÇA – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

  1. Um simples detalhe muda tudo. Um simples Sancho me mostrou que Berto poderia não ter existido. O que seria de Jose Hinacio sem o papa Berto, sem o JBF, sem os colunistas, sem o Goiano e sem os comentaristas? Valeu, Sancho!!!!

    • Valeu Hinacio. É gratificante saber que você, eleitor de Lula e Dilma, gosta da louca turma fubânica. e pode consumir JBF sem se preocupara com a dosagem, pois não possui contra-indicações esta gazeta escrota e tão amada por todos nós.

  2. Ler as genialidades do Sancho é como dar um mergulho em aguas inexploráveis: a gente não sabe se vai encontrar um “tiburon pela frente ou se vai dar de cara com a estátua da liberdade tomando vinho nas ruas de Paris. Hoje, até que ele foi ameno nas tintas. Um verdadeiro achado nestes tempos de isolamento.

    • E lá vai Beni convidando a estátua da liberdade para tomar vinho no bar Le Syndicat, na animada Rue du Faubourg Saint-Denis, em Paris. O melhor, meu caro é que você não vai precisar pagar a conta, pois a Sonia Regina me contou que Goiano possui “caderneta do fiado” em tal aprazível bar. Bota tudo na conta de monsier Goianô, meu caro. Abraço forte e beijo no coração.

      • Enquanto você fica lendo Sancho, seu irmão Tavares, o Cícero, lá na coluna dele, vai “fazendo amor com a bela Arlete sob a luz da lamparina… Esses Tavares são os “caras”.

  3. Sancho , aqui se trava uma guerra com palavras e até palavrões . Ainda acho melhor que com canhões . Gostei do seu pensar , mas levo na ironia , preterição , eufemismo , etc . , ou o que for porque o ambiente aqui propicia tudo isto. Como dizer que em equilibrar-se na corda sem um braço. Sei que o dissestes em sentido figurado pois vejo ( e gosto de ver) pessoas demonstrando habilidades em várias áreas mesmo com deficiências físicas muito grande. As vezes não tem os quatro membros e nos passam lições de vida brilhantes . Mas sei que não é do que escreves , a conversa é outra . O Goiano não está só nesta empreitada , mas realmente é o craque da esquerda até o meio do centro da beirada. Enquanto estivermos vivos nossa guerra dos 100 anos continuará a existir , porque ele joga pedras e atira beijos nesta sequência , é um advogado e psicólogo.

    • Caríssimo Joaquimfrancisco. Li atentamente seu argumento e tenha certeza que o único intuito de Sancho é trazer à luz ao inútil duelo esquerda vs direita no Brasil, pois em países como Portugal e Espanha(minha família está enraizada na Península Ibérica) tanto a esquerda quanto a direita fazem grandes governos, mantendo apenas as diferenças que são comuns a cada uma destas ideologias. Seria muito mais proveitoso para o Brasil que os grandes nomes da direita e da esquerda se unissem em prol desta nação maravilhosa que é o Brasil. A escravidão foi ruim? A escravidão foi péssima, mas o que seria hoje da tal ginga brasileira se tal terrível fato não tivesse acontecido? São os poderosos que fazem a história. A nós, meros mortais só cabe aplaudir ou vaiar. Quanto às pessoas que possuem qualquer deficiência, os jogos paralimpicos (só para dar pequeno exemplo) nos provam que faz parte da existência humana superar a tudo e a todos e VENCER.

      Só para exemplificar, Ludwig van Beethoven, mesmo com amplamente divulgada deficiência auditiva foi um dos maiores gênios da música. Em minha humilde opinião nenhum dos outros conseguiu superá-lo.

      Sobre Beethoven escreveu um cara que entendia do assunto e de muito mais:
      “O resumo de sua obra é a liberdade”, observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), “a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida”.

      Um beijo em seu coração.

      • Para os fubânicos que forem à Alemanha, Sancho deixa a dica: Beethoven e sua cidade natal, Bonn ou Bethovenlândia são tudo de bom naquele recanto encantador (Bonn, Reino da Prússia, atual Renânia do Norte – Alemanha). A casa onde nasceu, a casa Beethoven, é um retorno ao passado da música à beira do Reno. Que tal tirar fotos com a estátua de Beethoven na praça da catedral, a Münsterplatz, a escultura “Beethon”? Imperdível o festival anual Beethovenfest e a Orquestra Beethoven. E, para terminar, a sala de concertos de Bonn chama-se Beethoven Halle, mas isso você certamente já sabia…

        Obrigado, Joaquimfrancisco por me dar a oportinidade de falar sobre a figura humana que mais admiro depois de meu pai, meu sogro e do mestre Berto. Ludwig, te amoooooooooooooo!!!!!!!!!

      • Caro Sancho Como escrevi lá em cima : ‘Gostei do seu pensar” e “sei que dissestes em sentido figurado ” quando te referes ao braço na corda. Por isto escrevi que a conversa era outra. Apesar do genocídio (uma faixa de protesto dizia isto ) segundo meu pai , o avô dele era professor e veio de Portugal para o Brasil , onde exerceu a atividade . Somos “vizinhos”. Um toque de cotovelo meu bom amigo !.

        • Um beijo no coração e ouça Beethoven!!!!!

          E leia sobre tal genial e ímpar homem da música.

          Acrescento a angústia de um gênio – sua profunda angústia diante da doença. Sua reação está expressa em inúmeros documentos, conversas, cartas, depoimentos de amigos e no belíssimo famoso Testamento de Heiligenstadt. TRECHOS:

          Escreve ele: “Ó vós, homens que me achais ou me considerais odioso, hipócrita ou misântropo, como sois injustos para comigo. Não sabeis a razão secreta do que assim vos parece. Meu coração e meu espírito inclinavam-se, desde a infância, ao sentimento da bondade. …Mas lembrais apenas que desde há seis anos enfrento meu atroz estado, agravado por médicos sem competência, ludibriado ano após ano na esperança de melhora e enfim constrangido perante uma doença crônica, cuja cura exigirá talvez anos, se não, em verdade, seja ela impossível.”

          Continua: “Nascido com temperamento ardente e ativo, e agora a situação presente, quando devo me separar dos homens e levar vida solitária. Ao desejar sobrepujar o infortúnio acentua não ser possível dizer aos homens falem mais alto, gritem, pois estou surdo. E ainda como posso revelar a debilidade de um sentido que deveria ser, em mim, mais perfeito que nos outros, e que eu possuia outrora com a maior perfeição”.

          Quase ao final recorda sofrido passeio no campo, quando não ouvia o canto e a flauta de um pastor: “Essas experiências me lançaram a um estado próximo ao desespero e pouco faltou para que eu pusesse fim à vida.”

          Toda a vênia possível a Ludwig van Beethoven.

          Falamos de Beethoven,mas como esquecer nosso genial Antônio Francisco Lisboa?

          • Verdade !. A primeira vez que li sobre o Aleijadinho foi na terceira ou quarta série do antigo “primário ” tinha 11 anos. Mas tem Landell de Moura na ciência , e muitos mais. se formos citar todos o ano acaba e os dedos também.
            .

  4. O melhor escrito é aquele que nos deixa pensativos.
    Uma pessoa já me disse que aquilo em que você acredita tem dois lados, o seu e o da maioria.
    Seu texto, e eu concordo em quase tudo, deve ser analisado com cuidado.

    A contribuição dos negros nos EUA se deu magistralmente na música (desde os negros do Gospel aos negros do Soul, do R&B, desembocando no Michael Jackson, nos rappers da atualidade) e nos esportes (a maior ginasta da atualidade, a Simone Biles, é negra).

    E no Brasil? Temos no futebol lá atrás o Friedenreich, filho de pai alemão e mãe negra, o Leônidas da Silva, o Domingos da Guia, o Pelé, os Ronaldos, entre muitos. Nos esportes cito João do Pulo, Adhemar Ferreira da Silva, etc, etc.

    Mas a segregação existe e sempre existiu. Por qual maldita razão aplaudimos os negros que nos trazem conquistas ao mesmo tempo que os rejeitamos socialmente?

    Todavia, o outro lado existe. Cruzei certa vez com um negro que trazia uma camiseta escrita “100% negro” E se fosse um branco com a camiseta “100% branco”? Qual dos dois está sendo racista?

    A ver

    • Fiat Lux… Artemísia, sempre um lume a brilhar nos recantos em penunbra do JBF. Sim, são poucos, mas eles existem.
      Magistral sua intervenção ao escrever: Por qual maldita razão aplaudimos os negros que nos trazem conquistas ao mesmo tempo que os rejeitamos socialmente?

      Escreve, ainda, você: O melhor escrito é aquele que nos deixa pensativos.

      Confesso que assim fiquei após seu comentário.

      Beijo no coração. Sempre muito bem vinda em meus textos. É delicioso ler o que gente com tanto a dizer, como você, escreve… Até sempre.

      • Suas intervenções provam que teria sido um desperdício se você cumprisse o prometido e nos abandonasse.
        Sabes que uma coluna sua aqui, nesta tal “gazeta escrota”, tão amada por todos, seria totalmente meritório.
        O destino do JBF é ser reportagem de capa do New York Times. Talvez ainda não o seja por faltar uma coluna com sua assinatura buteco do Berto.

      • Se você lê um texto e fica irado ou contente, isso não acrescenta nada ao seu conhecimento.

        E o que é o conhecimento? É um conjunto de dados que recebemos de nossos familiares, de nossos professores, de nossas leituras, até das ruas.

        Esse conhecimento deve ser semple completado e aumentado por reflexões sobre o que nos é apresentado. Dai a pensatividade que me ocorreu ao ler seu post.

        Quiçá os nossos colegas possam contribuir para melhorar este conhecimento…

        Lembro que um dia parafraseei uma belíssima declaração feita pelo Dom Helder Câmara (ninguém é tão pobre que não possa dar nem tão rico que não precise receber) e lasquei “ninguém é tão burro que não possa ensinar nem tão inteligente que não precise aprender.”

        Uma prova viva é o pianista João Carlos Martins, magistral intérprete de Bach, que ao ser quase totalmente privado dos movimentos das mãos, aprendeu a ser maestro e hoje aos 80 anos comanda uma sinfônica em SP.

        Melhor que isso, só isso.
        .

        • …hoje aos 80 anos comanda uma sinfônica em SP.
          Melhor que isso, só isso.
          Melhor que tudo isso SÓ texto de Artemísia.

  5. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, que é muito difícil ter atuxado por goela abaixo a obrigação de aceitar o “diferente,” isso é !

    • Señor Terracota não creio que seja algo tão difícil e muito menos que seja obrigação aceitar o “outro”, tenhamos pensamento à direita ou á esquerda. Entendo que há uma NAÇÃO a clamar por pessoas que a CONDUZAM para se tornar algo parecido com a Alemanha atual, por exemplo. Não citei os EEUU porque poderia ouriçar a esquerda. Noto apenas que alguns insistem que o melhor destino do Brasil seriam modelos que ficaram ultrapassados.
      Se a Alemanha é uma das grandes potências, seria salutar que nossos governantes seguissem os belos exemplos que vieram da terra do chucrute e da cerveja.
      Como não sou mais garoto,seria maravilhoso, quando deixar este mundinho de meu Deus, ver um país caminhando para ser a grande nação, que creio, nosso povo merecer.
      Seria e será tremendamente triste ver tanto potencial se transformar em Cuba , Nicarágua ou Venezuela ao fechar as cortinas e encerrar o espetáculo de minha existência.

      Há muito observo seu símbolo TERRA COTTA em vários sítios da internet. Sempre admirei seu texto e seus comentários, sempre sensatos.
      Abraço forte!

      • O progresso depende das pessoas e de sua cultura e educação, Sancho,

        Lembro que tanto a Alemanha quanto o Japão (e porque não a Coréia do Sul) foram tremendamente afetados por guerras e se levantaram para ser grandes potências. E a China devastada pela Revolução Cultural de Mao Tsé Tung?

        O nosso Brasil estava e continua deitado em berço (talvez não tanto) espêndido.

        Não temos quem defenda a Cultura e não temos quem planeje estratégicamente a Educação.

        • Artemísia,
          Vi ao longo de minha vida as pessoas com grande conteúdo deixarem de lado a política, o que foi péssimo negócio, pois, como não existe vácuo de poder, alguém o assume. Deu no que deu. Temos hoje um Brasil totalmente desestruturado em todos os seus setores. Grandes trambiqueiros assumiram o leme do barco. O que vemos? Corrupção e mais corrupção. A mídia a cada dia nos esfrega corruptos e corruptores em nossas caras.

  6. É verdade, nesse mundo gigante, tantas pessoas com pensamentos diferentes, tantas formas de ver o mundo e tantas opiniões que uns acham certo, outros errado.

    Conversando com meu amigo Sancho uma vez, e entre seus pensamentos foi dito:
    – “dentro de nós existem o bem e o mal, aquele que você cultivar, alimentar e ter atenção maior, será maior e mais forte dentro de você”.

    Eis um grande exemplo, a pessoa se torna herói, vilão, direita ou esquerda de acordo com o que cultiva.

    Se tem um sonho, corra atrás, não espere cair nada do céu. Está ruim para você, tente fazer com que você se.molde melhor ao mundo, e não que o mundo se molde a você.

    Belíssimo texto Sancho. Esse texto nos serve para reflexão sobre a vida. Sobre o herói e o vilão.

    • Querido señor Wayne,
      Siga em sua nobre missão de livrar este país dos vilões dessa nossa grande Gotham Sampa City.
      Creio que o Comissário Gordon concordará comigo: Uma pena que nem todos são iguais a você…

      Convido-o a dar uma volta por esse nosso hospício, o Jornal da Besta Fubana, bem parecido com um outro que o señor sempre frequenta, o Elizabeth Arkham Asylum for the Criminally Insane, aí de Gotham.

      Beijo no coração e até sempre!!!!!!

  7. Caro Sancho,

    Estou cada dia mais cativado pelos seus textos geniais. Só alguns pequenos detalhes estão me deixando um tanto quanto chateado.

    Primeiro: Sobre guerras ideológicas. Ortega y Gasset disse que “Ideologia é uma forma de hemiplegia mental auto-induzida!” Ou seja: A pessoa anestesia propositalmente metade de seu cérebro.

    Isso é um absurdo!

    Na minha modesta opinião, devem existir coisas boas e aproveitáveis em ambos os extremos que, aliás, se encontram no infinito, conforme já demonstrei em uma das minhas crônicas.

    Assim, eu não sou nem de esquerda e nem de direita! EU SOU DA BUSCA DA VERDADE, DO BEM, DA HONRA, DA FELICIDADE E DO AMOR. Venha de onde vier; Eu sou um seguidor do “ADONISMO”.

    Segundo: Está se formando o conceito de que eu sou bruto. Não sou! Eu sou da paz e do amor. Só que para certas formas de terrorismo, ou nós atuamos de forma implacável contra quem tenta destruir a nossa possibilidade de ter livres escolhas, ou então a nossa sociedade aberta e pural será escravizada e manietada por alguma das falanges ideológicas em luta.

    Terceiro – Admiro Beethoven. Admiro muito. Só acho que o amigo não conhece adequadamente as obras de Mozart. Talvez seja apenas uma questão de identificação mas, para mim, na minha modesta percepção, as 626 obras (que se sabem) feitas por um jovem que morreu aos trinta e poucos anos, e que são simplesmente angelicais, deixa o pobre do Beethoven a anos luz de distância.

    Experimentem ouvir só o adágio do concerto para clarinete K 622, que foi usado num filme da Meryl Streep e do Robert Redford.

  8. Confesso que li e depois reli o artigo. Ao terminar, com meus olhos embaralhados enxerguei salada de frutas e vitaminas, salada de verduras com legumes, tudo muito colorido, bonito e gostoso. É daqueles artigos que desopilam o fígado, ainda mais ouvindo Mozart, feminino, ao clarinete, no Concerto in A major. Viva!

    • Como discordar? Adônis caprichou no “fundo” musical. Mas respondo a ale através do seu comentário: reconheço toda a genialdade de Mozart, mas (musical mas), rendo-me à “loucura surda” de Beethoven.

      Insisto que o JBF precisa de mais DECO.
      Grande abraço!!!!!!

  9. Nobre sidekick do lendário Dom Quixote,

    confesso que me enaltece sempre que sou citado no texto de algum colunista fubânico (mesmo quando Goiano me jogou a pecha de Hel(L), aludindo minha persona a algo infernal).

    A gratidão é genuína, e seu texto me fez refletir profundamente sobre o que é de fato ser de Direita ou de Esquerda desembocando na mesma tese do Sr. Adônis:

    “eu não sou nem de esquerda e nem de direita! EU SOU DA BUSCA DA VERDADE, DO BEM, DA HONRA, DA FELICIDADE E DO AMOR”.

    Pra mim, isso merecia ser cunhado em bronze e posto em um portal de alguma escola de conhecimento, como as escolas dos filósofos e pensadores gregos, pois a verdade não tem partido, credo, nacionalidade, tempo ou espectro ideológico. Ela é, sob todas as denominações, transcendente.

    • Como não aplaudir este trecho do infernal Nikolai? Escreveu Hell: Pra mim, isso merecia ser cunhado em bronze e posto em um portal de alguma escola de conhecimento, como as escolas dos filósofos e pensadores gregos, pois a verdade não tem partido, credo, nacionalidade, tempo ou espectro ideológico. Ela é, sob todas as denominações, transcendente.

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