RODRIGO CONSTANTINO

Guilherme Derrite volta a criticar uso das câmeras corporais.

O deputado e secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 20, o projeto de lei que acaba com a “saidinha” de presos em datas comemorativas. O projeto agora vai para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode vetar trechos ou a íntegra da proposta.

Caso Lula opte por vetar todo o projeto ou apenas alguns trechos, a Presidência terá que informar, em 48 horas, as justificativas para o corte para o Congresso. O Legislativo, por sua vez, poderá derrubar a decisão do presidente em até 30 dias.

Não resta a menor dúvida de que a imensa maioria da população é favorável ao projeto que limite as “saidinhas”. Apesar do barulho feito pela esquerda, sempre simpática aos marginais, a aprovação em peso na Câmara deixou isso muito claro.

O relator do projeto, deputado Guilherme Derrite, festejou nas redes sociais: “VENCEMOS. Depois de cinco anos de muita luta, a qual vocês acompanharam e apoiaram, hoje aprovamos definitivamente na Câmara dos Deputados meu relatório ao projeto de lei que ACABA COM AS SAÍDAS TEMPORÁRIAS NO BRASIL. VITÓRIA CONTRA A IMPUNIDADE.”

A impunidade é o maior convite ao crime. Petistas, porém, adoram colocar a culpa na pobreza, o que é bastante ofensivo para com os pobres honestos, a grande maioria, além de ignorar gente de classe média ou mesmo alta que ingressa no mundo do crime.

A esquerda gosta de repetir que se prende demais no Brasil, mas basta ver o índice absurdamente elevado de crimes não solucionados para constatar que é o contrário: prende-se pouco em nosso país! E muito preso tem benefícios inaceitáveis, como as “saidinhas”, a progressão da pena por “bom comportamento”, a audiência de custódia (uma espécie de serviço de atendimento ao criminoso), visita íntima etc.

Prisão não existe para “ressocializar” bandido, e sim para afastar gente que se mostrou perigosa do convício social. Em segundo lugar, serve para a sensação de justiça, já que terceirizamos ao Estado a punição a quem cometeu crimes, a alternativa sendo a “justiça com as próprias mãos”. Se o Estado falha em sua função básica, isso produz uma sensação de injustiça que pode levar à anomia, à descrença total no sistema e a um clima de “cada um por si”, que fomenta desejos de vingança e “linchamento”.

A criminalidade no Brasil não é epidêmica por acaso, mas sim fruto de uma ideologia esquerdista que domina a cultura e o Sistema Judiciário há décadas. O país precisa caminhar na direção de endurecer as punições aos verdadeiros marginais, e não sentenciar a quase duas décadas de prisão gente que estava apenas se manifestando e não possui qualquer antecedente criminal. O projeto contra as “saidinhas” vai nessa linha.

Por fim, tem um corrupto graúdo que estava preso e deu uma “saidona”, com ajuda suprema, para “voltar à cena do crime”, como diria seu antigo concorrente e hoje comparsa. Bem que esse ladrão poderia voltar para onde jamais deveria ter saído…

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