RODRIGO DE QUÊ?…ESSA É PARA O GOIANO

Bom já fazia um tempinho que não escrevia para o JBF, motivo? Preguiça intelectual. Mas O Berto como patrão compreensivo, cobrava o serviço, mas não me dispensou.

No final de semana pari uma coluna e pronto fui contestado por um ‘textão’ do Goiano. Parado em casa, sem muito mais para fazer (ou melhor com preguiça de fazer) entrei num debate infindável com o nosso colunista.

Acabei escrevendo mais do que escrevi durante meses para o JBF. Escrita inútil pois, ambos os debatentes, embora prolixos, não arredam pé de suas convicções. Nem eu, muito menos o Goiano.

No meio do debate nosso Scrittore di Sinistra (Escritor da Esquerda) questionou-me o nome, meu nome, como se fosse saído de um folhetim de romances capa e espada. Respondi-lhe que nem tanto, mas que havia algo sim, em meu nome. Expliquei que tratava-se de um pseudônimo e que a explicação estava lá nas primeiras postagens, perdidas de priscas eras do antigo JBF. Disse-me curioso ou doidim (sic) para saber a história.

Pois aí vai meu Caro Goiano, em deferência ao nosso ceguinho, quase um Velhinho de Taubaté, que acredita en la sinistra, o porquê de meu nome.

Nos idos da era do PT no poder, mais ou menos 2008, um grupo de servidores públicos, entre eles militares e professores universitários resolveu fazer um blog para expor a crescente indignação com as coisas e rumos da política.

Criamos o blog Livrepensador (tudo junto) muito acessado e lido por dois leitores e meio (eu, minha mãe e meu filho que é o meio por ser criança). O blog nasceu para que todos nós do grupo escrevêssemos o que pensávamos. Só que era preciso um nome, um pseudônimo que evitasse nossa exposição e execração pública.

Não riam, o risco é real e atual, embora menor hoje. Não para os militares, mas para nós professores universitários. A máfia acadêmica não aceita opiniões divergentes e crucifica qualquer que se oponha ao onipresente ideário de esquerda.

Bom o pseudônimo veio de um personagem que faz parte de 3 ou 4 livros que escrevi e nunca publiquei, nem deverei publicar, pois não quero impor a ninguém o desprazer de ler obras tão mal escritas. Este nome ou personagem é o herói ou anti-herói de todas as obras: de soldado a caudilho, de professor a profeta.

Escolhido o nome foi posta uma advertência no blog sobre os autores, a reproduzirei no final.

Com o tempo, e foi rápido, fiquei sozinho, meus colegas não queriam escrever e queriam que eu transcrevesse seus pensamentos. Acabei sozinho com o blog. Um dia conheci o JBF e o louco do Berto publicou um de meus textos e mais um. Virei colunista da Besta e aqui estou. Mantive o pseudônimo (o Berto sabe meu nome) e quando nosso editor pediu uma foto de meu ‘fucinho’ pra coluna não quis mandar a bunda cabeluda que ilustrava o blog, mandei uma linda foto de meu dedo do meio. Com o tempo já no novo JBF acabei usando uma foto decente e a bela cara que ilustra a Coluna sou eu mesmo.

Hoje meus textos são publicados na Besta e depois, só depois, no Blog.

E o nome? O nome saiu de uma homenagem a El Cid Campeador ou Dom Rodrigo Diaz de Bivar, herói Castelhano e muito importante na unificação da Espanha. Diz a lenda que venceu sua última batalha sobre os mouros já morto, amarrado sobre seu cavalo Babieca, os inimigos fugiram de medo. Sou de origem espanhola e morei algum tempo na Espanha, durante meu doutoramento. Vive em Léon, belíssima cidade do norte da Espanha. Morei perto da casa onde nasceu Dona Jimena, esposa de El Cid.

Daí podes deduzir de onde saiu o de Léon. Mas cabe dizer que em minha cidade natal, Pelotas – RS, de Léon, é um sobrenome comum, pela proximidade com o Uruguai.

Gosto tanto do nome Rodrigo que este é o nome de meu filho. Embora, por sua mãe ser missioneira (nascida na Região da Missões) pensarem que é devido a outro herói, desta vez da ficção, o Capitão Rodrigo Cambará, herói que divide as atenções com Ana Terra no clássico o Tempo e o Vento de Érico Verissimo. Capitão Rodrigo foi tão importante que mereceu um livro só para ele: ‘Um Certo Capitão Rodrigo’. Os amigos de meu filho o chamam de Capitão pelo nome e raízes missioneiras.

O Buenaventura tem relação comigo, não que eu seja bem-aventurado, mas por ser, eu, um aventureiro, alma indômita ou inquieta, como dizem. Então Buenaventura quer desejar-me uma boa aventura ou caminhada.

Este sou Eu, caro Goiano, Rodrigo Buenaventura de Léon. Meu pseudônimo ou como me conhecem aqueles que me dão a honra de lerem meus textos e, assim seguirei sendo conhecido.

Berto sabe meu verdadeiro nome, mas também sabe guardar segredo.

Agora Goiano!!! Goiano é nome? Ou origem? Braga Horta pode ser sobrenome, mas Goiano??? Só Rodrigo de Léon que romanceou seu nome?

Espero ter satisfeito tua curiosidade e de quebra a dos demais leitores.

Clique aqui e acesse o blog (lembrando que publico tudo primeiro na Besta).

E transcrevo o dito explicativo do Blog Livre Pensador.

LIVRE PENSADOR

Todas as ideias e conceitos publicados neste Blog refletem os pensamentos daqueles que inspiram o “Ghost Writer” Rodrigo Buenaventura de Léon. Os personagens aqui retratados são pura obra ficcional, ou não. Qualquer semelhança com personagens reais é mera coincidência e qualquer coincidência é mera semelhança.

Abraços.

9 pensou em “RODRIGO DE QUÊ?…ESSA É PARA O GOIANO

  1. Rodrigo, belo texto, bela história.

    Muitos não acreditam que ser conservador de direita e cristão é ser perseguido nos meios acadêmicos e culturais muito mais do que as ditas minorias.

    O Cristianismo então é a crença mais perseguida em todo o mundo.

  2. Uma pequena correção: A crença (ou mais especificamente a total falta dela) mais perseguida e que sofre os maiores preconceitos é o ateísmo!

  3. Cara, sou solidário contigo, debater com o goiano é jogar o tempo pela janela, já fiz cometi esta bobagem, e agora nem leio mais as besteiras que ele escreve, e olha que eu devo ter lido: Marx; Engels; Lenin; Mao; Trótsky (este é bom, de todos os livros sobre a revolução Russa que li, os 3 volumes escritos por ele, de longe é o melhor de todos); até Marta Harnecker (que o Zé Dirceu plagiou vergonhosamente por um tempo); e vários outros da mesma linha, tanto quanto ele. Acho que a diferença entre ele e eu é que eu consegui entender o que esta turma escreveu, e consegui formar a minha própria opinião.

  4. Meu caro Rodrigo Buenaventura de Léon, antes das minhas desculpas, o reconhecimento pela gentileza de revelares como surgiu teu cognome, esse que assina tua coluna, e de me teres dedicado o artigo explicativo. Desculpas peço por ter passado batido sem lê-lo. Às vezes acontece, embora eu folheie o JBF diariamente. Não sei como acontece. Algumas vezes percebi que isso ocorre por as matérias saírem fora da ordem; assim: abbres o jornal, vês que a matéria inicial já foi lida e abandonas a leitura, sem saber que “por dentro” entraram novas matérias (não posso crer que isso só aconteça no meu computador, mas, enfim, algumas coisas estranhas já me aconteceram em minhas relações com o blogue e quando procuro saber só ocorreram comigo…).
    Apreciei muito tuas revelações e passo às minhas:
    Meu primeiro nome é Goiano, de modo que apelidos nunca me pegaram – o nome já parece um.
    Minha família é toda, completamente toda, mineira, bastante concentrada na zona da mata, vale do Rio Doce, região do Contestado, por ali – Mantena, Aimorés, Mutum, Tombos, Carangola, Muriaé, Bom Jesus do Muriaé, Juiz de Fora, Manhumirim, Reduto, Alto Jequitibá, Lajinha… ah, a lista é ainda maior.
    Meu pai, o advogado Dr. Anderson de Araújo Horta ter um temperamento meio cigano e arrastou minha mãe Maria Braga Horta por esse mundo – eu peguei um pouco disso e também não posso parar, razão de minhas andanças.
    Assim, resolveu explorar o Estado de Goiás, e mudou-se comigo contrabandeado, de ônibus, caminhão, trem, lombo de cavalo, o que desse, para a Vila Boa de Goyas, cidade que veio a se chamar Goiás, o que, dadas as confusões com o nome do Estado de Goiás, fez com que também recebesse um apelido, que os habitantes da cidade detestam: Goiás Velho (há quem diga Goiás Velha).
    Lá nasci em 1942. Dois anos depois nos mudamos para a nova Capital, onde meu pai foi o primeiro promotor.
    Em seguida, mais dois anos após, voltamos para Minas, onde vivi como mineiro, carregando o estranho nome, até o início da adolescência, quando fui para o Rio de Janeiro.
    Meu pai teve um início de bom começo em Goiás e quando nasceu este caçula, que já tinha os manos Anderson, Arlyson, Augusto Flávio e Maria da Glória, ele resolveu homenagear, ou o Estado, ou eu, colocando-me este nome singular.
    Parece mentira, eu me gabava de ser o único chamado Goiano, mas… há outros!
    Pouquíssimos, certamente.

    • Caríssimo,
      Teu nome e as andanças tuas e de teu pai valem mais que um texto no JBF, valem um livro.
      Muito obrigado pela história e consideração.
      Um grande abraço.

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