CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Berto,

Recebi este texto via e-mail, não é de minha lavra, mas gostaria de tê-lo escrito.

Consta uma autora, não sei se realmente é a autora ou, quiçá, se é uma pessoa real.

Mas isto não desmerece o texto, que traz uma reflexão interessante.

Creio que será interessante para a discussão no JBF.

Um abraço.

* * *

PROFESSORA DE PORTUGUÊS DANDO AULA – Vivian Cabrelli Mansano

Vamos conversar com a tia.

Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica.

Eu sou professora de português.

Eu estava explicando um conceito de português e fui chamada de desrespeitosa por isso (ué).

Eu estava explicando por que não faz diferença nenhuma mudar a vogal temática de substantivos e adjetivos pra ser “neutre”.

Em português, a vogal temática na maioria das vezes não define gênero.

Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra.

Vou mostrar pra vocês:

O motorista. Termina em A e não é feminino.

O poeta. Termina em A e não é feminino.

A ação, depressão, impressão, ficção. Todas as palavras que terminam em ção são femininas, embora terminem com O.

Boa parte dos adjetivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos quanto femininos, independentemente da letra final: feliz, triste, alerta, inteligente, emocionante, livre, doente, especial, agradável, etc.

Terminar uma palavra com E não faz com que ela seja neutra.

A alface. Termina em E e é feminino.

O elefante. Termina em E e é masculino.

Como o gênero em português é determinado muito mais pelos artigos do que pelas vogais temáticas, se vocês querem uma língua neutra, precisam criar um artigo neutro, não encher um texto de X, @ e E.

E mesmo que fosse o caso, o português não aceita gênero neutro. Vocês teriam que mudar um idioma inteiro pra combater o “preconceito”.

Meu conselho é: ao invés de insistir tanto na coisa do gênero, entendam de uma vez por todas que gênero não existe, é uma coisa socialmente construída.
O que existe é sexo.

Entendam, em segundo lugar, que gênero linguístico, gênero literário, gênero musical, são coisas totalmente diferentes de “gênero”. Não faz absolutamente diferença nenhuma mudar gêneros de palavras. Isso não torna o mundo mais acolhedor.

E entendam em terceiro lugar que vocês podiam tirar o dedo da tela e parar de falar abobrinha, e se engajar em algo que realmente fizesse a diferença ao invés de ficar arrumando pano pra manga pra discutir coisas sem sentido.

5 pensou em “RODRIGO DE LÉON – PELOTAS-RS

  1. A pessoa que quer um termo neutro é racista, sexista ou homofobica , pois ela sim ve diferença entre as pessoas por causa do sexo (biologico) que a pessoa nasceu, ou pela cor da pele que a pessoa tem, ou mesmo por com quem a pessoa quer viver. Isto não interessa , o que interessa é que o carater da pessoa independe de fatores fisicos ou de relacionamento. Vamos ter pessoas de boa indole com qualquer cor, sexo ou preferencia de parceiro.

    • Pois é ……

      imbecis também,…….. em qualquer cor, sexo ou preferencia de parceiro……..

      Taí a Tabata que não me deixa mentir

  2. Espero que esta explanação tão clara como monte nevado abra algumas “cacholas” para o quanto é idiota o tal “neutre”.

  3. Qualquer estudante bem intencionado de Letras pulveriza essa putaria de gênero neutro.

    Essa militância LGBT devia era trabalhar uns dois anos minerando carvão como descrito em “A Estrada para Wigan Pier”, de Orwell. Seria a única forma de curar a malevolência desse monte de refugos sociais.

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