ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Depois de todos os anos em que meditei demoradamente sobre a situação deste avacalhado país, muito tristemente cheguei à conclusão de que, se quisermos parar, e até reverter, a acelerada espiral de decadência, esculhambação, putrefação moral, e de apologia da ignorância, da estupidez e da total falta de decoro e de decência; teremos que passar por uma revolução sangrenta, por uma demorada e carnívora guerra civil, ou por ambas ao mesmo tempo. O nível de abastardamento a que chegou a nossa estrutura governamental não tem paralelos no mundo. Nem as mais abjetas ditaduras africanas se viram engolfadas na putrefação moral que se implantou nas estruturas de comando do nosso malsinado país. Crime organizado, no Brasil, é o governo, o verdadeiro1º comando da Capital

Tentar mudar a linha de ação de um congresso e de um judiciário compostos majoritariamente por canalhas, bandidos do mais alto calibre, ladrões descarados de verbas públicas, assacadores de empresários ávidos por um ganho fácil e por fora, fraudadores descarados de todos os tipos de contratos e atividades em que se metem, é missão para o Messias. Não O Bolsonaro, mas nosso Mestre Jesus, na sua segunda vinda.

Como disse o sábio Millôr: “A melhor maneira de permanecer fora da lei é legislando em causa própria! ”

Exatamente esta é a especialidade da multidão de patifes que se assenhorou do nosso aparato estatal: Legislar em causa própria e esfolar a nossa nação.

Todos eles estão se lixando para as iniciativas populares, todas com milhões de assinaturas. Todos eles estão se lixando para o que determina de forma peremptória a nossa constituição. Todos eles estão se lixando para o que deseja a maioria absoluta da nossa população, que é conservadora, cristã e eminentemente decente e trabalhadora.

Tudo isso ocorre em paralelo com os milhões de parasitas, todos dependurados e mamando nas gordas tetas estatais do executivo, todos eternamente executando nada com coisa nenhuma, quando não estão empenhados em obter cada vez mais vantagens salariais, ou mesmo em doutrinar a população para um socialismo de merda que deverá ser a desgraça final da nossa já tão estuprada nação.

Se há uma coisa que simboliza magistralmente, e de maneira inequívoca, a imensa canalhice presente na maioria absoluta dos atos governamentais desta malfadada republiqueta de bananas conhecida como Brasil, é um negócio amaldiçoado chamado de precatórios.

Segundo página especializada em economia, esta estória sórdida é o seguinte:

“Precatórios – são títulos que representam dívidas que o governo federal tem com pessoas físicas e empresas, provenientes de decisões judiciais definitivas. Quando a decisão judicial é definitiva, o precatório é emitido e passa a fazer parte da programação de pagamentos do governo federal. … “

Não sei se vocês perceberam mas há duas imensas canalhices embutidas nesta definição

1ª Canalhice – DECISÃO JUDICIAL DEFINITIVA –

Se existe uma coisinha difícil de se ver em nosso país é exatamente isto: Uma Decisão Judicial Definitiva. Os tribunais levam anos e anos para emitir uma sentença, por mais simples, óbvia e direta que seja a causa em questão. Se a demanda for contra o senhor absoluto das patifarias em nosso país, o governo, parte acusada na maioria absoluta de todas as demandas que correm em nossos tribunais, deverá então o procurador que a estiver defendendo, obrigatoriamente e sob pena de prevaricação caso não o faça, apelar para a instância seguinte, até que esta chegue ao ápice da patifaria e da canalhice implantada em nosso país, o STF. Ao final, e após longas, caras, penosas e angustiantes décadas, o panaca que ousou questionar alguma das arbitrariedades cometidas pelos canalhas que se assenhoraram do aparato estatal será enviado para a lista dos precatórios, a fim de receber o que lhe é devido, valor a esta altura totalmente corroído pela longuíssima e angustiante espera.

Esta forma de atuação do judiciário faz com que ele atue EMINENTEMENTE como avalista e guardião de todas as patifarias que venham a ser praticadas pelos ocupantes de posições governamentais. Para isso, basta entrar na gangue, passar a usufruir das imensas oportunidades de ladroagens e ficar calado e quieto no seu canto.

Desta forma, criou-se uma blindagem maciça de proteção desta multidão de canalhas. Apenas aqueles que exageram na roubalheira, ou que “dão bandeira” excessivamente através de ostentação acintosa, atraindo assim a ira da população, como foi ao caso de Sérgio Cabral, do juiz Lalau e outros; estes são sacrificados em nome da perpetuação dos demais canalhas no poder e na mamata.

O mais interessante é que todos os casos de patifarias descobertas, por mais aberrantes que sejam, são julgados “Intra-muros” e “Inter Pares”. Significa dizer: sempre julgados pelos próprios comparsas na roubalheira. É de se estranhar que a “penalidade” máxima aplicada seja a aposentadoria compulsória mantendo todas as vantagens? Ou que as miríades de processos sobre as imensas patifarias de facínoras como Renan nunca deem em nada?

Os milhares de nababos encastelados no judiciário vão no tribunal quando querem, trabalham quando querem, dão decisões quando querem e do jeito que querem…e a população que se exploda! Ao invés dos processos expeditos e sumaríssimos, que vemos em filmes americanos, o que temos são verdadeiros Jardins Suspensos da Babilônia, recheado de nababos, inamovíveis, regiamente remunerados e cagando para a população. Seus procedimentos são da época das Ordenações Manoelinas e, quando “informatizados”, servem apenas para automatizar uma cadeia imensa e custosa de imbecilidades. É esta palhaçada que chamam de “justiça”.

Que Deus tenha piedade de nós!

2ª Canalhice – FAZER PARTE DA PROGRAMAÇÃO DE PAGAMENTOS DO GOVERNO –

Eis aí uma situação extremamente desagradável: depender do governo, qualquer governo e qualquer nível, para receber algum dinheiro, especialmente se relativo a contratos de fornecimento. Tenho uma longa série de amigos que foram à total falência, simplesmente por terem ousado se colocar nesta situação altamente arriscada.

As ameaças são as mais diversas! Começa pela dificuldade em receber. Normalmente, quem contrata não é quem paga. Assim, além de ter de pagar propina para ganhar o contrato, ao terminar, só liberam o pagamento mediante um “pequeno” pedágio de uns 20 ou 30% do valor a receber. Segundo eles, “para o caixa de campanha da autoridade no poder”. É pagar, ou não receber. Quando uns, mais corajosos, decidem ir para a justiça, aí é quando a desgraça se completa. Anos embolando de mão em mão, de tribunal em tribunal, até a tão almejada “Decisão Judicial Definitiva”. Bom mesmo é quando o administrador que contratou a obra perde a eleição. O que chega, decide imediatamente colocar todas as obras da administração antiga na geladeira e não paga mais nada! Dá uma de doido e seja o que Deus quiser. Começa toda uma série de obras novas, já que as antigas já haviam sido devidamente “sangradas” pelos seus antecessores. Esta é a razão básica dos milhares de obras inacabadas pelo Brasil a fora. Só um maluco feito Bolsonaro, que não come “Toco”, para ficar só concluindo obras dos outros.

Segundo o Diário do Poder, “Em 2016, nós tínhamos R$13 bilhões em precatórios no orçamento. No ano passado, R$ 45 bilhões. E neste ano, R$ 90 bilhões”. Se os tribunais, em um passe de mágica, passassem a ter a celeridade dos tribunais dos EUA, este volume de precatórios seria maior que nosso PIB inteirinho. Some a este imenso “Rombo” toda a imensa dívida dos três entres federados, chegamos rapidamente à conclusão sobre a razão de sermos escorchados por impostos pesadíssimos e não termos direito a serviços governamentais minimamente decentes.

Em todos os meus estudos relativos ao desenvolvimento de grandes grupos humanos, o fator fundamental e enfaticamente destacado foi sempre a liderança. A forma como um grupo humano é liderado é o grande fator que faz a diferença entre um bando de fracassados e um grupo de vencedores, que vão além dos seus próprios limites, transcendem suas limitações e se destacam em tudo o que decidem fazer. Assim foi a democracia grega, 300 anos antes de Cristo, sob a liderança de Péricles, foi também o renascimento italiano, sob a liderança de Lorenzo de Médici, ou mesmo Portugal e as grandes navegações, sob a liderança do Infante D. Henriques.

Conduzidos (ou desgraçados) por essa multidão de patifes, desde sempre engastada nas posições de comando do nosso aparato estatal, o nosso destino será sempre de miséria continuada, violência rampante, ignorância generalizada, embrutecimento geral, degeneração dos costumes e da moral, e por aí vai. Seremos explorados pelos países desenvolvidos, e por suas organizações, para sempre. Nossa população masculina servirá apenas para carregar as malas dos gringos que vierem nos visitar, e nossas filhas para camareiras de hotel. As mais bonitinhas teriam a alternativa de cair na prostituição.

O único jeito, a meu ver, para desatar este nó górdio que estrangula a nossa nação, é um banho de sangue!

Para que isto venha a ocorrer, precisamos urgentemente de uma liderança. Eu botei as minhas fichas em Bolsonaro. Achei que ele era esse cara. Ele está preferindo ir levando o barco devagar e aos poucos. Não tenho muita certeza se esta estratégia, “Lenta e Gradual” à la Garrastazu Médici, nos levará aonde eu gostaria.

Hoje, a preferência está sendo dar mais um calote e distribuir o dinheiro aos mortos de fome. Quem viver, verá!

2 pensou em “REVOLUÇÃO, GUERRA CIVIL – DE PREFERÊNCIA AMBOS!

  1. E viva o General Olímpio Mourão Filho, que sabia a hora e fez acontecer.
    Pena que os demais que se seguiram, não souberam aproveitar a oportunidade e permitiram que gradativamente se engatasse uma marcha a ré que nos conduziu a esse descalabro em estamos mergulhando.

  2. Meu irmão de ideias, ideais e indignações, Dom Adônis Oliveira:

    Repetindo a, tão batida, frase:

    “Faço minhas as tuas (hiper-, ultra-, supercertas) afirmações”.

    E, parafraseando os americanos:

    “DEUS SALVE O BRASIL!!!”,

    pois, daqui, debaixo dos céus, não espero mais nada.

Deixe uma resposta