MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

As eleições de 2018 levaram para o segundo turno Fernando Haddad e Jair Bolsonaro. Só um deles poderia ser eleito e o povo escolheu Bolsonaro. Para 57 milhões de eleitores ele era melhor do que Haddad, mas sua vitória deve, também, ao plano econômico de Paulo Guedes que atraiu a atenção e o interesse do mercado. Todo projeto deve descrever os Usos e Fontes. Os Usos relatam o que será feito e as Fontes, óbvio, de onde virá o recurso. Quando um político diz “nós vamos gerar 1 milhão de empregos” ele precisa de “como” vai fazer para me convencer. Na campanha de reeleição Lula disse, num debate, que “ia gerar 10 milhões de emprego” e quando foi cobrado ele disse que tinha dito que o “o Brasil precisava de 10 milhões de emprego”. Além de faltar “o como” no projeto de Haddad sobrou perspectivas de estatização que o mercado não vê com bons olhos.

Paulo Guedes tocou em três pontos cruciais para a economia: inflação, equilíbrio fiscal e crescimento. A diferença foi ele disse que iria reduzir a dívida com privatizações e concessões. Junto com as reformas, a dívida cairia pela metade. Ou seja: ele disse o problema e mostrou o caminho seguir. Para quem não lembra, ou não deu importância, a Bolsa de Valores ultrapassou a marca de 100 mil pontos com a decisão do segundo turno e chegou a 114 mil pontos no início de 2019. Guedes pegou um país esfacelado com endividamento público de 87% do PIB, juros altos, inflação inquietante e 13 milhões de desempregados. Apesar disso, o país começou a gerar emprego e terminou 2019 com 950 mil empregos novos.

Dentre algumas ações tivemos: aprovação da reforma previdenciária (que não resolve diante da fragilidade do sistema de repartição que temos), a liberdade econômica, privatização de subsidiárias, redução do depósito compulsório e isenção de tarifas de importação para remédios contra câncer e AIDS e para equipamentos diversos. No todo foram 1189 itens liberados. Guedes recebeu o prêmio de melhor ministro da economia do ano, por uma revista internacional. Uma revista que faz análise de dados para órgãos como o Banco Mundial. Não é um grupo de jornalistas investigativos.

O ano de 2020 não foi fácil. Restrições levaram a economia para a beira do abismo. Volta do desemprego, inflação de demanda devido a alta dos preços de produtos da cesta básica, como arroz e óleo. O auxílio emergencial fez a economia crescer, no terceiro trimestre de 2020, 7,70% e a previsão de queda do produto, que era estimada em 9,60%, tende a ser menos de 4%. Enquanto isso, a esquerda com o apoio do jornalismo depreciativo cobra do ministro Guedes a empregabilidade de 14 milhões de pessoas que ficaram desempregadas com a política dos seus ídolos. Reconhecimento interno apenas de quem se despoja de ideologia e se coloca favor do país. Apesar das inúmeras críticas daqueles que torcem pela desgraça, eis que o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, foi escolhido como “o melhor presidente de Banco Central”, no mundo. Mais uma vez: a escolha não foi feita por jornalistas investigativos, mas por uma conceituada revista vincula ao Financial Time.

Quem dita a política econômica do país é o COPOM – Conselho de Política Monetária e o Banco Central cumpre, e faz cumprir, as decisões desse conselho. Atua como banco dos bancos e mediante a política monetária, determina a oferta de moeda e com isso influencia a taxa de juros (que tem impacto no mercado de bens, no investimento, etc.) e a taxa de inflação. Quando o banco central compra títulos, ele retira dinheiro da economia e reduz a oferta de moeda, aumentando a taxa de juros, a inflação tende a cair porque ao invés de consumir as pessoas irão investir, o investimento cai, a bolsa de valores cai. Quando compra títulos, o movimento é oposto. Desde a época de bancário que eu defendo a autonomia do Banco Central.

Um grande feito do BACEN foi a implantação do sistema de pagamentos instantâneos, PIX, em operação desde novembro passado. Observe: quando você paga um boleto bancário, a transação se faz(ia) via sistema de compensação, ou seja, o dinheiro estaria na conta do credor após 24 horas, dependendo do “float”. Float é o tempo que o banco fica com o dinheiro das cobranças que faz e geralmente é negociado como D+1, D+2, etc. O número indica o tempo que os recursos seriam transferidos para a conta do cliente, após a cobrança. O PIX elimina isso, assim como acaba a necessidade de se fazer DOC ou TED. Na prática, o custo das transações financeiras fica mais barato. Para fazer um DOC, por exemplo, pagava-se R$ 17,00 e com o PIX, cada transação sai por R$ 0,10, no máximo.

Veremos sempre pessoas criticando a política econômica atual, mas o Brasil não está melhor por conta do sistema protecionista de privilégios que vivemos. As privatizações deveriam estar muito mais aceleradas, mas esbarrou na capacidade questionável de Lewandowski e com isso há de se ter autorização do congresso. Não fosse isso, o país poderia ter dado largos passos na direção de um crescimento econômico mais sólido, entretanto, não se pode brincar de liberdade econômica para não confundir investidor. Digo isso pelo recente PL 2963/2019 que facilita a compra ou arrendamento de terras rurais no Brasil por empresas ou pessoas físicas estrangeiras.

Vi um monte de protesto, inclusive uma promessa de veto por parte do presidente. Bobagem isso. Primeiro porque se trata de uma atualização de uma lei (5709/1971) e depois porque regulamenta o uso do capital produtivo independente da origem. O pessoal da necroeconomia, necroecologia, etc. já começou “ah, eles vão produzir commodities, vão matar a gente de fome, ui, ui, ui…”. Esse alarmismo, que eu vejo no modelo de Malthus sobre crescimento populacional (“a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética”) é simplesmente ridículo. Aqui nesse país o cara é condenado pelos crimes que pode cometer. Bom: a lei prevê que até 25% das terras podem ser vendidas ou arredadas, por que não se regulamenta, no próprio PL, o uso dos outros 75% restantes? O pessoal está esquecendo que crescimento vem com a geração de renda e o tesouro nacional não tem recursos para sustentar auxílio-emergencial eternamente.

21 pensou em “RECONHECIMENTO EXTERNO

  1. E por falar em economia que frase infeliz desse rapaz ao voltar ao batente: “O Brasil está quebrado. Eu não posso fazer nada”…

    P.S1.: – Que começo de ano animador, promissor, consolador, auspicioso e alentador…

    P.S2.: – Se nao pode fazer nada, renuncia porra!!!

      • Os argumentos das pessoas sérias são iguais aos vôos das águias: partem de um ponto, seguem em linha reta e chegam no destino. Já, os argumentos dos “NÃO TÃO SÉRIOS ASSIM”, como é o caso desse vagabundo, são como os vôos dos morcegos: vão em ziguezague…

        P.S.: – Olha carinha, você vá botar CABRESTO na quenga ou égua da sua mulher, menos em Altamir Pinheiro!!!

          • Quem arrota ética de botequim é quem tem vasta experiência na cornança e na quengaria, como é o caso desse verme infecto!!!

            P.S.: – Essa erva daninha, além de vir de família de sangue ruim é sujo e tem a língua porca…

  2. Altamir, talvez isso queira dizer que ele não consegue fazer nada. Por exemplo, as privatizações foram detonadas no STF; um monte de propostas enviadas foram engavetadas por Mais. O ME tem uma relação extensa disso. Eu acho que ele estava se referindo a isto, mas …

    • Para um bom entendedor, até um sussurro é compreendido.
      “O país está quebrado e ‘não me deixam’ fazer nada.”
      Essa é a compreensão.

      “Enquanto isso, a esquerda com o apoio do jornalismo depreciativo cobra do ministro Guedes a empregabilidade de 14 milhões de pessoas que ficaram desempregadas com a política dos seus ídolos.”

      Pronto!

  3. Hoje em dia tudo virou política e a política é tratada como torcida de futebol.

    Se você diz a alguém que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa, a pessoa pergunta se o Pitágoras era de esquerda ou de direita para saber se concorda ou não com o que ele disse.

  4. Concordo, Marcelo. Fiz um comentário recente, sem pretensão de questionar a vacina de ninguém, sobre pessoas que se contaminaram ao tomar a primeira dose em Israel. Aí vem um cara dizer que eram pessoas contaminadas já. Putz! Qual o sentido de dar vacina a quem está infectado? Você vai argumentar e a coisa vira um debate político. Aliás, nem debate é. Na verdade são as coisas ditas diariamente sobre o governo. Cansa.

      • Realmente é cansativo formar uma equipe de ministros que trabalham pelo bem do país (não gostar deles é um direito de cada um) e temosTODOS os que APITAM algo neste republiqueta bananística remando contra a maré com o único intuito de…

      • Seja uma boa vigilante ou então uma sentinela atenta Maurinha. Até porque, Pinheirinho é daquele tipo de CRI CRI que, pode não falar tudo o que quer. Mas também, só falo o que quer. Entendeste Maurinha Cu de Grude do Beco do Cuscuz!!!

        P.S.: Eu era pobre, continuo feio, mas nunca fui burro, Maurinha Paiol de Bosta!!!

        • Cornulha = Corno+pulha;
          Cornau = Corno+cara de pau;
          Bonequicha = Boneca+bicha.
          Você é um verme.
          Não passa de um reles verme.
          Rato de esgoto. Você representa tudo o que não presta. Escroque. Parido na zona. Fecha o rabo.

          • Bichona do Beco do Cuscuz,

            Maurinha,quando vocêsentir duas bolinhas encostadas na sua bundinha, nao se assuste, ok!!! O pior já passou…

            P.S.: – UM GRANDE ABRAÇO POR TRÁS, MAURINHA, PUTINHA SAFADA!!!

  5. Danou-se, agora a cuíca muda o tom. Tava tudo tão bem. A gente tem Mercedita, Margot e agora Maurinha. A presença feminina tá aumentando.

    • Ôxi!!! Que malassombro é esse??kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!! Parece que esse cara, com nome de cantor brega de rádio se alterou. Só porque eu disse que ele é a cara do Boris, the Animal!!! Isso é um cornulha: Corno+pulha!!!

  6. É nisso que dá ter um bosta desses se metendo em tudo o que é assunto, quando sua mirrada capacidade mental só dá para ver filmes de Drácula.

    O resultado final é sua reação animalesca de ficar detratando todos com seu linguajar do bordel onde foi parido e criado.

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