CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

UM CAVALO NO TELHADO, UM BURRO NA PRESIDÊNCIA

O Brasil sem ter comando
Virou de ponta cabeça
Por incrível que pareça
Tudo vai desmoronando.
No Sul enchente matando
No palácio, negligência
E o povo sem paciência
Vendo o país devastado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

Quem votou em vigarista
Já sente o drama na pele
Hoje até quem fez o L
Vive triste e pessimista.
Quem elegeu comunista
Grita pedindo clemência
Diante da impotência
Desse ser degenerado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

Só vive de fanfarrice
Viajando o mundo inteiro
Torrando o nosso dinheiro
Com tamanha canalhice.
Faz de fantoche o seu vice
Num amor de aparência
Nos conduzindo a falência
Deixando o pobre de lado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

Hoje resta o sofrimento
Num pesadelo sem fim
Haja feno, haja capim
Pra cavalo e pra jumento.
Salário sem ter aumento
Greve sempre em evidência
Certeza só a ausência
De um governo fracassado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

6 pensou em “RAIMUNDO GORÓ – NATAL-RN

  1. Em meio a tudo até os cavalos evoluiram e um foi parar no terceiro andar agora o burro, continua na presidência.

    • Relincho vem do cavalo
      Se afogando em lamento
      Filho de égua e jumento
      Zurrando vem em estalo
      Se é galinha, não me calo
      Melancias, decadência
      Bananas, antes, excelência
      Povo palhaço é montado
      Um cavalo no telhado
      Um burro na presidência.

  2. Muito boa a poesia. Cruel como nossa atual realidade. Um amigo me passou o link. E estou a ver outras coisas do site., e pensei na ideia de, primeiramente publicar este texto no meu site, e também propor-lhe uma parceria, para pinçar alguns dos seus textos no mesmo. Aguarrdo seu retorno.

  3. Pingback: Um Cavalo no Telhado, Um Burro na Presidência - Agulha

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