RODRIGO CONSTANTINO

Cerimônia de chegada do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por ocasião de sua visita oficial ao presidente Lula (PT), em maio de 2023

Cerimônia de chegada do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por ocasião de sua visita oficial ao presidente Lula (PT), em maio de 2023

Brasil e Venezuela trocam farpas. A velha imprensa finge que acredita. O ditador venezuelano, chamado de presidente pelo jornal O Globo, classificou sua opositora como “terrorista”, o que faz todo tirano. No G1, da Globo, temos o cenário de uma potencial briga diplomática entre os dois países:

A tentativa frustrada da professora Corina Yoris de se candidatar à Presidência da Venezuela como principal adversária de Nicolás Maduro produziu a primeira manifestação crítica do Ministério brasileiro das Relações Exteriores sobre o processo eleitoral no país vizinho. E, em consequência disso, uma resposta do governo de Maduro que externa irritação com a postura do Itamaraty.

Acredita na briga quem quer, claro. Tem gente que acredita em duendes, e tem gente que acredita até mesmo no Lula. Mas é preciso ser muito ingênuo para cair nesse teatro chinfrim. Tanto que na mesma nota do Itamaraty, o Brasil se coloca imediatamente contrário a qualquer sanção imposta ao regime companheiro.

No fundo, fica a sensação de que o Brasil deu até uma dica camarada ao amigo: se ao menos houvesse uma “decisão legal” impedindo a oposição de disputar a eleição… Ou seja, Maduro precisa cuidar mais das aparências, estabelecer um TSE como o nosso!

Afirmo que é teatro por motivos óbvios. A Venezuela não virou uma ditadura que persegue opositores agora, da noite para o dia. Ela sempre foi isso, há anos. E Lula sempre apoiou seus companheiros, primeiro Hugo Chávez, depois seu sucessor Nicolás Maduro. Lula e o PT apoiam a Venezuela não apesar da ditadura comunista, mas sim por causa dela. Como sempre apoiaram Cuba, ora bolas!

Crer, portanto, nessa troca de farpas diplomáticas é passar atestado de estupidez. Lula precisa recuperar um pouco a imagem de “democrata” perante o mundo, resgatar aquela narrativa falsa criada pela imprensa de que é uma espécie de Mandela pacificador. Ao ficar do lado do Hamas contra Israel no conflito em Gaza, Lula virou um pária mundial de vez.

As declarações de amor ao companheiro Maduro em nada ajudam no esforço incrível da velha imprensa de pintar o petista como democrata que veio “salvar a democracia” do Brasil, ameaçada por fascistas e golpistas imaginários. Ao “criticar” agora a falta de eleições limpas na Venezuela – o que ocorre há duas décadas – Lula ensaia adesão ao papel que lhe foi incumbido pela turma da Globo e companhia.

Mas Lula segue o mesmo: um bajulador de ditaduras comunistas que olha com certa inveja para o poder de seus companheiros. No Brasil, seu PT segue também com seu projeto totalitário de poder, que mira nos adversários e, com a ajuda suprema, cria crimes fantasiosos para justificar sua perseguição implacável.

A única diferença é que a Venezuela está em estágio mais avançado de comunismo e não precisa mais simular que é uma democracia. Mas o Brasil lulista chega lá, no que depender da mídia, da Polícia Federal, do TSE e do STF…

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