CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

O graduado em nível superior tem melhor chance no mercado de trabalho, especialmente quando o desemprego anda exagerado.

A instrução intelectual concede ao graduado a preferência na disputa por emprego. Reserva ao candidato melhor preparado à vaga, a oportunidade de ganhar um salário digno.

Pela lógica, o candidato de nível superior é mais qualificado do que quem mal passou do ensino fundamental ou parou no ensino médio. Tomou rumo desconhecido. Todavia, diploma de curso superior não é tudo. Precisa de outras forcinhas de complementação para assegurar privilégios.

É evidente que a idade pesa. No entanto, na prática, os processos seletivos analisam outros fatores, além do grau de instrução. De antemão, a empresa, quando contrata, visa no novo funcionário condições de oferecer reciprocidade. Preencher requisitos para perseguir o lucro. Afinal, é com lucro que a empresa cobre os custos do empregado. Todo funcionário tem um custo. Custo com salário, benefícios e transporte.

Para traçar o perfil do candidato, o recrutador solicita currículo que informe dados sobre a formação profissional e nível de experiência. Todavia, com a globalização do mercado de trabalho, outros requisitos são fundamentais. Um deles, básico, é cobrar do candidato à vaga a capacidade de ser um empregado multitarefa. Jogar em várias posições. Demonstrar habilidades. Não ficar restrito somente a uma função específica. Ter relação com a tecnologia da informação, ser expansivo, interessado, pontual, desenrolado, organizado, sincero e, sobretudo, extrovertido.

De cara, dois itens são imprescindíveis. Requisitos primordiais para se tornar o escolhido pela empresa. O objetivo da luta pela vaga. A entrega de um resumo de qualificação, onde conste os principais destaques sobre as habilidades profissionais para o exercício de determinada atividade, sobretudo a respeito do modo de pensar e agir diante de um problema comum no mercado de trabalho.

Existem três caminhos para uma pessoa se qualificar. Através de cursos técnicos, superior e de pós-graduação. Portanto, é imprescindível o candidato ser direto na apresentação. Informar o grau de conhecimento, experiência atual e a capacitação para desempenhar terminada tarefa.

A cada momento o mercado de trabalho se torna mais exigente em função da competitividade, sempre em fase crescente. Por isso, o empregador nunca relaxa na hora de selecionar candidatos, justamente para evitar surpresas desagradáveis, perda de tempo e prejuízos.

Um dos obstáculos para o candidato à vaga no mercado de trabalho é o tempo de duração dos cursos de preparação. Existem cursos de curta, média e longa duração. Cursos de curta duração preocupam-se com matérias dedicadas a preparar a pessoa, visando determinadas funções.

Atualmente existem cursos com apenas dois anos de duração. Então, por causa do tempo exíguo, as disciplinas são rigorosamente escolhidas de modo a garantir sucesso na careira profissional.

Trabalhar em uma atividade atraente, composta por metas e objetivos, que incentivem a busca de aperfeiçoamento, extensão na especialização, favoreça o trabalho em equipe para que a imagem do trabalhador seja sempre simpática, consolide a personalidade.

Na atualidade, está claro que diploma de curso superior, apenas, não garante emprego. Não abre as portas do mercado de trabalho, como antigamente. Hoje, a prevalência é pela experiência. A prática é o que interessa. O resto virou apenas complemento. Afinal, a tecnologia mudou todos os parâmetros de qualificação.

Para não perder o bonde andando, o candidato a emprego, mesmo formado, tem de ficar ligado em outros detalhes, superimportantes. Procurar estágios, cavar vagas de trainees, comparecer a palestras, não se desligar de eventos corporativos, visitar constantemente os sites de emprego, distribuir currículos, ligar o farol da interação com os colegas de formatura para não sobrar nas convocações.

É nessa hora de dúvidas, ao encarar a longa lista de profissões mais procuradas, que muitos graduados percebem que erraram na escolha do curso universitário certo. A predominância pelos cursos de ontem, Medicina, Direito e Magistério cede a vez para outras profissões, até então desvalorizadas. Algumas, inclusive, inexistentes até ontem.

É por isso que, para cair em campo com a coragem e a cara na busca de emprego, o candidato deve mostrar raça. Provar conhecimento do ramo, competência, habilidade e potencialidade profissional.

Qualidades que mostram estar o candidato à vaga devidamente preparado para enfrentar a fase da tecnologia digital. Fase de mudanças rápidas no mercado de trabalho. Não se enrolar com bobagens, nem perder tempo na produção. Afinal, a banda toca e a fila anda. Sempre.

7 pensou em “QUALIFICAÇÃO

  1. Se o cara, candidato, tiver se “formado” nas universidades públicas, suas chances de empregabilidade são iguais a ZERO…
    Passam quatro ou cinco anos apresentando trabalhos que, via de regra, são copiados da internet ou pagos a alguém para fazer.
    O que uma pessoa dessas aprende?? Que preparo tem para o cada vez mais exigente mercado de trabalho??

    • Observador, permita-me fazer uma ressalva: a universidade pública tem problemas como.qualquer atividade tem. Eu sou professor universitário e minhas orientações estão longe de ser uma cópia da internet. Além disso, tenho alunos selecionados pra trabalhar em empresas de grande porte, incluindo corretoras que atua no mercado de capitais. Eu acredito que alguns cursos são mais propensos a questões doutrinária, mas tem gente que trabalha muito. Entre 2014 e 2018, por exemplo, realizamos R$ 517 milhões em projetos de pesquisa. Conheço também a qualidade do ensino superior privado. Não é essa maravilha que apregoa.

  2. Como o Crea determina que um recém formado em engenharia ganhe 8 salários mínimos, então fica difícil arrumar emprego.

  3. Realmente, assim dificulta para o recém formado conseguir vaga neste fraco mercado de trabalho. O Brasil anda cheio de obstáculos.

  4. A falta de flexibilidade salarial é um dos pilares da teoria keynesiana. Se houvesse flexibilização, a economia poderia ser mais dinâmica, mas normas para os salários e essa rigidez complica.

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