A PALAVRA DO EDITOR

Quem analisar os problemas nacionais, seguindo o aspecto social, encontra de cara o desemprego, a pobreza, a fome, a violência, a criminalidade, educação, moradia, saúde, preconceito, o analfabetismo, racismo, a lentidão da Justiça, a impunidade, a inflação, a alta carga tributária e, principalmente a ausência de perspectiva de recuperação econômica. Por sinal, as perspectivas de ajuste são remotas.

A falta de dinheiro, o baixo salário, o custo de vida e a perda do poder aquisitivo da população, fatores de exclusão social, são frutos de descontroles fundamentais. No lado familiar, o principal aspecto negativo se relaciona com a falta de planejamento. Os pais, incentivadss pelo Bolsa Família, danam-se a fazer filhos sem pensar nas condições de criação.

No lado político, é clara a despreocupação dos governantes com as promessas de campanha. Enquanto candidatos, prometem mil e uma novidades visando apenas ganhar o voto, porém na hora do pega pra capar, na hora da verdade, os gestores deixam tudo no esquecimento. Fazem de conta, no maior cinismo, de que não prometeram nada e assim empurram as críticas para o futuro, quando estiverem fora de outro páreo de campanha.

Segundo os parâmetros da cidadania, a sociedade classifica o desemprego como o pior incômodo social. Em seguida, aparece a corrupção. Em seguida surge a precária saúde e no final da lista de disparidades brasileiras, vem a segurança pública que na verdade não oferece segurança alguma à população. É um engodo de gestão. Os governantes detestam assumir compromissos.

Na verdade, a corrupção, depois das drogas e da violência, emporcalha a vergonha do país. É a cara deslavada da imoralidade. Essa, é de arrombar a caçapa da verdade. Toda vez que o gestor deixa de investir na saúde, educação, infraestrutura, segurança e habitação, puros direitos constitucionais do cidadão, duplica a exclusão social, promove mais desigualdade econômica. Achata a moral da sociedade com a explosão das drogas e da violência.

É justamente nessa falha de gestão que a corrupção entra em cena. Age no maior descaramento. De acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas, feito em 2009, o estudo afirma que anualmente a corrupção provoca um rombo de 30 bilhões de reais nos cofres públicos do Brasil.

Por outro lado, a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DICOR/PF) constatou que a partir de 2013, os desvios de dinheiro público chegaram a registrar 123 bilhões de reais.

Basta abrir o baú dos escândalos para sujar a imagem do Brasil. A Máfia dos Fiscais que funcionou na Câmara dos Vereadores de São Paulo, entre 1998 e 2008, deixou um rombo de R$ 18 milhões. Caso os comerciante e ambulantes paulistas não pagassem propinas sofriam ameaças de terem as mercadorias apreendidas.

O Mensalão causou um enorme prejuízo de R$ 55 milhões, em 2005. Conforme delação do ex-deputado federal, Roberto Jefferson, os aliados petistas recebiam uma mesada mensal de 30 mil reais para aprovar projetos do governo Lula.

O caso das ambulâncias sugou R$ 140 milhões do país. Partes envolvidas, Prefeituras e Congresso Nacional. Determinada empresa, distribuía propinas a parlamentares, em 2006, desde que aprovassem emendas para facilitar a compra de ambulâncias com preço superfaturado. Quase sempre o superfaturamento chegava a 260%.

O caso Sudam. Entre 1998 e 1999, Dirigentes do órgão acharam uma maneira de comer dinheiro fácil, mediante a falsificação de documentos fiscais falsificados e contratos de bens e serviços irregulares. O desvio chegou a R$ 214 milhões.

Outro escândalo de arrombar foi a chamada Operação Navalha. Aconteceu em 2007, quando servidores de Prefeituras, da Câmera dos Deputados e do Ministério de Minas e Energia recebiam gordo benefícios para dar aquela mãozinha nas ilegais licitações de obras. A roubalheira registrou R$ 610 milhões.

Entre 1989 a 1992, entraram em cena os Anões do Orçamento. Espertinhos, sete deputados, um dos quais pernambucano, integrantes da Comissão de Orçamento do Congresso, aprovaram emendas de lei para destinar dinheiro a entidades filantrópicas, dirigidas por parentes. O rombo deixou um buraco de R$ 800 milhões nas contas do país.

Em São Paulo, no período de 1992 a 1999, a construção do Fórum Trabalhista deu o que falar. Consta que o ex-presidente do TRT, Nicolau dos Santos Neto facilitou o repasse de R$ 923 milhões para a construtora que venceu a licitação, na base da amizade.

Assim é a imagem do Brasil que vem desconcertado faz uma porrada de tempo por causa de roubalheiras, incrementadas por debaixo do pano. Praticadas por desonestos políticos. Com a conivência de muitas autoridades.

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