A PALAVRA DO EDITOR

Talvez a coisa mais bizarra de explicar nessa pandemia seja a demonização do dito “tratamento precoce”. O que faz com que pessoas que nunca se importaram de cobrar teste de ouro duplo cego randomizado para inúmeros remédios de repente exijam as provas mais robustas para medicamentos conhecidos há décadas e de baixo risco, em meio a uma crise pandêmica?

Quando lembramos que muitos à esquerda, defensores da legalização das drogas, passaram a condenar com veemência a cloroquina, a coisa fica ainda mais estranha. Chamadas de jornais já mostraram “estudos” que apontam para vantagens de maconha, LSD e até cocaína nessa pandemia, mas a ivermectina, remédio usado há anos para tratar piolhos, passa a ser responsável até por mortes!

Se lermos a bula de cada remédio que tomamos, não tomaremos mais nada. Se buscarmos alguém que errou na dose ou teve um raro efeito colateral com algum medicamento, encontraremos pontos negativos até na aspirina ou no paracetamol. O que está acontecendo aqui, então?

Sabemos a resposta, e infelizmente ela expõe uma faceta nefasta dos “humanitários” nessa crise: eles colocam seus interesses políticos e ideológicos acima das vidas! Como Trump e Bolsonaro apostaram nesse caminho do tratamento preventivo, seus detratores passaram a atacar esses remédios como se fossem veneno, e criaram uma falsa dicotomia entre vacinas e tratamento, o que demonstra enorme ignorância sobre a ciência.

Entrevistei hoje cedo no Jornal da Manhã o presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Ribeiro, e ele falou justamente sobre essa politização absurda que vem prejudicando o debate no país. Só por não demonizar a cloroquina, por exemplo, ele passou a ser rotulado de “bolsonarista”. É simplesmente abjeto. Vejam a entrevista na íntegra, imperdível pela coerência e os esclarecimentos acerca desses ataques infundados:

Recebi de um médico que trata pacientes com covid a seguinte mensagem: não existe “kit covid”; existem médicos livres que, em acordo com seu paciente, acolhem, acompanham e tratam com remédios existentes; a dicotomia assassina de hoje é: tratamento com acolhimento competente e humanizado ou NADA, o abandono total e “procure o tubo quando sentir falta de ar”; pena que não há vagas; os medicamentos vão muito além das “pílulas do Bolsonaro”; não se obriga seu uso, mas é imperativo que o médico esteja alerta para sinais clínicos e laboratoriais de piora, pois isso pode afastar pacientes da UTI.

Qualquer pessoa sensata pode compreender isso, não? Então por que diabos uma turma de oposição ao governo Bolsonaro insiste nessa narrativa cruel, anticientífica e absurda que demoniza esses remédios?! O movimento fascistóide Sleeping Giants chegou a lançar uma campanha para que as pessoas denunciem quem paga ou utiliza o tratamento precoce:

O quão desumano é isso?! A hashtag #sleepinggiantsGENOCIDA atingiu o topo de tendências no Twitter como resposta. Mas não são apenas movimentos de extrema esquerda que fazem isso. A mídia em geral também, fazendo terrorismo com qualquer caso isolado, sem comprovação de elo direto, em que o uso do medicamento não resolveu o problema e o paciente foi a óbito. Os políticos ligados ao MBL, que se diz liberal, também apelam para o mesmo discurso agora:

Será que o deputado vai fazer coro com a jornalista que acusou Helio Beltrão de “traficante de cloroquina” só por defender seu uso? Beltrão foi escolhido por Arthur do Val como seu “posto Ipiranga” na campanha para prefeito, não custa lembrar. A que ponto chega a ambição pelo poder dessa gente?

Uma emissora que faz campanha diária contra Bolsonaro recomendava o uso da cloroquina durante o surto de Zika até para mulheres grávidas, por ter baixíssimo risco de efeito colateral. Pessoas tomam o remédio de forma profilática quando vão para região com malária. E agora ele é perigoso?

Sobre o “remédio de piolho”, eis o que diz a Wikipedia: A ivermectina foi descoberta em 1975 e introduzida no mercado em 1981. Faz parte da lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde, uma lista com os medicamentos mais seguros e eficazes fundamentais num sistema de saúde, se administrado de acordo com as doses autorizadas. E agora é extremamente nocivo e arriscado, do nada?

A situação anda tão maluca que não seria espanto se Lula, o cachaceiro, tentasse tirar uma casquinha dela condenando a ivermectina por riscos ao fígado!

2 pensou em “PRESIDENTE DO CFM CONDENA POLITIZAÇÃO DA PANDEMIA

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