A PALAVRA DO EDITOR

A situação do Brasil é delicada. Complicada. Do jeito em que se comporta causa preocupação. Depois de enfrentar dois anos de pura retração, o PIB voltou a crescer, embora timidamente. Em 2018, a duras penas, o PIB conseguiu subir 1,1% na escala de crescimento. Marca pior do que o de 2012, quando o PIB alcançou 1,9%.

Com este acanhado resultado, até o PIB per capita, divisão da riqueza nacional por habitante, chegou a míseros R$ 32.747 no ano que passou. Diversos temas colaboram para manter a economia presa. Travada. Sem disposição para crescer. A greve dos caminhoneiros ainda repercute, causa estragos, o mar de incertezas políticas, que não sabe que rumo tomar, a hesitação dos gestores que passaram, deixando profundas marcas negativas. Além de ficaram com as atadas, sem nada fazer de positivo, os antigos gestores permaneceram cegos. Pensando na reeleição, evitram tomar medidas com repercussões impopulares, apesar de necessárias para o país.

Os setores que se destacaram em 2018, em termos de crescimento foram serviços, que cresceu 1,3%, indústria, 0,6%, que mesmo fora de sintonia, conseguiu levantar um pouco os braços, depois de passar quatro anos seguidos de queda. Os resultados apurados em outros setores foram, investimentos, 4,1%, que passou três anos de inexpressividade, exportação, 4,1% e importação, 8,5%. Sinal de que os investimentos externos fugiram para os pouquíssimos lados que prometeram retorno financeiro. Um marco desesperador foi o da construção civil, que tem os trunfos nas mãos para elevar a taxa de emprego, produto e de renda. Quando a construção civil fraqueja, derruba várias áreas como a de pedras, parafusos, areia, tintas, madeiras, tijolos e também de acessórios. Nem o agronegócio confirmou o ímpeto de 2017. No ano que passou registrou somente 0,1% de alta. Índice puxado pelo café e algodão, ao contrário do milho, laranja e cana de açúcar que decepcionaram.

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A corrupção é uma praga mundial. É “o abuso do poder para fins privados”. Afirmou um entendido no asunto. Desde que o homem percebeu a possibilidade de corromper alguém para conseguir vantagens, obter benefícios por meios ilegais ou ilícitos, a prática do suborno invade a cabeça da humanidade. Faz escola. A desonestidade passou a imperar, especialmente nos órgãos públicos. Pouco importa se as consequências da deslealdade são devastadoras, afetam a moral, e são consideradas atitudes de caráter antiético paras as pessoas envolvidas na troca de favores. Neste jogo, com segundas intenções, figuram empresários, gestores e políticos. A Justiça não para de desmascarar as falsas honestidades.

O que estimula a corrupção é a ignorância ou a “esperteza” das pessoas. O surpreendente são os fatos acontecerem no meio de pessoas de elevada formação intelectual. Na corrupção existem três componentes. O corruptor, o autor da ação ilegal. O corrompido, a pessoa comprada por debaixo do pano para prestar favores indecentes. O terceiro ator nas operações de corrupção é o conivente. A testemunha ocular que, embora sabendo da transgressão à lei, se cala. Não denuncia a ilegalidade. Prefere manter-se omisso na jogada porque na jurisprudência, omissão não é crime. É fonte de renda.

Segundo a Transparência Internacional os países mais corruptos do mundo, conforme dados de 2016, são Somália, Sudão do Sul, Síria, Coréia do Norte e Iêmen. Por outro lado, os menos corruptos, os mais transparentes são a Dinamarca, Finlândia, Suécia e Suíça. Na América do Sul, o Uruguai figura como o país mais bem comportadinho no quesito corrupção. Enquanto o Brasil pune os corruptos de forma amena, solta pessoas mesmo as que apresentam passado sujo, trata os adeptos da má conduta com penas brandas, o Japão age de modo diferente. Demite, força a renúncia, ou testemunha o suicídio. Para enxugar a desonestidade, a China expurgou 1,34 milhão de funcionários corruptos, de 2012 em diante.

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Os animais são idênticos a qualquer ser vivo. Nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Não tem diferença. O que muda são as características de cada espécie. Uns andam. Outros nadam. Alguns saltam. Muitos voam e diversos rastejam, enquanto certas espécies são paradas, não se deslocam de forma alguma, mas a interação com a natureza é perfeita. Na espécie de vertebrados, existem os mamíferos, as aves, os répteis, anfíbios e os peixes que são espécies possuidoras de crânio. No grupo de invertebrados, os que não possuem crânio e nem coluna vertebral, encontram-se as esponjas aquáticas, as aranhas, vermes, minhocas, borboletas, lagostas, caranguejos e carrapatos. Cada animal, no entanto, tem cor própria, tamanho diferenciado, come um tipo específico de alimentação e vivem num ambiente previamente escolhido e se locomovem à sua maneira. A única semelhança entre os animais é que todos se reproduzem. Geram filhotes e criam a raça para perpetuar a espécie.

Tem animais de tamanho reduzido como as pulgas, sanguessugas e os mosquitos. Existem os de médio porte como os cachorros e os bodes. Afora os gigantes, compridos e pesadões, como os elefantes, os bovinos e as baleias. Quanto à maneira de se alimentar os animais também agem de forma diferente. Tem os carnívoros, os herbívoros, onívoros e os necrófagos que comem cadáveres. Ingerem restos orgânicos, como os urubus. Outras diferenças entre os animais dizem respeito à cobertura do corpo. Uns tem escamas, outros, penas e pelos

Os animais não são objetos. Não podem ser abandonados, explorados excessivamente pelo homem ou maltratados. A pessoa que se arrepende de criar, abusa fisicamente do animal ou maltrata o bicho, comete crime. Existe lei federal de 1998, proibindo abandonar, espancar, mutilar, envenenar, aprisionar, deixar ao relento, negar comida, não cuidar da saúde, caçar animais silvestres, domesticados ou nativos. O responsável, denunciado, responde a processo. Afinal, assim como a raça humano, os animais gozam do direito de ter vida livre. Dentro de ambiente natural. Como são protegidos por Lei Federal, privar, então, o animal de usufruir de liberdade no seu próprio mundo, seja terrestre, aéreo ou aquático, comete um crime ambiental. Por outro lado, quem costuma cometer abusos, maus tratos, ferir ou mutilar qualquer espécie animal, seja doméstico ou não, infringe as normas, está, então, sujeito a punição. Da mesma forma que a raça humana, o reino animal também tem fundamental importância na ciência biológica.

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Quando a economia sofre uma contaminação generalizada de aumento de preços, o país é vítima de inflação. Processo que ataca o poder de compra das pessoas, fere a estabilidade de preços, debilita a renda, enforca o salário do trabalhador que fica mais pobre. Todo dia, quando o consumidor vai ao supermercado se surpreende com o aumento de preços, se espanta com a carestia de vida. A surpresa nas compras atormenta quem é fraco de bolso.

A inflação pode acontecer de algumas maneiras. Quanto maior a procura por um produto, o preço tende a subir naturalmente. Por outro lado, quando o produto tende a escassear nas prateleiras, o preço do danado também aumenta automaticamente. Pela escassez. O dólar é outra causa de aumento de preços porque se o dólar aumentar, o preço de importados, incluindo os insumos, também é majorado.

Mas, o governo, toda vez que gerenciar mal os recursos públicos, pressiona os preços. Se gasta mais do que arrecada, inflaciona. Se eleva os impostos, os preços disparam. Num país atordoado com a inflação, as consequências são a fuga de investidores, o medo em realizar projetos, a fraqueza para enfrentar as incertezas. A maior vítima da inflação é a classe mais pobre que paga mais pelo transporte, moradia e alimentação. Com o salário menor, o pobre compra menos tomate, feijão e arroz. O que caracteriza ser o empobrecimento a causa de muitos desgostos e aflição. Cenário difícil de resolver por falta de interesse político.

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