A PALAVRA DO EDITOR

A história não se repete, mas rima, como dizia Mark Twain. Como é cansativo esse eterno retorno dos que não foram, essa volta com nova embalagem dos velhos comunistas. A cada geração o lobo usa uma roupagem nova de ovelha para enganar os desavisados. E consegue!

Alain Besançon, em A infelicidade do século, compara o comunismo ao nazismo e conclui: “O comunismo é mais perverso que o nazismo porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra para difundir em toda a terra o mal. Cada experiência comunista é recomeçada na inocência.”

Há controvérsias se, hoje, depois de tanta desgraça causada pelo comunismo, alguém cede a essa ideologia nefasta por “empatia ao próximo”. O socialismo é a ideologia da inveja, do ressentimento, do rancor. Mas dou o benefício da dúvida: muitos são seduzidos pela extrema esquerda por confundir isso com se preocupar com os mais pobres, com as minorias.

E os comunistas sempre souberam explorar isso. Mas uma coisa se repete com regularidade lunática: os seduzidos são invariavelmente do “andar de cima”, são ricos, são “artistas”. Em Esquerda Caviar expliquei melhor o fenômeno. Lula era o queridinho dos “intelectuais” e da elite do setor público. Deu no que deu.

Não obstante, aprendemos com a história que poucos aprendem com a história. E por isso que Guilherme Boulos, um Lula reeditado, está no segundo turno para disputar o comando da capital mais importante do país. E com chances concretas! Segundo as pesquisas, a diferença dele para o primeiro colocado caiu para dez pontos percentuais apenas. Boulos teria 45% das intenções de votos válidos.

E quem faz um esforço comovente para ajuda-lo? Ora, justamente a elite, em especial aquela do jornalismo, onde o PSOL tem bem mais representatividade do que no Congresso. Nossa imprensa é incapaz de sequer chama-lo de radical, de extrema esquerda. Tentam pinta-lo como um moderado esquerdista, o que é uma piada.

E eis de onde vem a sua grana de campanha, segundo reportagem da Folha de SP:

Até agora, a candidatura de Boulos registrou R$ 5,3 milhões arrecadados para a campanha. A maior parte, R$ 3,7 milhões, vem do fundo eleitoral -dinheiro público a que os partidos têm direito em ano de eleição – e representa 70% do total que a candidatura tem para gastar.

Já no topo da arrecadação para a campanha de Boulos registrada em nome de pessoas físicas estão o cantor e compositor Caetano Veloso e a empresária Paula Lavigne, sua esposa, que doaram R$ 100 mil cada um ao candidato do PSOL.

O dinheiro arrecadado com a live feita por eles está sendo dividido entre Boulos e Manuela D’Ávila (PC do B), que concorre à Prefeitura de Porto Alegre.

“O que doamos [como pessoa física] foi o referente ao que eu e Caetano receberíamos pelo nosso trabalho na live”, diz Paula Lavigne. “A doação de quem comprou o ingresso para assistir a live é outra e aparecerá no nome de cada um que comprou como financiamento coletivo.”

Em seguida, a terceira maior doação para a campanha do PSOL é de Marília Furtado de Andrade, herdeira de Gabriel Donato de Andrade, um dos fundadores da empreiteira Andrade Gutierrez. Ela doou R$ 80 mil.

Marília é mãe de Petra Costa, a cineasta que concorreu ao Oscar de melhor documentário com “Democracia em Vertigem”, que trata do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Marília aparece no filme em imagens de acervo da cineasta. Procurada, Petra não retornou o contato da reportagem.

Qual a supresa? O comunismo sempre foi bancado por herdeiros culpados e entediados e artistas alienados e “sonháticos”. Nunca foi apoiado pelo povo, que diz representar. É verdade que os tucanos mereciam uma boa lição nas urnas, mas o custo é alto demais. O povo paulista é refém dos tucanos, pois a alternativa, em vez de te trancar em casa, é invadir sua casa!

Boulos foi num programa de “entrevistas” nesta segunda e disse: “Tentar me imputar de forma negativa, como foi feito, a pecha de radical ou extremista só expressa o momento sombrio que a gente está vivendo no país. Eu luto há 20 anos para que as pessoas tenham um teto; isso é radicalismo?”. A tática só cola com bobalhões mesmo. É o velho monopólio das virtudes, deixando de lado o debate que realmente importa: aquele sobre os meios. Ele “luta” por moradia num esquema corrupto com violência e invasões. Ou seja, trata-se de um comuna ultrarradical. Mas nossa mídia finge que não sabe de nada disso…

A capital São Paulo poderá ter como prefeito um incendiário que promove quebra-quebra em nome da revolução comunista, uma espécie de sans-cullotte tupiniquim, um jacobino que incita ódio, um defensor de ditaduras como a cubana e a venezuelana. E nossos “jornalistas” não conseguem chamar esse sujeito de radical!

4 pensou em “PRECISAMOS FALAR SOBRE BOULOS

  1. Hômi, e eu torcendo – juro! – que ele vença.
    Talvez seja a única chance que teremos de mostrar finalmente ao Brasil o quanto o discurso desses caras são utópicos, ultrapassados e que, na prática, eles apenas arrecadam para os próprios bolsos.
    São Paulo é o cenário ideal.

  2. Cruz Credo e “T’esconjuro, pé de pato, mangalô, 3 vezes”! Já não chega o Jaiminho Haddad que disputa com o Pitta o título de pior prefeito dos últimos tempos?

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