ALEXANDRE GARCIA

Manifestantes saíram às ruas em todo o país a favor do voto impresso neste domingo (1º). Na imagem, ato no Rio de Janeiro

Ontem houve manifestações pelo Brasil inteiro pedindo o óbvio. É muito estranho que o país tenha que pedir o óbvio, que é a garantia do voto. É como dizer que vou botar uma tranca na porta da minha casa. Não vou trocar de casa e nem de porta, apenas botar uma tranca. Se alguém me disser que não pode, é porque está com alguma má intenção, querem arrombar minha casa. Todo mundo quis, desde 2001, foram aprovadas três leis neste sentido. A última lei, do então deputado Bolsonaro, foi aprovada por 433 votos a 7. E, agora, por que não querem? É porque antes era de um deputado do baixo clero, agora é de alguém que pode ser obstáculo para voltarem ao poder. Esse poder que deu tanto dinheiro para tanta gente.

O Supremo, que está contra, infelizmente, não tem condições de sair para a rua. Se saíssem, os ministros iam ouvir o povo, mas eles estão distantes, estão numa redoma, protegidos do povo e assim, não sentem. Mas eles nem precisam sentir, eles têm que fazer cumprir a Constituição e a Lei. Quem tem que sentir o povo é o Congresso Nacional, os deputados e senadores, que estão tendo a oportunidade de sentir o povo, basta olhar pela janela para ver o povo nas ruas, o povo que saiu sem botar fogo e estátua, sem quebrar agência bancária.

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Águia de Roma

Voltou de Roma, onde esteve na reunião do G20 de cultura, meio ambiente e turismo, o nosso ministro do Turismo, Gilson Machado, que é conhecido por não levar desaforo para casa. E foi isso que ele fez lá em Roma, porque é mania da Europa ouvir dissidentes (vamos chamar de dissidentes, porque é isso que faz o sujeito que vai para lá para falar mal do Brasil, ele é contra o país, não contra o governo). Aí ele perguntou para os outros 19 presentes se algum dos países deles preserva mais de 60% do seu território, se algum país, com apenas 7% a 8% do território ocupado pela agricultura tem capacidade de produzir alimento para 1,6 bilhão de bocas. Ficou tomo mundo em silêncio lá. É o nosso Gilson águia de Roma.

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Não entendo o que a CPI está experimentando

E lá na CPI, que está voltando nesta semana, Renan Calheiros e Humberto Costa, MDB e PT se juntaram para pedir quebra de sigilo bancário de sites jornalísticos que não são de esquerda e da rede Jovem Pan, que existe desde 1944. Não obedeceram a liberdade de imprensa, prenderam jornalista; não obedeceram a inviolabilidade do mandato, prenderam o Daniel Silveira e, agora, imagina se revoga o sigilo bancário de toda a mídia. Não sei se é desespero, se é provocação, se é pra mostrar que lei não deve ser cumprida, se é um teste para implantar um regime não democrático. Eu não entendo, mas estão experimentando.

1 pensou em “POVO NA RUA: VOTO AUDITÁVEL

  1. O povo foi para as ruas pedir o óbvio: Transparência na apuração dos votos”. Foi muita gente.

    Gilson Machado deu uma escorregada quando lá atrás pediu a exigência do passaporte da vacina. Pensou em incrementar o turismo e bateu de frente com a liberdade individual e o chefe. Tirante isso, ele é muito arguto e perspicaz. A esquerdalha não aprende. Não tentem lacrar na presença dele.

    Quanto à CPI quebrar o sigilo de órgãos de imprensa, vindo do “trio calafrio”, normal. O que não é normal é o silêncio ensurdecedor do restante da imprensa outrora séria.

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