CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

Logan e Lucas, meus bisnetos americanos

Beirando os 90 anos, começo a cuidar de minhas melhores lembranças. Notadamente aquelas que permeiam constantemente meus pensamentos, pois são de tal forma significativas que não as posso olvidar.

Vou abrindo duas caixas cheias de fotografias e encontro imagens que me lembram histórias de um passado inesquecível. São postais de uma vida inteira.

Aproveito e utilizo esse momento para produzir crônicas, nas quais deixarei significativas heranças imateriais. Algumas cenas significativas que vivemos.

Já “emplaquei” a quantidade de 12 bisnetos e isto merece várias crônicas, que vou publicar com o título de “Postais da América”. Referem-se a uma viagem que fiz há alguns anos, por cinco estados americanos, a fim de conhecer um ramo de minha família que mora muito distante de mim: os bisnetos.

Eles merecem que eu lhes entregue comentários e fotos de quando eram pequeninos, tempo em que podíamos viver próximos. Mas, infelizmente, os bisnetos acharam de nascer e viver em cidades muito distantes.

O mais importante é que foram registrar meu sobrenome em cartórios da América do Norte, pois nasceram, ou vivem, na Califórnia, em Nevada, no Texas, no Arizona e em Idaho.

Recordo quando em outubro de 2013 viajei aos Estados Unidos, passeio desejado desde os meus 15 anos, quando trabalhei num Banco americano, o City Bank.

Lá em Boulder City, estado de Nevada, conheci meus bisnetos. Lucas e Logan, filhos da neta Gabriela e seu marido Garret. Embora permanecendo com eles alguns dias, infelizmente já os encontrei crescidos; meninos de 9 e 10 anos.

Mesmo assim, pude brincar como se criança fosse; andar de patinete, conhecer lugares e trocar palavras confusas: eles querendo falar português e eu apelando para um inglês meio “macarrônico”. Mas, com certa dificuldade, nos entendemos.

Houve momentos em que fiquei fitando os americaninhos e lamentando pois havia perdido o convívio na fase de suas infâncias. Um valor de tempo inestimável. Cenas que poucos avós poderão talvez viver!

Na mesma viagem pelas terras do “Tio Sam”, fui a Dallas rever Isabela Thelga e Set, filhos de Patrícia e James, que eu já conhecia, ambos, também já crescidos.

Fui, em seguida, conhecer, em Phoenix, no Arizona, três figurinhas – também galegas – Allie, Paige e Sedona, filhas de Maria Eduarda e Nick,onde me senti bisavô de fato, porque fiquei “de quatro” e duas delas subiram nas minhas costas, como se eu fosse um cavalinho.

Marca autenticada de um “bi-vô” felizI

O que aqui apresento nestas notas são apenas partes dos meus Postais da América.

Um comentário em “POSTAIS DA AMÉRICA

  1. Preclaro escritor Carlos Eduardo, essa sua bela crônica me deixou deveras emocionado. Você, um jovial bisavô de quase noventa anos, tem a sorte e o privilégio de ter sido presenteado com doze lindos bisnetos, dentre os quais esses dois hermosos vaqueros, autênticos cauboys norte-americanos, Logan e Lucas. Essas carinhas simpáticas de peraltas são a prova maior de que “puxaram” ao bisavô, aquele que sempre serviu de montaria aos filhos, aos netos; e, agora, aos bisnetos. Em verdade, você, que sempre foi feliz, amplia essa felicidade desfrutando das salutares brincadeiras com seus bisnetos estadunidenses. Parabéns, meu dileto amigo! Abraços desde Fortaleza.
    Boaventura Bonfim.

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