DEU NO JORNAL

Rodrigo Constantino

Trump é uma ameaça para a democracia americana, berraram aqueles que chegam a quase simpatizar com ditaduras socialistas mundo afora. Bolsonaro é um nazifascista que vai destruir as instituições democráticas brasileiras, gritaram aqueles que chegam a defender até Maduro na Venezuela.

Quando se parte da premissa de que ambos representam governos tirânicos em potencial, fica parecendo que toda crítica, por mais forçada que seja, é louvável, e nenhum elogio é permitido. A conclusão foi tomada antes de qualquer análise dos fatos.

Essa postura, também chamada de desonestidade intelectual em outras circunstâncias, está no cerne do viés de muitos “analistas” quando o assunto é Trump ou Bolsonaro. Há clara má vontade dessa turma na hora de julgar questões isoladas que dizem respeito a esses governos.

Admitir que pessoas inteligentes e honestas discordam da gente de forma legítima é a base da democracia civilizada. É a base da inteligência também, da humildade. Infelizmente, isso tem sido bem raro de se encontrar no debate político, especialmente no lado esquerdo (mas não há exclusividade, claro).

O que tem de gente que enxerga o “lado positivo” da sangrenta Revolução Francesa, que degolou inúmeras vítimas inocentes e levou ao regime ditatorial de Napoleão após o Terror, ou que busca relativizar a ditadura chinesa, apontando conquistas econômicas, ou ainda que reconhece vantagens até dos regimes opressores do Oriente Médio, mas que é incapaz de elogiar uma só coisa dos governos Bolsonaro e Trump, não está no gibi!

O público percebe esse duplo padrão, e por isso parte da imprensa perde credibilidade de forma contínua. Trump não é um ditador e a democracia americana não está ameaçada. Bolsonaro já deu várias declarações infelizes e, de fato, defendeu gente indefensável, mas como disse o ministro Sergio Moro no Pânico, alguns “analistas” estarão falando dos enormes riscos à democracia no último dia de governo, talvez no segundo mandato, quando a faixa presidencial estiver prestes a ser transferida de forma regular e pacífica.

Apontar erros é função primordial do jornalismo. Mas é preciso ter sendo das proporções e, acima de tudo, coerência. Qual o sentido de se derreter de amores pelo regime chinês ou pelo legado sombrio da Revolução Francesa enquanto destila tanto ódio por Trump e Bolsonaro?

4 pensou em “POR QUE TANTA MÁ VONTADE COM TRUMP E BOLSONARO?

  1. Ja´ouvi falar deste jornalista, articulista, influenciador digital, como se diz hoje, mas só agora vim a conhece-lo. Ele mistura Revolução Chinesa, com a Soviética e até com a Francesa, que instaurou a República, a eleição, os diretos humanos…e fala de seu “legado sombrio”. Mas na História só temos “legado”; se é bondoso, maldoso, cruel, é outra coisa.
    Aliás, percebo na sua argumentação, algo como “Oras! vocês baixam o cacete em Trump e Bosonaro, e não vêm estas revoluções que apoiam fiizeram bem pio. e ressalta perguntando no título: com toda convicção:
    “PORQUE TANTA MÁ VONTADE COM TRUMP E BOLSONARO?
    Pergunta simples: Estes dois presidentes estão com alguma boa vontade diante dos desafios e problemas do Mundo? A imprensa mundial diz que não. E o papel da imprensa é exatamente esse: verificar, noticiar, divulgar, tornar o público o mal feito privado (assassinatos, estupos, preconcetos…Daí o sucesso do jornalismo policial Mas, temos o mal feito publico, a política, a corrupção… que interessa mais

    No jornalismo político vemos Bolsonaro bater o pau na mesa diante da TV e vociferar a demissão de um ministro interino por uma imoralidade no cargo.
    A plateia adorou seu rompante “comercial”. No outro dia o imoral demitido é alçado a Assessor Especial de um órgão Especial da Casa Civil.

    Diante do fato, eu pergunto ao jornalista Contantino: Como posso agir de boa vontade com um descalabro desse?

    • Caro Thomaz, se no outro dia desobedeceram sua determinação para se livrar do ministro interino e o nomearam para outro cargo, hoje foram demitidos os dois, quem era para ser demitido e quem desobedeceu.

      O tal Vicentini era amigo de infância dos filhos do JB e o pai é um general amigo do próprio.

      Dizem também que o Vicentini tinha uma boa atuação dentro da Casa Civil, no tocante às Parcerias Público Privadas – PPI que irão envolver 2 Trilhoes,(isso mesmo, TRI) de reais.

      O que será que aconteceria nos tempos do PT?

      Primeiro que este Vicentini seria uma indicação de um partido amigo ou do próprio PT. Iriam levar em banho maria como nos casos do Palocci Wagner Rossi e tantos outros. A imprensa iria passar pano nos caras e haveria bilhões de prejuízo.

  2. Como dizia um tio meu, já falecido, e que era PhD em todas as áreas das universidades da vida:

    “COM BAGACEIROS TEM-SE DE SER MAIS BAGACEIRO AINDA, POIS É A ÚNICA LINGUAGEM QUE CONHECEM E RESPEITAM”.

    Portanto Bolsonaro, continue a agir assim!!!

    A esfera pública está dominada por lulopetistas, que às escondidas ou às claras, farão de tudo para criar casos e atrapalhar o teu governo.

    Se eles vierem com pedra, responda com canhão!!!

    Só assim, baixarão a crista, e se recolherão a insignificância deles!!!

    Tu és presidente da república, justamente eleito por seres autêntico como és.

    Continue exatamente assim!!!

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