ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Há algumas décadas atrás, um dos meus irmãos sobrevivia através da fabricação, venda e aplicação de luminárias tubulares para lâmpadas fluorescentes. O grande problema que ele enfrentava era o fato de que só vendia para grandes obras. Estas, normalmente eram solicitadas por órgãos governamentais, geralmente péssimos pagadores.

Pois bem: Certa vez, anunciou-se a licitação para uma grande reforma no prédio do comando de uma das armas em nossa cidade, Recife. Nesta reforma, haveria a necessidade de que fosse substituída uma grande quantidade destas mesmas luminárias.

Meu irmão, ao conversar com o responsável pela licitação, foi de pronto informado que a verba que havia sido disponibilizada para a aquisição das luminárias era de R$ 260.000,00. A pessoa que lhe “soprou” esta informação crucial já se qualificou para receber algum agrado ao final do certame e cujo valor não ficou previamente definido.

Segundo tudo indicava, seria um excelente negócio. De acordo com os cálculos efetuados por ele, o custo total da obra não deveria ultrapassar os R$ 90.000,00; mesmo sendo bastante conservador nas contas. Toda a transação deveria deixar um belo lucro. Assim, ele partiu para o ataque com tudo:

A primeira providência foi oferecer um pagamento de R$ 10.000,00 a três concorrentes seus, a fim de que cada um deles apresentasse uma proposta de valor um pouco superior ao total da verba que havia sido liberada. Isto visava apenas “calçar” a sua proposta, que deveria ser a “Vencedora” da licitação. Como podemos ver, tudo absolutamente dentro da mais estrita ordem da lei das licitações. Só aí já consumiu R$ 30.000,00 da verba.

A providência seguinte foi se reunir com o comandante da unidade a fim e lhe apresentar relatório sobre o bom andamento da licitação. Ao ser informado das tratativas já efetuadas, o ínclito militar bradou alto e bom som:

– Eu não quero nem saber, porra! R$ 50.000 desse dinheiro é meu e o resto que se foda!

É obvio que o meu irmão aquiesceu prontamente:

– É claro, meu comandante! É justo, muito justo!

Ocorreu-lhe, porém, de aproveitar esta conversa tão alvissareira para indagar ao nobre militar esta questão de transcendental importância:

– Comandante! Tudo bem, mas na hora de liberar o pagamento não vai haver nenhuma delonga não, né?

Ao que o bravo militar redarguiu de bate-pronto:

– Isto já não é comigo. É com o Capitão Fulano ali, nosso tesoureiro.

O Capitão, que estava presente neste modesto convescote, bradou lá do seu canto:

– Eu quero R$ 30.000,00 e não se fala mais nisso!

Só para encurtar esta estória…

O Sargento que fazia as medições para liberar os pagamentos, também exigiu uma fatia do bolo.

O Tenente, que autorizava a liberação dos pagamentos, igualmente exigiu um naco do butim.

Até o Soldado estafeta, que era quem trazia o cheque dos pagamentos em envelopes, também exigiu algum para entregar o documento. Caso não déssemos, corríamos o risco de ver o cheque “extraviado” no caminho. Como consequência, teríamos um IPM – Inquérito Policial Militar a fim de descobrir o que havia acontecido com o referido documento. Pode considerar que levaria, no mínimo, uns 06 meses até o pagamento ser liberado, se é que seria. Melhor não correr este risco e dar a propina do soldado também. Foi o que fizemos. Eu só sei que a obra, ao final, deu foi prejuízo ao meu irmão. Tinha ladrões de mais!

Eu pensava que, a partir daquela foto icônica em que Maurício Marinho pinçava delicadamente um pacote de dinheiro oriundo das maracutaias praticadas nos Correios, e com toda a confusão dela decorrente: todo o processo do mensalão no STF, as prisões, os escândalos se sucedendo todos os dias, não fosse tudo isso suficiente, ainda mais com a lava-a-jato, as prisões de grandes empresários, os volumes monstruosos de dinheiro que foram desviados, a imensa relação de maracutaias, mutretas, trambiques, projetos desastrosos extraídos a ferros das entranhas nauseabundas das estruturas governamentais aparelhadas pelo PT, simplesmente visando a auferição de propinas milionárias, teria sido um tanto quanto minorada a sofreguidão dos agentes públicos.

Ledo engano meu! A patifaria agora é que está grande!

Para confirmar isto, basta dar uma pequena olhada nas matérias divulgadas pela internet a respeito das ações praticadas pelo valhacouto de ladrões conhecido como Congresso Nacional. A opção da corja ali dominante parece ter sido para dar total prioridade à falência do nosso país, de modo que não se diga depois que Bolsonaro e sua equipe conseguiram consertar o imenso estrago que a gangue de Lula conseguiu fazer nesta bodega.

É o Congresso, de um lado, torpedeando tudo de bom que a equipe de Bolsonaro queira fazer; é o STF, do outro lado, detonando todas as iniciativas de moralização do cabaré e, enquanto isso, Lula e hordas de canalhas do mais alto calibre percorrem o mundo todo avacalhando de todas as formas possíveis e imagináveis, com o nosso país, com o nosso povo e com o nosso governo.

CHEGA!!!

ACABOU NOSSA PACIÊNCIA!

EI! BOLSONARO! FECHA LOGO ESSAS MERDAS! (CONGRESSO E STF)

BOTA LOGO OS TANQUES NAS RUAS, PORRA!

PRENDE ESSE MONTE DE FILHOS DA PUTA E DESPACHA TUDINHO PARA CUBA E PARA A VENEZUELA! VÃO FAZER LAMBANÇA NA PUTA QUE OS PARIU!

OU SERÁ QUE O CAPITÃO AFROUXOU DEPOIS DE VELHO?

13 pensou em “POR QUE O BRASIL NÃO CRESCE? (E não crescerá nunca!)

  1. Caro Adonis, a atitude que v. quer (tanques nas ruas e fechamento do STF e congresso) parecem simples, mas não são.

    Jair Bolsonaro não tem todo este poder e ainda que tivesse não seria a solução, pois geraria o caos.

    Só ter uma ideia, é tudo o que a esquerda radical quer, pois teria motivo para ir as ruas com armas e causar anarquia.

    Não se esqueça que 20 governadores (que controlam as PM’s) seriam contra isso.

    Para concertar o Brasil da ruína dos últimos 30 anos, dos quais 13 foram a nível hard, só com muita ajuda do povo, pois do outro lado está um Sistema poderosíssimo.

  2. Estou confuso: trata-se de uma fábula? uma parábola? um relato de fatos reais? atuais? ou distantes? o que se conclui? que o Congresso deve invadir as Forças Armadas? estou peuplecso!

  3. Meu caro Adonis.

    O melhor negócio hoje, seria fechar esse puteiro, devolver aos índios, pedir desculpas e cada um voltar para a sua taba, ou ir para o diabo que o carregue. Não dá. Até aqueles que lutavam contra, falavam contra a corrupção, chegaram no cabaré chamado Congresso Nacional e alegremente venderam a sua virgindade ao primeiro cliente que chegou. Os dois cafetões (Maia e Alcolumbre) desse puteiro, aliaram-se ao cafetão que comanda por hora o STF e querem transformar 210 milhões de brasileiros em putas baratas para que eles possam continuar comendo seu caviar, degustando suas lagostas e tomando o seu Chateau Laffite sem serem incomodados. A questão é: será que são eles os culpados por transformar o país em um puteiro, ou somos nós que mandamos bandidos juramentados para la?

  4. Pois é, Adônis, quem é ou já tentou ser empresário nestes pagos sabe que é sempre assim. Só os casos que ouvi dariam uma coluna semanal aqui no JBF por um bom tempo. (a primeira seria de um cara – grande amigo meu, já falecido – que tomou um avião para Florianópolis com UM MILHÃO DE REAIS em dinheiro enfiados nos bolsos das calças, da camisa e do paletó, para sacramentar a vitória em uma licitação)

    Mas a solução, que é um estado menor, ninguém quer. O estado tem que ser enorme, e ter um monte de departamentos, e estes departamentos tem que gastar muito, sempre. Senão, o que será dos pobres, das viúvas e dos coitadinhos?

    Então, vai tudo continuar assim. Aliás, segundo alguns economistas, quanto mais dinheiro o governo toma da gente e gasta, melhor para a economia. Partindo do princípio de que quem recebe propina também gasta, conclui-se que quanto mais propina, melhor. A demanda agregada será estimulada!

    • Esqueci como era exatamente a lógica do buraco de queijo, mas no final é “quanto mais queijo, menos queijo”!
      Lembrando:
      Imagine um pedaço de queijo suíço,
      daqueles bem cheios de buracos.
      Quanto mais queijo, mais buracos.
      Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.
      Assim, quanto mais buracos, menos queijo.
      Quanto mais queijos mais buracos,
      e quanto mais buracos, menos queijo.
      Logo, quanto mais queijo, menos queijo!

  5. Goiano,

    Essa é a mesma lógica da “Nova Matriz Econômica”, de Guido Mantega et caterva:

    Quanto mais os detentores do poder estatal arrancarem a ferro e fogo o suado dinheirinho de quem trabalha e produz, e dão algumas migalhas aos pobres, ficando com alguns bilhões para si, mais o país irá se desenvolver.

    Entendeu? Sua analogia dos buracos do queijo é perfeita para entender o raciocínio jumentício daqueles bucéfalos.

    • Caro Adônis, não pensei estar dando milho pras galinhas ao postar o fenômeno de lógica matemática do quanto mais queijo menos queijo, mas prometo que vou meditar a respeito do fato, que informas, de que o Guido passou manteiga no pão dele e margarina no pão dos pobres.
      Certamente, tens dentre os dados que possuis a respeito dos governos do PT, o registro de que Lula comeu polvo, camarão e presunto defumado e deixou mortandela para os miseráveis.
      Não estás só: conheço muitas pessoas que passaram os oito anos do governo do Lula na Lua. E não foi na Lua-de-Mel. Foi na real mesmo, ou no mundo dela.
      Pegando carona no Corona, vou subir ao alto da montanha e me isolar para pensar pra caralho nisso.

Deixe uma resposta