J.R. GUZZO

Ninguém sabe onde foram parar, a essa altura do campeonato, os “garantistas”. Lembram-se deles? Eram todas aquelas personalidades que se apresentavam como “especialistas” em Direito, mesmo sem nunca ter posto os pés numa vara de Justiça; que exigiam dia e noite a absolvição plenária e perpétua do ex-presidente Lula em seus processos criminais como ladrão.

Sua única ideia, ou crença, era sustentar que não importava se Lula tinha ou não tinha cometido os crimes de que foi acusado, ou se havia ou não havia provas contra ele. A única coisa que interessava era exigir o cumprimento em seus mais minúsculos detalhes das 10 milhões de leis em vigor no Brasil; se houvesse um fio de cabelo fora do lugar, um só, tinha de parar tudo.

Os direitos do réu, diziam eles, eram sacrossantos, e deviam estar acima de qualquer outra consideração no processo. A principal obrigação da Justiça, por esse entendimento do mundo, é garantir a defesa do réu; a mínima dúvida quanto a isso deveria causar a imediata anulação de toda e qualquer medida que estivesse sendo tomada em relação a ele.

“Garantir” o direito de defesa em seus extremos mais exóticos – eis aí o lema e o orgulho dos “garantistas”. É melhor, em sua opinião, deixar em liberdade o mais repulsivo dos criminosos – um diretor de campo de concentração nazi, por exemplo, ou um assassino serial de bebês – do que correr o risco de colocar na cadeia alguém que possa ter tido o menor dos seus direitos arranhado, seja ou não seja culpado.

É um perfeito disparate, mas é isso que os “garantistas” sustentam em sua doutrina – ou melhor, essa é a doutrina quando eles gostam do réu a ser “garantido”. Só nesses casos? Só nesses casos, exclusivamente neles. Quando o acusado não é do seu agrado político, todo esse mecanismo mental funciona na contramão: aí é melhor deixar preso qualquer suspeito de cometer “atos antidemocráticos” do que correr o risco de lhe dar um minuto a mais de liberdade para se defender.

O direito de defesa no Brasil do “campo progressista”, da OAB-PT e da “terceira via” não é para todos. Vale para Lula e para a militância mais radical da “Frente Ampla da Ladroagem Pública”. Não vale para “comunicadores de direita”, para um deputado federal em pleno exercício do seu mandato, um presidente de partido político e, em geral, qualquer aliado do presidente da República. Esses que se danem. Quando o STF e os “tribunais superiores” se lançam contra eles, os “garantistas” somem do mapa.

4 pensou em “POR ONDE ANDAM OS JUÍZES “GARANTISTAS”

  1. Pois é…..

    E a merda continua ou a jogada genial do JMB com o pedido de desculpas foi apenas outra cagada do fanfarrão salivento…….
    Aguardemos mais um pouco e quem sabe vamos pra rua……… catar lixo pra comer…….
    O pessoal citado continua preso sem ter a quem recorrer…..
    Até agora nao entendi……
    O unico que se deu bem foi JMB pois acabaram os pedidos de impeachement…..
    Lyra e Pacheco sim continuam cagando e andando pro povo…..

  2. Enquanto isso, tem o Jornalista Wellington Macedo preso por crime de opinião fazendo jejum na Papuda 2 em Brasília, bebendo apenas água da torneira, como forma de protesto por não saber nem do quê é acusado.

    A Lei de Segurança Nacional já foi revogada, mas o inquérito baseado nela continua.

    Juiz garantista, meus ovos.

  3. Pois é ….

    E a ponte que nosso presidente construiu ???? ……. Ruiu ?????

    Até agora estou aguardando TODOS nas 4 linhas da constituição …………

    Por enquanto só “nóis” e ele, o fanfarrão, estamos …..

    21/09/21…….2 semanas……

    O silêncio e as atitudes continuam as mesmas, os mesmos presos e todos agora, sem exceção, exceto os que estão fora do Brasil, se cagando de medo (Bárbara / Alan / Gayer / Coppolla etc…), com toda a razão, pois sabem que não tem ninguém, com algum poder, para enfrentar a canalhada ……..

    Se JMB era a esperança. um dia Lulla também foi……….

    PS…: Como diz Benedita da Silva, somente muito sangue para resolver esta parada ………

Deixe uma resposta