MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

Dia 01 de fevereiro Rodrigo Maia tirou a bunda da cadeira na qual se sentia o primeiro ministro do Brasil, embora tenhamos um sistema presidencialista. Enterrado o golpe que ele quis dar, com a ajuda dos canalhas do STF que votaram a favor disso, Rodrigo Maia voltou para o local de onde nunca deveria ter saído: o limbo. Maia, em conjunto com essa gente que luta contra o Brasil, tinha por objetivo concorrer ao cargo de presidente da câmara e com isso se colocar como alternativa de vice na chapa de Ciro Gomes. Conversas nessa direção são de domínio público. Hoje acusa ACM de abandono e prometeu deixar o DEM. Aí, ele enterra a carreira também para o bem do Brasil.

Com a derrocada junto ao STF, Rodrigo Maia teve que procurar o plano B e tirou, do fundo do oceano, Baleia Rossi, atual presidente do MDB, como candidato e alardeou que Baleia Rossi seria eleito no segundo turno. Interlocutores ligados a Maia disseram que ele conduziu o processo para ser candidato e que os nomes que ele defendia publicamente não passavam de enrolação. Espatifou-se na vaidade e quebrou a cara com o resultado do STF. Passado a primeira semana do mês, cadê Rodrigo Maia? Vai continuar morando em Brasília para não pegar voo comercial?

A chegada de Artur Lira, de quem não sou fã, traz alguma acomodação para o governo. Enquanto Maia usava os vários pedidos de impeachment como instrumento de pressão e meio de troca, a tendência é que Artur Lira não dê andamento a isso. Teremos uma eleição em 2022 e se você não quer Bolsonaro presidente tire-o com o voto. Outro aspecto é que as propostas não pautadas por Maia agora possam ter um encaminhamento normal. Precisa urgentemente colocar propostas econômicas em pauta, visto que passamos dois anos a mercê da imbecilidade de Maia.

Uma das questões cruciais é a reforma administrativa. Quando se fala nisso, os esquerdistas, os sindicalistas, etc. acham que somente o poder executivo tem funcionário público. É sabido que o governo é ineficiente e que parte dessa ineficiência se deve ao tamanho do estado. Mas, é preciso que se adote ações que permitam a governabilidade. O governo do Rio Grande do Sul reduziu seu déficit em seis vezes e o governo federal economizou R$ 500 milhões de reais com pagamentos de diárias, por exemplo. As reuniões remotas estão aí mostrando que é possível defender tese e dissertações de forma não presencial; que conselhos de administração de estatais podem se reunir remotamente, etc.

No início da pandemia falava-se sobre redução de salário. Toffoli, numa reunião como desembargadores, disse que “ninguém irá reduzir nosso salários” e eu disse a um grupo de amigos que relaxassem porque se o salário de Toffoli não poderia ser reduzido o meu também não seria porque eu sou concursado e ele é indicado, logo, sou mais funcionário público do que ele. Então, quando os esquerdistas ouvem falar de reforma administrativa já enveredam pela teoria da conspiração achando que as regras afetarão quem já é funcionário e com isso esquecem um preceito constitucional importante: “a lei só retroage para beneficiar.”

O fato é que o policiamento ao governo continuará ostensivo. Maia era apenas um moleque de recados da esquerdopatia e dos alucinados ministros do STF gratos pela indicação que receberam, mas que não chegam nem a ser um “juiz de merda” como Celso de Mello. O sinal de que o embate vai continuar em campos ainda incertos são dois: o primeiro é que Lewandowski levantou sigilo das conversas de Moro na Lava Jato, exatamente, no dia 01 de fevereiro. Um nítido movimento de sinalização para o congresso, numa tentativa de influenciar a eleição. Esse canalha é craque nisso: em 2018 autorizou a entrevista de Lula com o objetivo de beneficiar Haddad. Baleia Rossi prometia analisar pelo menos um pedido de impeachment. Lewandowski enviou as gravações para a turma que julga a suspeição de Moro e o desenho está feito com as declarações de Gilmar Mendes: “Esse homem merece um julgamento justo”. Entenda-se que julgamento justo só existe se Lula for inocentado, readquirir seus direitos políticos e concorrer em 2022.

A segunda questão é a divulgação de crimes cometidos por Artur Lira, inclusive uma denúncia da sua esposa. Pura intimidação. Salvo engano o STF arquivou um processo contra ele, mas isso não o faz inocente. Eu digo sempre: o cara não é inocente porque não existem provas contra ele. O cara é inocente porque não cometeu crimes. Lula, por exemplo, vai ser inocentado pelo STF, mas todos nós sabemos que de inocente ele não tem nada.

Para concluir, vem a indicação de Bia Kicis para CCJ. Achei coerente o posicionamento de Janaína Paschoal. Ela disse que embora discordasse de Bia, entendia que ela foi escolhida pelo voto popular e se elegeu democraticamente e que pode ser indicada para presidir qualquer comissão. Está certíssima! Vendo o STF declarando guerra caso ela seja conduzida à presidência da CCJ, vem a aquela sensação de que isso pode ser bom para o Brasil.

Que raio de democracia é esta que só a esquerda pode governar e assumir cargos em comissões no congresso?

4 pensou em “POLICIAMENTO OSTENSIVO

  1. Caro Maurício
    Concursado como você e pegando uma carona no que diz, só me resta lamentar quão atrasada chega – se chegar, essa PEC da bengala.
    Infelizmente a sua aprovação não vai nos livrar dessa praga, pior do que as sete do Egito, graças a esse instituto legal do “direito adquirido”, que decerto os “”ilustres”” juri$ta$ que integram nosso $TF usarão com todo empenho, livrando-se das bengaladas justas e merecidas que há muito já lhes deveriam ter sido aplicadas.

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