XICO COM X, BIZERRA COM I

“- Vai, velho ano, vai-te embora, a passos largos, amparado em raios de escuridão, ancião do tempo que quase já não há. Deixa-me em paz, contigo longe de mim. Vai com as lágrimas que me vistes derramar, com os choros e soluços de que fostes testemunha. Deixa-me só com alguns versos que me alegraram nas noites negras e com os risos, poucos, que iluminaram meu rosto por breves instantes. Mergulhado estás no areal da ampulheta, terra seca, casca de um ovo que nunca se abriu, que nunca virou vida. Que sejas diferente do novo, que está por vir”.

Assim dizia um Poeta triste, sem perceber o quão é bonita a vida, bastando-lhe para tal percebimento apenas abrir os olhos e ver em volta que o cheiro da flor está a nosso alcance, que o amor é próximo e possível e que o bem ainda é o combustível da vida. Assim pensam os Poetas felizes, que enxergam em cada romper de ano um dia novo e um sol nascente cheio de luz e de alegrias.

Sejamos Poetas felizes. Ainda se permite a alegria.

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