RODRIGO CONSTANTINO

O deputado Washington Quaquá (PT-RJ) agrediu o deputado Messias Donato (Republicanos-ES) durante a sessão de promulgação da reforma tributária, que teve a presença do presidente Lula. Donato afirmou que registrará boletim de ocorrência sobre o incidente. A assessoria de um dos parlamentares gravou vídeo com a cena.

Quaquá é vice-presidente do PT. Com pinta de marginal e postura de bandido, dá para ver nas imagens que viralizaram nas redes sociais o lulista desafiando o colega parlamentar e dando o tapa em sua cara, depois de xingá-lo de “viadinho”. Após a repercussão do caso, o petista dobrou a aposta, debochando da vítima bolsonarista: “Não aguenta porrada”. Ele também disse, vangloriando-se da agressão: “Comigo a porrada canta”.

Podemos apenas imaginar qual seria a reação da velha imprensa se fossem personagens trocados: um bolsonarista xingando com evidente homofobia e agredindo em seguida um petista. O mundo viria abaixo! O Fantástico dedicaria uns 15 minutos à intolerância da “extrema direita”, o clima de ódio destilado por bolsonaristas etc. Mas foi um petista o agressor, então os “jornalistas” fazem cara de paisagem.

O deputado Nikolas Ferreira, com toda razão, tem cobrado a cassação do petista, alegando que se ele for absolvido, então a Câmara está deixando claro que pode estapear parlamentares em pleno Congresso: “Tá valendo resolver no tapa? Se esse deputado não for cassado, isso abre um precedente na câmara…”

Nikolas também lembrou da questão da homofobia, ele que está sendo processado só por dizer que homem não deveria bater em mulher só por se dizer mulher: “Digo mais: tá valendo usar homossexualidade como xingamento? Isso abre um precedente na câmara…”

O deputado reforçou a cobrança: “Vou dar RT até que ele seja cassado ou absolvido. E no segundo caso, senão houver punição, a câmara estará dando um salvo conduto pra agressão física no parlamento. Só quero saber qual é a medida que será tomada para os deputados, se for o caso, estarem cientes das novas regras”.

Sabemos do duplo padrão da “Justiça” brasileira, da imprensa brasileira, e até do Congresso brasileiro. Mas o povo está cansado disso. Ou há uma régua única, ou haverá desobediência civil. Ou temos igualdade perante as leis e as regras do jogo, ou o “vale tudo”. Isonomia ou tirania: são as únicas opções. E toda tirania convida os seus escravos a reações fora da lei, pois a lei não existe na prática.

Ou seja, se o Congresso brasileiro, já tão aviltado e apequenado, quiser colocar algum limite na tirania dos mais fortes e canalhas, terá de cassar o mandato do petista. O recado tem que ser claro: eles não podem tudo! Eles não podem fazer impunemente aquilo que se qualquer outro fizesse seria imediatamente punido com a cassação. Quaquá tem que sair, e já! Seu lugar claramente não é na Casa do Povo…

2 pensou em “PODE TAPA E HOMOFOBIA NO CONGRESSO?

  1. Errou o colunista.. xingou um, bateu no outro – dois crimes?( fato houve e está documentado/gravado), … mas. com esse nome como reagirá o pt dos oprimidos… com um enorme quá, quá, quá -desculpe se não escrevo o nome do “nobre deputado e vice presidente do partido …de forma correta, aliás, , nome? digno de imbecis .. e, quem sabe bandidos; fico pensando: Calígula botou o cavalo como senador, por que não pode um pato deputado ?
    Inté!

  2. Chorar em plenário?? Sei não… Eu me ferrava todinho, mas eu fodia até a alma do filho da puta que tivesse feito algo assim comigo. De uma forma ou de outra. Perderia o mandato ou qualquer coisa que o valha, mas deixava o outro deputado luleiro de cadeira de rodas, inutilizado pro resto da vida. Jamais eu iria permitir que um filho da puta viesse bater no meu rosto. Sou de paz, porém ela tem limites, nestas circunstâncias. E que se fudesse o mundo, o decoro, a puta que os pariu, mas um quaquá daqueles iria pra casa do caralho ligeiro e tatraplégico para o resto da vida.
    Com um tipinho daqueles, a única coisa que resolveria, seria um excelente de um pescoção.

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