DEU NO JORNAL

Leandro Ruschel

Ontem foi anunciado um corte nos preços, seguindo a queda do petróleo nas últimas semanas e um câmbio mais favorável.

As ações subiram hoje, com a promessa do presidente da empresa de seguir os preços internacionais, mas sem uma frequência tão alta de ajustes.

Pesa também a necessidade do governo federal fazer caixa, e subsidiar os combustíveis neste momento cortaria uma receita considerável de dividendos da estatal.

Disse o presidente da Petrobras, o petista Jean Paul Prates: “a gente vai fazer com parcimônia e tranquilidade porque não vamos nos desgarrar do preço internacional como uma Venezuela e vender o diesel ao preço que quiser. Quando subir lá fora, terá que subir aqui dentro. Quando descer lá fora, vai ter que descer aqui…

O que estamos garantindo é menos volatilidade, menos sujeição a volatilidade especulativa internacional.

Vamos ter o efeito da referência internacional, mas vai estar refratado em uma série de possibilidades nacionais.”

O fato é que as ações da Petrobras estão relativamente baratas, frente ao seu lucro e aos pares internacionais, justamente pela incerteza sobre a sua política de preços e a gestão petista, que no passado arrebentou a empresa, seja pelos esquemas de corrupção desbaratados pela Lava Jato, seja pelo controle de preços aplicado na gestão Dilma.

O atual presidente da empresa promete não meter os pés pelas mãos, mas quem acredita nisso, depois de tudo que aconteceu?

Alguém imagina que o Lula não usará a empresa como instrumento político, em caso de crise?

A verdade é que a atual decisão deixa o governo livre para fazer o que quiser.

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