PESTES

Desde que o mundo é mundo, a população é vítima de pestes. Das mais diferentes espécies. Por conta da variedade de epidemias, nos últimos 1500 anos mais de 3 bilhões de vidas sucumbiram. Entram em óbito. Desapareceram da face da Terra.

À medida em que a população aumenta, surgem novas doenças. Causadas justamente pela ação de novos vírus e bactérias que chegam com gosto de gás, apavorando famílias.

Por volta do ano 540, a praga de Justiniano assombrou. A peste invadiu os navios mercantes que aportavam na Itália, vindos do Mar Negro, região situada entre a Europa e a Turquia. Sem contar com um arsenal de remédios, muitos marinheiros foram atacados pela praga de Justiniano e morriam em seguida. Enquanto avançava pela Europa, a doença chegou a ceifar 30 milhões de vidas.

Justiniano foi um imperador romano da época. De temperamento autoritário e dotado de visão ambiciosa, recebeu dos súditos, o título de o “imperador que nunca dorme”. A ideia surgiu diante da ansiedade de Justiniano em restaurar e unificar o desarrumado Império Romano, outrora todo poderoso.

A propagação da doença se deu através de roedores, justamente os mesmos transportadores de bactérias endêmicas que atuam até hoje. A situação só veio a melhorar, depois da ação da penicilina, descoberta em 1928, por Alexander Fleming.

A peste negra foi outra infecção mortal. Quando apareceu, matou mais de 200 milhões da população da Europa, entre 1347 e 1351. Por isso foi considerada pandemia. Segundo pesquisadores do Canadá, em 2011 a ciência conseguiu eliminar a bactéria Yersinia Pestis, causadora da terrível doença que era transportada pela urina do rato. O grupo de risco era formado por coveiros, médicos e padres que mantinha intenso contato com os infectados.

Os sintomas da peste negra eram febre alta, fortes dores pelo corpo e complicações pulmonares. Como o corpo se enchia de manchas negras, a peste foi batizada por esse nome.

Depois, por quase um século, a partir de 1896, o mundo foi atacado por outra peste de lascar. O surto da varíola foi também violento. Até ser eliminada, a enfermidade chacinou 500 milhões de vítimas, principalmente europeus.

Mas, com o decorrer do tempo foram aparecendo outros males generalizados. Teve a febre amarela, o tifo, sarampo, malária, hepatite, doença de Chagas, filariose, raiva, a dengue, a gripe aviária, a cólera, a ebola, a meningite meningocócica e a impactante leptospirose, proveniente também da urina do rato. No total, em função dessa doença, morreram mais de 3 milhões de pessoas no mundo.

A gripe espanhola provocou outra tragédia mundial no ano de 1918. Mas, até hoje o povo lamenta até hoje a sua ferocidade ao trucidar quase 80 milhões de pessoas ao redor do[l1] mundo. Aliás, por conta da ferocidade da peste, a gripe espanhola é comparada à gripe H1N1.

Todavia, as famílias ainda não se esqueceram do vírus que trouxe a peste HIV, na década de 1990, que matou milhares de vítimas. A solução foi a descoberta de vacinas que evitou um mal maior.

Agora, a preocupação recai sobre o surto do coronavírus, pra medicina, uma gripe comum. O agente foi descoberto no ano passado e como causa transtornos respiratórios, tem preocupado o mundo, ainda desguarnecido de vacinas.

O Brasil, então, país totalmente necessitado de melhores condições sanitárias básicas, é comum se ver esgotos a céu aberto por aí, a situação e preocupante. A invasão de insetos, baratas, mosquitos, barbeiro, é um fato comprovado. A falta de políticas públicas favorece os ataques permanentes ao povo.

Desde 1937, a medicina tem conhecimento do coronavírus. Mas, o assunto ficou em surdina nesse tempo todo porque nunca atacou o ser humano.

Segundo o infectologista chinês, Leo Poon, cientista da Universidade de Hong Kong, descobridor do vírus, a origem da doença veio de um animal para depois se espalhar pelos seres humanos.

Poon definiu o coronavirus como um grupo de vírus muito comuns em animais. Semelhante a uma gripe comum, os principais sintomas do coronavirus ataca o sistema respiratória, provocando tosse, coriza, dor de garganta e às vezes dor de cabeça e febre. A transmissão entre humanos acontece geralmente pelo contato com as secreções da pessoa infectada, como a gotícula da tosse.

Por enquanto, não existe tratamento, porém as pesquisas estão intensificadas. e logo, logo trarão bons resultados. A China acredita que o pior já passou e tudo indica que muito em breve possa resolver as consequências econômicas e de saúde da população chinesa.

O maior problema do Brasil é o relaxamento com a limpeza de ruas, canais e a ausência da vigilância sanitária. Como as políticas públicas não são frequentes, quem paga o pato é o povo. A causa é a precária estrutura física disponibilizada para a população. Daí a superlotação nos serviços públicos, o sofrimento, as críticas e a decepção com os gestores que quando se despedem do cargo, deixam a imagem de incompetentes. Por terem trabalhado durante a função somente para si.

2 pensou em “PESTES

  1. Uau!!! Acho que há exageros nos seus números! Estive “in loco” nessas efemérides e não trouxe tanta alma para minha casa quantos enumeras. E nem acredito que tenham ido para o Éden.

  2. Caro Louis Ciffer, desculpe, mas cada um tem o seu ponto de vista sobre determinados temas. Acho que não exagerei no texto, apenas acompanhei a mídia mundial. Mas, confesso que o coronavirus é questão de dias, acredito, dada a fase da tecnologia atual. estar muito avançada.

Deixe uma resposta