AUGUSTO NUNES

analfabetismo: 1. Deficiência promovida a virtude no começo do século 21 para apressar a chegada de um enviado da Divina Providência ao Palácio do Planalto. 2. Qualidade depreciada por reacionários preconceituosos, integrantes da elite golpista e louros de olhos azuis.

asilado político: Comunista condenado pela Justiça de outro país por homicídio ou atentado terrorista. (Ex.: Cesare Battisti foi promovido pelo governo do PT a asilado político.)

blogueiro progressista: 1. Jornalista que jamais conseguiu emprego ou fracassou nos órgãos de comunicação considerados importantes. 2. Indivíduo que, embora viva da venda de textos, seria reprovado com louvor na prova de português do Enem mesmo que tivesse comprado uma relação das questões escolhidas pelos organizadores.

Bolívar (Simón): Herói das guerras de libertação da América do Sul que reencarnou no fim do século passado com o nome de Hugo Chávez.

bolivariano: Comunista que finge que não é comunista.

Bolsa Família: O maior programa oficial de compra de votos do mundo.

Bolsonaro (Jair): Hitler (Adolf) em português do Brasil.

BNDES: Instituição que usou dinheiro dos brasileiros para financiar a construção em outros países de portos, hidrelétricas, linhas de metrô e outras obras com orçamento superior a R$ 1 bilhão.

camarada de armas: Companheiro diplomado em cursinho de guerrilha que só disparou tiros de festim; guerrilheiro que ignora onde fica o gatilho do fuzil. (Ex.: Dilma Rousseff e José Dirceu são camaradas de armas.)

Campo Democrático e Popular: Ajuntamento de militantes de partidos marxistas, leninistas, stalinistas ou trotskistas, bolivarianos brasileiros, sindicalistas, onguistas, estudantes profissionais, terroristas aposentados, órfãos da União Soviética, flagelados do Muro de Berlim e veteranos das manifestações de esquerda ocorridas entre 1848 e 1968.

cartão corporativo: Objeto retangular de plástico usado para comprar tapioca por Orlando Silva, indicado pelo PCdoB para chefiar o Ministério do Esporte do governo Lula.

Casa Civil: 1. Conjunto de salas no 4° andar do Palácio do Planalto que, entre 2003 e 2016, foi controlado por casos de polícia que entravam sem bater no gabinete presidencial. 2. Esconderijo; tugúrio; catacumba. 3. Sede de quadrilhas formadas por amigos ou parentes do ministro-chefe.

Comissão da Verdade: 1. Grupo de companheiros escalados para descobrir qualquer coisa que ajude a afastar a suspeita, disseminada por Millôr Fernandes, de que a turma da luta armada não fez uma opção política, mas um investimento. 2. Entidade concebida para apurar crimes cometidos por adversários do lulopetismo.

companheiro: Qualquer ser vivo ou morto que tenha ajudado (ou possa ajudar) Lula a ganhar alguma eleição.

consultor: 1. Companheiro traficante de influência. (Ex.: Antonio Palocci é consultor.) 2. Companheiro que facilita negócios escusos envolvendo o governo e capitalistas selvagens. (Ex.: José Dirceu é consultor.) 3. Companheiro que, enquanto espera um cargo no governo federal, recebe mesadas e indenizações de empresas que favoreceu no emprego antigo ou vai favorecer no emprego novo. (Ex.: Fernando Pimentel é consultor.)

contrato sem licitação: Assalto aos cofres públicos sem risco de cadeia.

controle social da mídia: Censura exercida por sumidades do PT que adivinham o que o povo deve ver, ler ou ouvir.

corrupção: 1. Malfeito envolvendo inimigos do PT (Ver malfeito). 2. Praga surgida no governo FHC e erradicada por Lula.

crime comum: Assassinato de um prefeito do PT por motivos políticos e financeiros, amplificados por divergências entre integrantes de um esquema de arrecadação de dinheiro sujo para bancar campanhas eleitorais. (Ex.: A morte de Celso Daniel foi um crime comum.)

Cuba: 1. Ditadura que obriga o povo a ser feliz o tempo todo. 2. Berço de uma forma de democracia em que o governante, em vez de ser escolhido pelo povo, escolhe o povo que vai governar e prende o resto do eleitorado.

cueca: Traje íntimo usado por petistas cearenses também como cofre para transporte de moeda estrangeira adquirida criminosamente.

democracia popular: Ditadura chefiada por um esquerdista. (Ex.: A Venezuela de Nicolás Maduro é uma democracia popular; Cuba é a mais perfeita democracia popular.)

direita: Categoria em que devem ser enquadrados todos os partidos e indivíduos que não admiram Lula nem apoiam candidatos do PT.

ditador: Tirano a serviço do imperialismo estadunidense. (Ver líder)

ditadura: Qualquer tipo de regime chefiado por um direitista, mesmo que tenha sido eleito pelo voto popular.

ditadura fascista: Qualquer espécie de governo liderado por Jair Bolsonaro ou Benito Mussolini.

ditadura do proletariado: Forma de democracia popular tão avançada que dispensa o povo de votar ou dar palpites porque os companheiros dirigentes sabem tudo o que o povo quer, mas é melhor não dizer isso em público porque os trabalhadores comuns não vão entender direito por que viver sem liberdade é muito bom.

doutor honoris causa: Diploma conferido por universidades federais a um ex-presidente que nunca leu um livro, não sabe escrever e acha que “honoris” é um Honório com erro de revisão.

elite golpista: Ajuntamento que abrange todos os bilionários, os ricos, os integrantes da classe média, os pobres e os miseráveis que não votam no PT.

espetacularização do nada: Expressão decorada por Dilma Rousseff para ensinar que o que parece um tremendo escândalo é só uma distorção visual causada por um tipo de miopia decorrente de efeitos especiais produzidos pela imprensa.

esquerdista: 1. Democrata puro. 2. Defensor da liberdade de expressão que só proíbe opiniões divergentes. 3. Quem assina qualquer manifesto contra o governo fascista.

fascista: 1. Indivíduo que votou em Jair Bolsonaro. 2. Misógino, racista, homofóbico. 2. Quem não segue os mandamentos do campo democrático. (Ver campo democrático)

faxineira ética: Fantasia usada por Dilma Rousseff para fingir que varreu o lixo empurrado para baixo do tapete ou guardado no bolso do avental.

Foro de São Paulo: 1. Feira internacional que agrupa remanescentes de espécies ideológicas extintas na Europa e ainda existentes na América Latina. 2. Quermesse destinada a arrecadar fundos para a Irmandade dos Órfãos do Muro de Berlim.

greve: 1. Forma de luta a serviço dos oprimidos (quando a paralisação prejudica governos contrários ao PT). 2. Forma de chantagem a serviço dos opressores do povo (quando a paralisação prejudica governos controlados pelo PT).

Hitler (Adolf): Bolsonaro (Jair) em alemão.

impeachment: 1. Instrumento político-jurídico concebido para afastar governantes que tenham cometido crimes de responsabilidade, quando aplicado a presidentes conservadores. (Ex.: Fernando Collor foi afastado pelo impeachment.) 2. Instrumento político-jurídico manipulado por direitistas para camuflar um golpe de Estado contra governantes que só pensam no povo, quando aplicado a esquerdistas. (Ex.: O impeachment de Dilma Rousseff foi golpe.)

imprensa popular: 1. Ajuntamento de meios de comunicação que publicam textos escritos por quem serve ao PT por vassalagem, idiotia ou dinheiro.

inclusão social: Milagre inventado pela esquerda brasileira que permite a transferência de pobres para a classe média sem aumento salarial.

Jair Bolsonaro: 1. Grande Satã; demônio; capeta; anticristo; satanás; diabo. 2. Fascista. 3. Nazista. 4. Nome que, mencionado perto do SuperLula, provoca no herói brasileiro efeitos semelhantes aos observados no Super-Homem perto da kriptonita verde.

líder: Ditador esquerdista. (Ex.: Fidel Castro foi líder de Cuba por quase meio século.)

malfeito: Caso de corrupção protagonizado por esquerdistas. (Ver corrupção)

maracutaia: 1. Expressão popularizada por Lula no século passado em discurseiras que denunciava o que todos os outros partidos faziam. 2. Expressão abolida por Lula desde que o PT passou a usá-la mais e melhor que todos os ladrões concorrentes.

Mensalão: O segundo maior esquema corrupto desde o Descobrimento do Brasil.

meu querido/minha querida: 1. Expressões usadas por Lula quando recebe de Dilma Rousseff papéis levados por um certo “Bessias”. 2. Expressões usadas por Dilma Rousseff quando está conversando em público com jornalistas ou ministros e não pode soltar o palavrão entalado na garganta.

mídia golpista: Imprensa independente.

militância: Rebanho formado por ovelhas tão obedientes que, se o Grande Pastor ordenar, tentará atravessar o despenhadeiro sem ponte.

MST: 1. Entidade liderada por um camponês (ou campesino) incapaz de distinguir uma enxada de um trator. 2. Aglomerado de lavradores que só viram de perto uma foice e um martelo nas bandeiras da falecida União Soviética.

Né?: Corruptela de “não é?” adotada por Dilma Rousseff para permitir que o neurônio solitário repouse alguns segundos depois de uma frase sem pé nem cabeça e antes de outra que não tem começo, meio ou fim.

no que se refere: Expressão usada por Dilma para avisar que lá vem besteira.

Nuncaantesnestepaís: 1. Expressão decorada por Lula para ensinar ao rebanho que o Brasil começou em 1° de janeiro de 2003.

PAC: A maior concentração de canteiros de obras abandonados do planeta.

palestrante: Ofício que rendeu a sumidades da retórica como Lula até 100 mil dólares por noite, pagos por empresários dispostos a ouvir em 50 minutos o que o ex-presidente passou oito anos dizendo de graça todo santo dia.

PT: Seita que tem Lula como único deus.

perseguido político: Esquerdista que investiu na luta armada quando jovem para prosperar na velhice com indenizações e mesadas bancadas pelos pagadores de impostos.

petista: 1. Devoto de Lula. 2. Indivíduo que acredita que o Mensalão e o Petrolão não existiram. 3. Virgem de bordel (fig).

Petrobras: 1. Estatal transformada por Lula em patrocinadora de campanhas eleitorais. 2. Conjunto de cofres saqueados por políticos do PT, aliados de Lula, empreiteiros e demais integrantes do esquema do Petrolão.

Petrolão: O maior esquema corrupto ocorrido desde o Dia da Criação que, segundo os lulopetistas, nunca existiu.

Predo II: Dom Pedro II quando evocado em discursos de Lula. (Ver Transposição do São Francisco)

pré-sal: Presente que Lula ganhou de Deus por ter dispensado o Criador de continuar cuidando do Brasil.

Presidenta: Forma de tratamento usada na presença de Dilma Rousseff por companheiros apavorados com a reprise daquele pito que fez José Sérgio Gabrielli cair no choro.

preso político: Chefões do PT punidos com temporadas na cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro. (Ex.: Lula foi o mais injustiçado dos presos políticos do Brasil.)

recursos não contabilizados: Dinheiro extorquido sem recibo de empresários que prosperaram com a ajuda do governo, empreiteiros de obras públicas ou publicitários presenteados com contratos sem licitação.

sindicalista: Ex-operário que abandonou o emprego regular no século passado para exercer o lucrativo ofício de pelego neste milênio.

Sírio-Libanês: Hospital a que recorrem Altos Companheiros com problemas de saúde para que o SUS ofereça mais vagas aos pobres e miseráveis. (Ver SUS)

SUS: Filial em tamanho gigante do Sírio-Libanês reservada a quem não tem dinheiro para internar-se na matriz. (Ver Sírio-Libanês)

Transposição do São Francisco: Gastança multibilionária inventada pelo ex-presidente Lula para transformar a República em reino e virar Dom Pedro III. (Ver Predo II)

trem-bala: Trem fantasma que partiu da cabeça de Lula, estacionou na cabeça de Dilma Rousseff, descarrilou em algum trecho imaginário da linha Rio-São Paulo e nunca mais foi visto.

União Nacional dos Estudantes (UNE): 1. Entidade que representou os universitários brasileiros até ser estatizada em 2003 e transformar-se na União Nacional dos Estudantes Amestrados (UNEA), premiada pela vassalagem ao governo com uma sede nova projetada por Oscar Niemeyer que nunca foi construída. 2. Antigo balcão de venda de carteirinhas que garantiam meia-entrada. 3. Clube recreativo dirigido por estudantes que demoram pelo menos 15 anos para concluir um curso que dura cinco.

1 pensou em “PEQUENO GLOSSÁRIO DA NOVILÍNGUA LULOESQUERDISTA

  1. Um texto elevado ao grau máximo da contundência… Li dez vezes. Aplaudi dez vezes.

    Augusto faz parte de um timaço, que sempre gosto de elencar, ler e ouvir. São eles: Carlos Brickman, Ana Paula Henkel, Caio Copolla, Cláudio Lessa, Políbio Braga, Percival Puggina, Augusto Nunes, Luis Ernesto Lacombe, Alexandre Garcia, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, José Roberto Guzzo, Paula Marisa e Bárbara.

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