CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Caríssimo, poderosíssimo e riquíssimo editor

O Complexo Midiático Besta Fubana, endinheirado como está, bem que poderia bancar entre os incontáveis leitores dessa gazeta escrota, um sortudo que, acompanhado da Chupicleide, se fizesse presente na próxima Feira da Foda, em Pias de Monção / Portugal, prevista para acontecer no mês de março de 2020.

Como sugestão, os inscritos para o sorteio não poderão ter a mente poluída, o que já limita bastante o número de candidatos, se é que exista algum.

Desde já, me considero fora do páreo.

Fraterno abraço.

R. Chamar este Editor de “riquíssimo” e o Complexo Midiático Besta Fubana de “endinheirado” só pode ser mesmo deboche do meu caro amigo e colunista fubânico.

Agora, aqui em entre nós: é foda a existência de uma “Feira da Foda”.

Esses portugueses inventam cada coisa foda que só a porra.

Vôte!!!

Veja bem: se eu eliminar do sorteio os fubânicos que têm a mente poluída, não vai restar ninguém pra concorrer!!!

Aqui só existe neguinho com a mente plenamente fodástica, meu caro.

Chupicleide chega ficou com o priquito pinicando com a sua sugestão de que ela pudesse participar dessa feira foderosa.

Ô sujeitinha inxirida que só a porra!

E vamos ao vídeo que você nos mandou.

E, pra fechar a postagem, já que o assunto é “foda”, aqui vai o Soneto do Pregador Peccador, da autoria de Bocage, que foi publicado no JBF na coluna “A Hora da Poesia”.

Coluna que é publicada todos os dias e generosamente abastecida por você, estimado Pedro Malta.

Um soneto que contém “nove fodas”!!!

SONETO DO PREGADOR PECCADOR – Bocage

Bojudo fradalhão de larga venta,
Abysmo immundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na sciencia burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta:

No pulpito um domingo se apresenta;
Prega nas grades espantoso murro;
E acalmado do povo o grão sussurro
O dique das asneiras arrebenta.

Quattro putas mofavam de seus brados,
Não querendo que gritasse contra as modas [qu’rendo]
Um peccador dos mais desaforados:

“Não (diz uma) tu, padre, não me engodas:
Sempre me ha de lembrar por meus peccados
A noite, em que me deste nove fodas!”

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