CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURI – SÃO PAULO-SP

Comunistas querem fugir do paraíso.

Vejam estes comunistas chilenos que foram passear no paraíso terrestre dos vermelhos, mais conhecido como Cuba, estão pedindo pelo amor de Deus para que o seu presidente, aquele que chamaram de ditador e a serviço dos EUA, mandar um avião militar para tirarem eles do paraíso.

Afinal reclamam que não tem sabonete, papel higiênico e nos hóteis que estão tem baratas e ratos e que vem muitas pessoas doentes.

Uma das figuras é a a ativista comunista chilena a atriz Carolina Cox que participou ativamente dos protestos contra o seu presidente. Reclamar do presidente é mera coincidência, afinal conforme a Vera Magalhães somos vizinhos de fronteira.

Ultimamente a vida no paraíso comunista está difícil.

Vejam o vídeo:

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

EXPLICANDO O BÁSICO

Notícia do G1, que é da Globo:

A prefeitura de São Roque (SP), com base em um decreto de “estado de calamidade pública”, retirou sete respiradores do Hospital São Francisco, recém-inaugurado, transportando-os para a Santa Casa da cidade.

O responsável pela Santa Casa chamou a medida de “impensada”, informando que a Santa Casa não tem pessoal treinado para operar os equipamentos.

O assessor jurídico da prefeitura afirmou que “tudo foi feito dentro da lei”, e afirmou “É uma medida de exceção sim, porque nós vivemos um momento de exceção.”

Até o dia da ação realizada pela guarda municipal, não havia nenhum caso confirmado de COVID na cidade.

Segundo o proprietário do hospital, que começou a funcionar em fevereiro, a UTI estava passando por testes e ajustes nos equipamentos e os médicos intensivistas estavam em processo de seleção. A previsão era começar a funcionar no início de abril.

Esta é a notícia. Agora, a análise:

– Se você tiver um parente passando mal e, com o stress, levantar a voz para um atendente do posto de saúde, corre o risco de ser posto para fora e apanhar do “segurança”. Mas o prefeito pode usar capangas armados (com o nome mais simpático de “guarda municipal”) para conseguir o que quer, inclusive roubar propriedade alheia.

– O prefeito escreveu um papel dizendo que ele pode fazer aquilo que ele quer fazer. Basicamente, o prefeito pode escrever um papel dizendo que ele pode fazer qualquer coisa. Aí ele faz esta coisa e manda o assessor dizer que “está tudo dentro da lei”. Para começar, decreto não é lei. Em segundo lugar, é princípio básico das democracias que todo poder é exercido dentro de limites estabelecidos. Um prefeito assinar decretos dando poderes para si mesmo é a falência total do que se costuma chamar de “Estado de Direito”. Mas é comum por aqui, e não são só prefeitos: funcionários públicos também adoram assinar portarias, resoluções e outras papeladas concedendo poderes para si mesmos.

– O dono do hospital terá que procurar advogados para tentar ser indenizado do prejuízo. Mas é uma situação bem peculiar: ele irá pagar os seus advogados, mas também irá pagar, via impostos, os advogados da prefeitura. Corre o risco de ser julgado por um juiz demagogo que acredita em “justiça social” e perder tudo. Mas mesmo se levar sorte e ganhar (depois de muitos anos, com certeza), o prefeito e seus capangas não tirarão um centavo do bolso. Quem pagará o prejuízo será ele mesmo, juntamente com os demais moradores de São Roque.

Para ficar bem claro que este é apenas UM exemplo do que acontece no dia-a-dia, vou resumir como a coisa funciona:

– VOCÊ paga o salário do prefeito.

– VOCÊ paga o salário dos capangas do prefeito.

– O prefeito faz o que dá vontade porque ele assinou um papel dando poderes para si mesmo.

– As vítimas das ações do prefeito têm que procurar a justiça, gastar dinheiro e esperar anos.

– VOCÊ paga o salário do juiz que vai julgar a causa.

– VOCÊ paga o salário dos advogados que vão defender o prefeito.

– Se por sorte as vítimas ganharem a causa, VOCÊ paga os prejuízos causados pelo prefeito.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

COLUNA DO BERNARDO

CHARGE DO SPONHOLZ

J.R.GUZZO

A INSENSATEZ DA OMS DIANTE DO VÍRUS CHINÊS

De toda a maciça produção de mentiras, declarações hipócritas e decisões desastrosas, devidas à ignorância ou à má fé, tomadas até agora para enfrentar a epidemia trazida pelo coronavírus, provavelmente nada iguala a estupidez de autoridades e “personalidades” brasileiras em sua insistência de exigir fé religiosa no que diz a Organização Mundial de Saúde. A OMS, um alarmante cabide de empregos que serve de esconderijo, na segurança da Suíça, para marginais que frequentam os galhos mais altos de ditaduras africanas e outros regimes fora-da-lei, é tida no Brasil como “autoridade em saúde mundial”, por “ser órgão da ONU”. Mas a OMS não é uma organização científica. É um agrupamento político a serviço de interesses terceiro-mundistas, antidemocráticos e opostos à liberdade econômica. O resto é pura enganação.

Ainda agora ouvimos o presidente do Senado – imaginem só, ninguém menos que essa figura, o presidente do Senado – nos instruir, em tom gravíssimo, das nossas obrigações de seguir em tudo o que a OMS está mandando fazer sobre o coronavírus. É claro que você já sabe o que eles querem: confinamento geral e rigoroso da população, e repressão à atividade econômica. Sem que se saiba direito porque, o ministro Gilmar Mendes, que por sinal andava esquecido com todo esse barulho, entrou no assunto. “As orientações da OMS devem ser rigorosamente seguidas por nós”, disse Gilmar. “Não podemos nos dar ao luxo da insensatez”. Obviamente, nem um nem outro têm a menor ideia do que estão falando. Quanto ao chefe do Senado, naturalmente, é exatamente o que se pode esperar. No caso do ministro, a única coisa que faz sentido dizer é o seguinte: insensato, mesmo, é ouvir o que a OMS diz sobre saúde, por cinco minutos que sejam.

Questão de ponto de vista? Nem um pouco. É uma pura questão de fatos. Vamos a eles. Durante quatro semanas inteiras, ainda em dezembro de 2019, com o vírus deitando, rolando e matando à vontade, o governo da China se recusou a admitir a existência de qualquer problema na cidade de Wuhan, o berço desse pesadelo. Não se tratava de nenhuma discussão acadêmica – era um caso de polícia secreta, como é comum acontecer em ditaduras quando aparecem problemas com os quais o governo não sabe lidar. O governo da China não apenas mentiu, dizendo, repetidas vezes, que não havia epidemia nenhuma.

Prendeu médicos e cientistas que alertaram sobre o vírus. Pesquisadores sumiram e nunca mais foram vistos até hoje. Laboratórios onde faziam seus estudos sobre o coronavírus foram destruídos. Provas materiais da existência do vírus foram confiscadas pelo governo e desapareceram. Todas as opiniões e conclusões diferentes das aprovadas pelo governo foram proibidas; passaram a ser consideradas “crime”. A China insistiu, até o último minuto, em permitir voos internacionais e em recomendar que os homens de negócio estrangeiros – da Itália, por exemplo – continuassem vindo para o país.

E qual foi, desde o início, a posição da OMS? Dar apoio cego a tudo o que o governo da China determinou. Qualquer dúvida quanto à epidemia foi considerada como “preconceito” e “racismo”. A proibição de viagens à China por parte dos Estados Unidos foi oficialmente condenada pela OMS. Qualquer advertência sobre os riscos do coronavírus foram classificados como “agressão econômica” pelo órgão encarregado de cuidar da saúde do mundo. Até o dia 11 de março, meras três semanas atrás, a OMS se recusou a declarar a existência de uma situação de “pandemia”.

E quem é o diretor-geral da OMS? Um político etíope, Tedros Adhamon Ghebreyesus, que faz parte do grupo que instalou, anos atrás, uma ditadura selvagem na Etiópia, e se mantém no poder até hoje. Como “ministro da Saúde” do regime, foi acusado de ocultar uma epidemia de cólera em seu país – pelo jeito, é uma de suas inclinações. E quem foi que colocou esse Tedros no comando da OMS? A China, usando de toda a sua influência dentro da ONU.

Mas precisamos obedecer à OMS, não é mesmo? O presidente do Senado, o ministro Gilmar e a mídia que imagina saber das coisas nos dizem que eles são a autoridade número 1 da saúde mundial. Eis aí o Brasil ignorante, subdesenvolvido e destinado, sempre a ser o último a saber.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDÉIS

EVANGELHO EM CEARENSÊS: JESUS EXPULSA OS VENDILHÕES DO TEMPLO (João 2:13-22)

Trago aos leitores do Jornal da Besta Fubana mais um episódio das interpretações do Edmilson Filho da bíblia em cearensês.

Vamos levando adiante esse projeto, com traduções feitas por mim e Tarcísio Matos.

A repercussão no Instagram tem sido grande. Quem quiser deixar algum comentário lá, é só clicar aqui.

Mas os leitores do JBF recebem o vídeo aqui, de mão beijada.

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CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

MEMÓRIAS DE UM OITENTÃO (5)

Ao terminar o curso da Academia Militar das Agulhas Negras em 1961, escolhi Salvador para iniciar a vida de Oficial do Exército, cidade que conhecia apenas dos livros de Jorge Amado e das músicas de Caymmi.

Numa tarde de domingo me vi à frente do quartel do 19º Batalhão de Caçadores, bairro do Cabula. Um prédio de dois pavimentos janelados, paredes cinzentas. Entrei pelo Portão Principal, o oficial de dia levou-me ao primeiro andar onde um quarto estava à minha espera. Guardei minhas roupas, meus pertences, liguei o ventilador, deitei-me na cama de cueca, pensando, fumei um cigarro. Mais tarde, da janela de meu quarto, contemplei um alaranjado pôr-do-sol embelezando meu primeiro dia na Bahia. Naquele momento deu-me uma apreensão, medo do desconhecido que viria pela frente. Porém, eu tinha certeza e confiança que estava bem preparado para exercer a profissão que escolhi e lutei: oficial do Exército Brasileiro.

Nos primeiros dias no quartel já desempenhava trabalhos normais inerentes a um tenente: planejar e executar instrução militar, educação física, exercícios militares em campo, ordem unida, exercícios de tiro e outras funções que me foram impostas na administração do 19º BC. Orgulhava-me ser um bom oficial do Exército Brasileiro

Durante dois anos morando em Salvador tive o privilégio de ganhar amigos que me fizeram conhecer a Bahia mais bonita. Entre eles, o Subcomandante do Batalhão, coronel Diamantino Fiel de Carvalho, carioca, boêmio, homem da noite no Rio de Janeiro, amigo de artistas e celebridades. Quando algum artista se apresentava em Salvador, Diamantino o convidava para um jantar em casa. Assim conheci grandes nomes da música brasileira: Haroldo Barbosa, Elizeth Cardoso, Vanda Moreno, Luís Vieira, Dóris Monteiro, entre outros. Diamantino escrevia esquetes de humor para teatro e TV, inteligente, bem humorado, entretanto, na hora do serviço era de uma exigente, principalmente com os subordinados mais chegados.

Nas noitadas da Bahia eu o chamava pelo nome, Diamantino; no outro dia, com todo o respeito, era o Senhor Coronel. Afeiçoei-me e muito aprendi com essa figura humana extraordinária, militar e artista.

No 19˚ BC conheci um tenente baiano, Ângelo Roberto Mascarenhas. Foi meu guia nas ruas estreitas e enladeiradas da Bahia. Dancei no Tabariz, frequentei a Rua Chile, o Hotel Palace, a Ladeira da Montanha, tomei cachaça no Pelourinho. Na boate Clock dancei e namorei baianas bonitas. Foram farras homéricas na Cidade Baixa, no Mercado Modelo, nas Sete Portas. Amanhecemos dias de serenata no Forte de São Marcelo. Frequentei o terreiro de Mãe Menininha do Gantois que jogou búzios para mim, hoje sei que sou filho de Xangô.

Nas noitadas de boemia conheci a vida simples, musical e cheia de magia do povo baiano, guiado pela mão de Ângelo Roberto, um dos maiores pintores da Bahia, o melhor bico de pena do Brasil.

Ângelo tornou-se irmão, por adoção, nos adotamos. Em 1980 voltei a encontrá-lo e conservei essa amizade até a sua morte. Ele desenhou a capa de quatro dos meus livros. Quando criei a Festa Literária de Marechal Deodoro, convidei-o e ele todos os anos participava, com Marlene, expondo seus maravilhosos quadros na Casa do Marechal. Chorei feito menino quando li a notícia de sua morte ano passado.

Durante minha época de 19º BC me convidavam para festas na Vila dos Oficiais ou dos Sargentos. Certo dia conheci Silene, filha de um Major, a morena mais frajola da Bahia, me encantou seus cabelos lisos, negros, olhos pretos que nem uma graúna. Fui-me chegando como quem nada queria, em pouco tempo namorava a jovem de17 anos; eu 22.

O sogro determinou algumas regras do namoro. Domingo à noite jogávamos baralho. Sempre eu e Silene contra o casal de sogros. Aproveitávamos esse momento namorava por baixo da mesa, com os pés descalços fazíamos carinho um no outro. Certa noite fui ao banheiro, ao retornar peguei as cartas, era minha vez de jogar. Distraído, tirei o pé da sandália, instintivamente comecei a alisar os pés da Silene por baixo da mesa. De repente, senti um puxão do pé que estava embaixo do meu. Pelo olhar do Major, percebi que havia alisado o pé errado. O sogro, a partir desse engano fatídico, olhava-me desconfiado, talvez duvidando da minha masculinidade.

Numa noite encontrei Jorge Amado num restaurante, fiquei feliz, fui conversar com o grande escritor. Uma semana depois, Silene mostrando a Revista Manchete, ela brincava falando que na reportagem o Jorge Amado citou nosso encontro. Eu estranhei. Ao ler a entrevista, Jorge dizia gostar em ser famoso, só o aborrecia quando num restaurante algum bêbado puxava conversar mole.

Bahia terra da felicidade. Ai! que saudade tenho da Bahia….