RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

A GALHOFA DE CRONOS

Cronos, o Deus do Tempo na mitologia grega

Cronos é um pândego. O Titã do Tempo é inexorável, o Tempo nos é caro e fugaz e passa para todos. Aliás este é o grande desafio da humanidade: vencer o Tempo. Ao vencermos o tempo nos tornamos imortais e, consequentemente mais que humanos.

Claro que não é fácil ou, melhor dizendo, possível vencer o tempo em nossas vestes corporais de carne e osso. Por isso as religiões nos dão o alento da vida eterna da alma, mas fisicamente também tentamos imortalizar este invólucro de matéria através de nossos atos, feitos, ideias, escritos e, principalmente, filhos e netos.

Este é a razão que rege a existência de todos os seres vivos, de qualquer reino, procriar e perpetuar seus genes. Numa tentativa de enganar o implacável passar do Tempo.

Mas o Tempo é titânico e implacável, passa para todos e, quiçá talvez, só nos seja possível vencê-lo em outros planos. Só que as vezes Cronos nos prega peças. Cronos, o Titã do Tempo muitas vezes põe a humanidade a prova com seus gracejos zombeteiros.

E assim foi o Ano de 2020. Cronos nos presenteou com um ano que não iniciou e, que mesmo sem ter iniciado, recusa-se a terminar. Um paradoxo que só o tempo pode explicar em sua caprichosa caminhada rumo a eternidade.

Parece-me que 2020 será um ano riscado dos calendários tal e qual os 11 dias que sumiram do Calendário em 1752, na troca do Calendário Juliano pelo Gregoriano.

E quis o caprichoso Titã colocar a humanidade a prova de uma coisa microscópica, um encapsulado de proteínas e DNA, que nem ser vivo é. Pois, um vírus não é a rigor um ser vivo, precisa parasitar células vivas para “procriar” e perpetuar seu DNA. Tudo gira em torno de enganar o tempo.

Mas, mais do que o vírus chinês que fez a humanidade cair de quatro e trancar-se em casa, 2020 foi um ano de muitas mudanças tenebrosas no mundo todo. E o pior é que estas mudanças simplesmente passaram despercebidas ante a microscópica praga oriunda do Império do Meio. Resumidamente, ou melhor, fazendo a síntese da sinopse do resumo, registrarei aqui alguns dos horrores deste 2020, ano do escárnio de Cronos.

Em 2020 fomos encurralados pelo medo de um vírus e pelo poder da mídia. Vimos ruir a maior e mais longeva democracia do mundo através eleições fraudulentas, que macularam e puseram de joelhos não só a América do Norte, mas, possivelmente todo mundo livre.

No ano do vírus Chinês, sua pátria mãe, proposital ou acidentalmente, expôs ao mundo suas mazelas. E pôs as garras de fora, seja nos Campos de ‘Reeducação’, seja no sumiço de bilionários e de opositores do regime. A China renasce como um Império opressor sob o aplauso de muitos daqueles que em breve estarão sob seus jugo e grilhões.

Instalou-se no Brasil a Ditadura do Judiciário, com os 11 Supremos mandando e desmandando sem votos e sem nenhuma cobrança e/ou possibilidade de responsabilização. Os brasileiros estão sob o jugo da tirania do judiciário, a pior das ditaduras, tal e qual previu o grande Rui Barbosa: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.

2020 foi o ano dos políticos corruptos, com despesas liberadas pelo COVID, comprando respiradores que não funcionam, remédios que não existem em lojas que lhe servem vinhos e mimos. Foi o ano dos Gestores incompetentes, que pelo mundo a fora brincaram de tiranetes, proto-ditadores, fechando tudo, sem nenhuma lógica. Condenando as pessoas à fome, ao desemprego, as enfermidades e que depois, hipocritamente comemoraram sem máscara e com cara-de-pau em festas, reuniões e convescotes, seja em ilhas particulares ou em Miami.

Se para Zuenir Ventura o longínquo ano de 1968 foi o ano que não acabou por causa do acirramento da ditadura que, já passou e, que só é lembrada pelas esquerdas como bandeira de luta e por aqueles que receberam e recebem milhares de reais de indenização, por que foram presos assaltando bancos e sequestrando autoridades. Lhes digo que 2020 é o ano que não começou e, mesmo assim, se recusa a acabar.

Este foi o ano em que a pior das Ditaduras se implantou no mundo civilizado ocidental, a Ditadura das Big Techs e da Mídia, que censuram e cancelam todos que ousam delas discordar. Elas mesmas que monitoram seus passos, vidas e pensamentos resolveram agora que você só existe se pensar o que elas querem. É o Grande Irmão, de 1984, obra premonitória do grande George Orwell.

E, você rindo não é. O Twitter censurou o Trump, rá, rá, rá! Lembre-se do Pastor luterano no Gueto de Varsóvia: Eles vieram e marcaram os judeus, mas calei-me pois não sou judeu; eles vieram e levaram os Judeus e calei-me de novo. Eles vieram e fecharam comércio, casas e prenderam todos e levaram, mas fiquei quieto, não era comigo. Mas quando vieram, fecharam a Igreja e me prenderam eu gritei, mas não tinha mais ninguém para me escutar, não tinha ninguém para me socorrer. Ria do Trump, mas as Big Techs e Mídia Funerária vão lhe cancelar, tenha certeza disso, não importa seu posicionamento ou lado ideológico, chegará o dia que qualquer ideologia será perigosa aos seus interesses.

2020 foi o ano em que a ciência virou dogma e, dogma mais severo que os dogmas religiosos. Foi o ano em que a ciência calou o pensamento divergente. Não analisou provas e fatos, considerou apenas versões e apenas de um lado. Pelo menos a mídia só divulgou um lado, mesmo quando a divergência foi muito maior. 2020 foi o tempo em que abandonamos a ciência em nome da ideologia.

Foi o ano no Brasil em que subcelebridades ‘cagaram’ regras nas redes sociais e mandaram mais, graças ao STF, que o Presidente eleito. Mandaram-nos ficar em casa, só sair se for para servi-los. E, forma para suas ilhas privadas, para Europa e Miami. Foi o ano em que um idiota que imita focas, um biólogo que não tem capacidade de dar aulas de ciências no ensino fundamental (e não sabe contar: 3 milhões de mortos) e um reitor de Universidade Federal, formado em Educação Física (se intitulando Epidemiologista) ganharam voz e vez na mídia e rios de dinheiro de órgãos público como o TSE. Opinaram sobre tudo e todos, vomitando bobagens e ódio, em nome dos dogmas da ‘ciência’.

Foi o ano em que o STF legislou e administrou sem votos e sem noção, contrariando a constituição e os anseios de milhões de brasileiros. Foi o ano da reação das esquerdas, da oportunidade que o vírus de, segundo Jane Fonda. O ano dos desejos da Professora de Caxias do Sul que destilou seu ódio nas redes sociais tal e qual destilou por anos nas salas de aula e nas mentes de seus inocentes alunos.

Alunos que, no péssimo ensino Freiriano brasileiro foram condenados a ficarem em casa, aprendendo de qualquer jeito, qualquer coisa que lhes enviavam os ‘mestres’, que sem condições ou vontade ensinaram remotamente. Sem problemas, se não aprenderem não vão reprovar mesmo. E, pronto! Garantimos mais uma geração de idiotas úteis.

2020 foi o ano da bestialidade, da imbecilidade e da hipocrisia humana. Foi o ano dos Xi-Jipings, dos Barrosos, Levendowiskis, Maias, Alcolumbres, Dórias, Covas e Lulas. Da Rede que governou com um único deputado e o STF. Foi o ano do Twitter, dos Bidens, da Mídia hipócrita, das Big Techs, dos Nelipes Fetos, dos Átilas, dos Pedros Reitores.

2020 foi o ano em que o medo venceu a razão, as versões venceram os fatos, o dogma subjugou o espírito científico e a hipocrisia aprisionou a humanidade.

Talvez tenha sido vingança de Cronos, o Homem anda muito ousado, manipulando genes e átomos tentando subjugá-lo, logo ele o Titã do Tempo. Por isso resolveu nos dar uma lição, mostrar que Ele o tempo é inexorável, invencível.

Talvez tenha sido apenas uma galhofa ou uma chance da humanidade, especialmente o ocidente, retomar os rumos do mundo, deixando de preocupar-se com diversidade ou gênero neutro e preocupar-se novamente com ela mesmo a humanidade.

Seja qual for o motivo de Cronos, ele se fez presente neste 2020, que não começou, não acaba e, mesmo assim, sem ter existido, deixou-nos profundas marcas.

Mas aprendamos com a Mitologia Grega, mesmo Cronos o Titã do tempo foi derrotado por seus filhos, liderados por Zeus, venceram o tempo, tornaram-se imortais e fizeram-se deuses. E, os deuses gregos, foram os mais humanos, com seus vícios e virtudes, de todos que já habitaram o imaginário humano. Usemos seu exemplo para derrotar os ecos de nosso tempo.

Encerrar 2020, aprender com ele e, tocar para frente a vida em 2021. Buscando aquilo que é mais caro a nós, a civilização ocidental: Liberdade, Democracia, Racionalidade e Mérito.

Que em 2021 possamos retomar nossas vidas, vencer nossos medos, suplantar a zombeteira galhofa de Cronos e conquistar, de novo, nossa Liberdade.

DEU NO TWITTER

RODRIGO CONSTANTINO

GLOBALISTAS ASSANHADOS COM BIDEN

Se há uma divisão mais binária que pode ser feita no mundo hoje, do ponto de vista ideológico, ela seria entre globalistas e nacionalistas. Como toda divisão maniqueísta, esta peca pelo simplismo e não dá conta da real complexidade da vida em sociedade. Mas não resta muita dúvida de que há um embate cada vez maior entre aqueles que defendem uma espécie de governo mundial tocado por tecnocratas de cima para baixo e aqueles que defendem a soberania nacional de cada país.

Para o avanço da causa globalista, faz-se necessário ter pautas globais, naturalmente. E é por isso que a pandemia caiu como uma luva para os projetos globalistas: um problema mundial demandaria uma solução global, controlada pelas entidades supranacionais, tais como ONU e OMS. Não por acaso, o criador do Fórum Econômico Mundial em Davos escreveu um livro sobre o “Great Reset” e o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau endossou sua mensagem. E também não é coincidência que esses globalistas misturem a pandemia ao “aquecimento global”, outra questão que seria mundial e justificaria ações impostas pela tecnocracia poderosa, a despeito da vontade popular de cada nação.

Desnecessário dizer que Donald Trump era o maior ícone da postura nacionalista. Agora de saída, e com seus adversários fazendo de tudo para que seja uma saída humilhante e definitiva, os globalistas se mostram mais assanhados, cientes de que terão no comando dos Estados Unidos um aliado. Joe Biden foi vice-presidente de Obama, referência globalista, que repetia que a América era tão excepcional quanto qualquer outro país e que desejava mudá-la profundamente. Obama certamente não era um patriota apaixonado por seu país, e não por acaso se considerava um “cidadão do mundo”.

Biden chega ao poder por um partido ainda mais radicalizado e esquerdista, que despreza o legado norte-americano, considerado um rastro de opressão. A base militante democrata, liderada por figuras como Alexandria Ocasio-Cortez, endossa planos mirabolantes como o Green New Deal, uma mistura de stalinismo e infantilismo, que pretende modificar toda a matriz energética do país em uma década. É globalismo na veia, e turbinado. E os nomes que Biden tem apontado para seus ministérios demonstram o compromisso com tal visão de mundo, a começar pelos responsáveis pela política climática.

O presidente eleito anunciou os membros-chave de sua equipe ambiental, dizendo que seu governo priorizaria uma resposta unificada às mudanças climáticas. “Gente, estamos em crise”, disse Biden em um recente evento em Delaware. “Literalmente, não temos tempo a perder. Assim como precisamos ser uma nação unificada para responder à covid-19, precisamos de uma resposta nacional unificada às mudanças climáticas.” Os indicados, disse ele, “liderarão o ambicioso plano de meu governo para lidar com uma ameaça existencial de nosso tempo: a mudança climática”.

E é nesse contexto que o nome de outro líder nacionalista importante foi mencionado. Biden já tinha feito ameaças diretas ao Brasil durante a campanha, afirmando que enfrentaríamos até sanções se não adotássemos a política climática “desejável”, ou seja, imposta pelos globalistas. Nossa esquerda ignorou esse arroubo de “imperialismo estadunidense” pois veio da esquerda e contra a direita. O Brasil pode ser tratado como uma republiqueta perigosa, como um regime nefasto, do tipo Irã, que está tudo bem se for para atacar Bolsonaro. E o “czar” do clima do futuro governo Biden voltou a repetir a mensagem, dessa vez com mais virulência ainda: os “Bolsonaros” do mundo precisam entender que os Estados Unidos de Biden não vão tolerar desrespeito ao combate contra o “aquecimento global”. Ou deixamos Biden ditar nossas políticas, ou vamos pagar um alto preço.

Mas Biden não está sozinho na arena globalista e enfrenta concorrência pelos holofotes. Emmanuel Macron, presidente francês, resolveu atacar o Brasil esta semana uma vez mais, ele que já tinha usado os incêndios na Amazônia para bancar o protetor do mundo contra um governo irresponsável, ignorando que várias outras florestas queimavam mundo afora. Macron disse que a Europa não pode mais depender da soja brasileira, supostamente extraída do desmatamento. É preciso apostar na soja europeia para proteger o clima global.

Faltou, claro, apresentar um só dado para embasar tal acusação. Globalistas não costumam viver de fatos, apenas de narrativas. Adotam a visão estética de mundo, e por isso a ONU é seu maior símbolo, uma entidade incapaz de entregar resultados concretos, mas ótima para discursos inflamados. A campanha de difamação contra o Brasil tem se intensificado, e a esquerda brasileira, traidora da Pátria, aceita fazer o papel de agente globalista de olho no desgaste do presidente Bolsonaro.

Macron tem basicamente dois interesses nesse tipo de discurso: colocar-se como líder globalista e proteger o agronegócio francês, pouco competitivo perante o brasileiro. Os produtores rurais na França dependem de subsídios estatais para sobreviver, e fazem um lobby intenso para preservar privilégios. Com essa fala, Macron mata dois coelhos numa só cajadada: banca o bonzinho salvador do planeta e agrada a sua base de eleitores. Mas essa sinalização de falsas virtudes tem um alto custo.

Embora a França seja responsável por apenas uma quantidade insignificante das emissões globais de gases de efeito estufa, a fim de anunciar sua liderança moral no combate ao aquecimento global, o governo do presidente Macron aumentou no passado recente os impostos sobre carros e caminhões movidos a diesel. Os custos desse exercício de sinalização de virtude caíram desproporcionalmente sobre os cidadãos da classe trabalhadora e do campo, dependentes de seus automóveis e caminhões. O resultado foi a revolta dos “coletes-amarelos”, num grau de violência preocupante.

Não dá para agradar a todos. Ao apostar na rota globalista, essa turma desperta cada vez mais insatisfação ou mesmo revolta no povo. Ao desprezarem as fronteiras nacionais, os globalistas geram como reação fenômenos como Trump, Bolsonaro ou até Le Pen. É a Terceira Lei de Newton: toda ação produz uma reação. Os globalistas estão mais assanhados com a pandemia e agora com Biden no poder. Vão dobrar a aposta. Mas não podem achar que o outro lado ficará calado ou passivo. Nem mesmo com as redes sociais tentando impor tal silêncio. Haverá resposta.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Caro editor e leitores do nosso jornal:

Agora a coisa ficou feia para o presidente.

Ele perdeu o apoio desta multidão de 16 militontos que estava em frente ao Palácio do Planalto participando da manifestação “Fora, Bolsonaro”.

O capitão vai ser enxotado do cargo antes do final da semana!!!

R. Meu caro, eu fiquei decepcionado não foi com esta foto que você nos mandou.

O que me decepcionou mesmo foram as imagens das duas manifestantes que aparecem nela.

Essa de preto, que está costas, tem um pé de rabo muito fraquinho, muito mixuruca.

Num dá nem pra tomar vaChina.

E a que está de frente, de calça amarela e segurando o cartaz “Impeachment Já!”, tem umas pernas que mais parecem duas talisquinhas de bambu.

As canelas e as coxas dessa militadora são da mesma grossura: e fininhas que chega faz pena.

A gente bem que poderia começar a semana com imagens melhores.

Imagens com fêmeas mais opulentas que essas.

Procure aí e mande pra cá.

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

ESTAMOS QUEBRADOS?

Já é lugar-comum dizer que brasileiro trata tudo como se fosse futebol. Por outro lado, acho que não é injusto dizer que as coisas estão chegando a níveis absurdos. Tudo no Brasil hoje se transforma em briga de torcida: a torcida organizada do político A contra a torcida organizada do político B. Fatos são coisas sem importância; só servem quando associados ao “mérito” ou à “culpa” de cada lado. Notícia boa só serve quando é a favor do político de preferência. Notícia ruim, por outro lado, pode ser comemorada e saudada com foguetório, desde que esteja associada ao político adversário.

O pobre coitado que ousar divulgar um fato sem associá-lo ao lado A ou B, apanha dos dois lados. Os torcedores do político A o acusarão de ser parcial ao político B. Já a torcida do político B o acusará de estar do lado do político A. Os fatos? Ora, danem-se os fatos! O que interessa é politizar tudo, reduzir tudo a uma disputa rasteira de “nós contra eles”. A adesão a um dos lados da política transforma cada um em gênio, com profundos conhecimentos em química, medicina, farmacologia, epidemiologia, climatologia, agronomia, comércio internacional, direito constitucional, engenharia aeronáutica, extração de petróleo e decoração de bolo. Em cada um desses assuntos, o torcedor opina com segurança e desembaraço, para chegar sempre à mesma conclusão em todos eles: o seu político está certo, o político adversário está errado.

Aquilo que é divulgado como “noticiário político e econômico” é apenas uma coluna de fofocas: quem apoiou quem, quem se uniu a qual partido. Mais importante ainda é saber quem brigou com quem. A torcida A imediatamente decretará que um dos envolvidos é um herói e o outro é um traidor. A torcida B dirá exatamente a mesma coisa, mas invertendo os nomes. E que ninguém queira meter bobagens como lógica, coerência ou bom senso nessa discussão, por favor! O que interessa é a briga; aplaudir as piadinhas, as tiradas sarcásticas e os auto-elogios do “seu” político, e vaiar e xingar o político adversário por fazer a mesma coisa.

Em um contexto desses, uma declaração aparentemente séria como “o país está quebrado” é apenas mais uma “bola na área” para continuar a briga. Se estamos quebrados ou não, ninguém se importa. O que interessa é saber como a frase pode ser usada a favor do seu político e contra o adversário. Da mesma forma, uma epidemia de covid é apenas mais uma oportunidade de mostrar que o seu político sempre faz as coisas certas e o outro político só faz coisas erradas. Uma semana de apagão no Amapá? Pode ser uma boa notícia, desde que se possa afirmar que a culpa é do adversário. Queda no PIB, aumento do desemprego, preço do arroz? De tudo isso, o que importa é extrair argumentos. O PIB pode continuar caindo, o desemprego aumentando e o arroz encarecendo, mas o importante é repetir que o político A avisou, mas o político B não quis ouvir e o resultado é esse aí.

Mas a pergunta permanece: estamos quebrados? Para responder, não vou falar nada a favor ou contra o político A ou o político B; vou apenas mostrar dados fornecidos pelo Banco Central.

A maioria dos jornalistas fala “o pib subiu tantos porcento” ou “o pib foi de tanto” sem a menor idéia do que está falando (é comum misturar variação anual com variação trimestral). O fato está aí: levamos um tombo em 2014-2015 e outro em 2020. Precisamos crescer mais ou menos 50% só para voltar ao nível em que estávamos em 2011-2014.

Esse eu já mostrei em outro pitaco. Mostra o quanto de dinheiro o governo está “fabricando” para pagar suas contas. Esse aumento, ou inflação, na quantidade de dinheiro, inevitavelmente irá aparecer na desvalorização do real e no aumento dos preços. Exemplo:

O gráfico acima mostra que na minha cidade, Curitiba, o preço da cesta básica subiu 12% em 2019 e 22% em 2020. Para quem não gostar, o site do Banco Central têm mais de setenta índices de preços diferentes para escolher.

Para encerrar, este gráfico mostra quanto estamos devendo. A pontinha do gráfico no lado direito está em 4,5 trilhões. Isso significa que cada brasileiro hoje já nasce devendo mais ou menos vinte mil reais.

Então, estamos quebrados? Na minha opinião, sim, e não é de agora. Na verdade, desde os tempos de Dom João VI o Brasil nunca mudou muito de rumo: governo gastando cada vez mais, cobrando cada vez mais imposto, dívida aumentando e inflação desvalorizando o dinheiro das pessoas. É preciso muita retórica e muita paixão ideológica para negar que um país onde o PIB não cresce, a dívida aumenta sem parar e o dinheiro vale cada vez menos é um país quebrado.

As soluções são óbvias para qualquer um que veja os exemplos da história. Nenhum país enriqueceu com sua moeda desvalorizando e sua dívida aumentando, que é o que sempre aconteceu aqui. Não há país pobre com moeda forte e liberdade de comércio externo, coisas que o Brasil nunca teve. Então é só seguir a receita que deu certo no resto do mundo: reduzir despesa do governo, reduzir impostos, reduzir (na verdade, acabar) com a fabricação de dinheiro. As consequências serão moeda valorizada, inflação baixa ou quase nenhuma, e muito comércio com os outros países.

Ou podemos ficar apontando o dedo uns para os outros e dizendo “a culpa é dele!”.

DEU NO JORNAL

VIROU CASA PRETA

* * *

O galegão Trump – que, como todos nós sabemos, perdeu a presidência numa eleição limpa, honesta, decente, bem fiscalizada e sem qualquer indício de fraudes -, recebeu essa cambada de negões em sua sala.

Uma patota de crioulos que não tem vergonha no fucinho e fica tirando retrato com um branquelo.

A imagem que presidência americana difundiu empretejou o mundo todo!

A Casa Branca virou Casa Preta.

Que coisa horrível…

XICO COM X, BIZERRA COM I

APRENDER A VOAR

Sou vizinho do sonho. Vez por outra tropeço num Pessoa esquecido no vão da escada, abraçado com um Drumond meio amarelado pelo tempo. No mais recôndito esconderijo do ouvido me ternuro, quando em vez, com um verso solto de Vinícius, um refrão bonito cantado pelos Beatles ou um bolero de Aldir. Não com dificuldade descubro um grilo trocando ideias com uma rã sobre Manoel de Barros. Que bom que encontremos tantas boas coisas espalhadas nos arquivos da memória, nas prateleiras afetivas da saudade, no armazém das maravilhas. Prefiro assim a mandar minhas boas lembranças morar nas nuvens, como fazem os jovens de hoje, que desconhecem os Pessoas, os Vinícius e os Lennons e só conhecem, com intimidade excessiva, os HDs e pendrives da era pós Anita, coisas que minha alma não alcança. No meu país de sonhos ainda não me ensinaram a chegar nas nuvens da tecnologia. Ainda bem. Não me interessa aprender a voar. Isto é para os pássaros. Ou os anjos. Não sou uma coisa nem, muito menos, a outra.

Toda a obra de Xico Bizerra, Livros e Discos, pode ser adquirida através de seu site Forroboxote, link BODEGA. Entrega para todo o Brasil.

PROMOÇÕES E EVENTOS

COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA NOVO LIVRO

A Editora Aletria de Belo Horizonte lançou, via online para todo o Brasil, o novo romance Mundaú, de Carlito Lima, colunista fubânico.

A venda é exclusiva pelo site da Editora Aletria. Clique aqui para acessar.

Um assassinato misterioso na Lagoa Mundaú, ocorrido na década de 60 em Alagoas, é só o começo dessa história que nos leva a acontecimentos surpreendentes até as vésperas dos anos 80.

A guerrilha e a luta armada contra a ditadura militar no Brasil são o pano de fundo deste romance de Carlito Lima.

Mundaú é sobre crime, aventura e luta, mas também sobre amor, sedução e as delicadas relações familiares.

O autor nos entrega aqui um arrebatador volume da sua trilogia: Manguaba, Mundaú e Jatiúca.

O escritor alagoano Carlito Lima, colunista do JBF, é também autor do livro de memórias “Confissões de um Capitão”

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Vicio do sistema

Uma característica do ser humano é a negação; todos somos assim e sempre achamos culpados ou motivos para fugir de responsabilidades de nossos atos, ou justifica-los.

Quando envolve autoridade no topo do poder, complica um pouco mais, pois dele se espera atitudes e soluções, tal quando em dimensão menor se observa em uma família e, as desculpas nem sempre “colam”.

Em passado recente – haja recente nisso – o governo federal se mostrou indiferente, depois isento no ocorrido no apagão do Amapá.

Lugar distante, visto por alguns – inclusive eu – apenas em documentários – algo folclórico; mas lá estão brasileiros, que fazem parte do imenso Brasil.

O máximo que cheguei foi a Roraima, melhor Boa Vista e já me senti no exterior…

Mas, sem exotismos ou roteiros de viagem fora do eixo informado em programas de TV, esses lugares existem, lá brasileiros trabalham e ganham a vida dignamente.

Continue lendo

DEU NO JORNAL

CALCINHA APERTADA VAI GANHAR UM OSCAR

* * *

O binômio demagogia-picaretagem está magnificamente materializado nesta imagem aí de cima.

O gunvernador abaitolado foi delirantemente aplaudido pelos xibungos banânicos.

Inclusive os que dão expediente aqui no JBF.

A Academia de Cinema de Hollywood já pode ir pensando num Oscar pro desmunhecado que usa calcinhas rasga-rego.