FORA LULA!! pic.twitter.com/ZuKMPQYndG
— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) September 28, 2026
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Carlos Alberto Di Franco
A atual situação do Brasil preocupa. E muito. O desencanto da população é imenso. Os poderes da República, isolados no conforto da Ilha da Fantasia, parecem viver de costas para a cidadania. Não escutam as ruas, desprezam as críticas e, frequentemente, reagem às cobranças legítimas da sociedade com arrogância e autoritarismo.
Existe um Brasil real, constituído por um povo bom, trabalhador e honrado. Um povo que acorda cedo e dorme tarde, que enfrenta transportes precários, hospitais deficientes e uma insegurança crescente. Paga impostos escorchantes e recebe pouquíssimo em troca. É o Brasil dos pequenos empresários, dos profissionais liberais, dos agricultores, dos professores e de milhões de famílias que lutam para educar seus filhos e preservar seus valores.
E existe outro Brasil: o país dos poderosos da República, daqueles que se consideram acima das leis e imunes à prestação de contas. É o universo dos privilégios, dos gabinetes refrigerados, das decisões tomadas longe da realidade e dos que chegam ao absurdo de invocar a ética da máfia como baliza de comportamento para magistrados. Uma inversão moral que, em qualquer democracia saudável, provocaria imediato e generalizado repúdio.
As cenas ocorridas antes, durante e depois da sessão do Supremo Tribunal Federal, realizada em 15 de setembro, para decidir sobre a abertura de investigação acerca das supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, provocaram espanto, indignação e verdadeira vertigem ética nas pessoas de bem.
O dia 15 de setembro ficará registrado como uma data triste na história da República. O que deveria ter sido uma sessão sóbria, transparente e esclarecedora transformou-se num espetáculo lamentável de bate-bocas, ironias, ataques pessoais, manobras processuais e acusações gravíssimas. Em vez de oferecer respostas objetivas à sociedade, a mais alta corte do país expôs suas fraturas internas e terminou sem decidir a questão fundamental.
O Supremo começou a sessão pressionado por suspeitas muito graves e a encerrou ainda mais desacreditado. A discussão foi desviada do ponto central. O que precisava ser esclarecido era simples: existem ou não elementos suficientes para investigar a conduta de Alexandre de Moraes? Em lugar de enfrentar essa pergunta, alguns ministros preferiram embaralhar os casos, discutir o rito, lançar suspeitas sobre colegas e criar obstáculos a uma apuração independente.
Mais grave: Alexandre de Moraes participou da discussão e votou numa matéria que dizia respeito diretamente a ele. É uma aberração. O mais elementar princípio da imparcialidade recomenda que ninguém julgue o próprio caso. Não se trata de antecipar culpa nem de condenar sem provas. Trata-se de preservar a dignidade da Justiça.
O pedido de vista de Flávio Dino, depois de horas de confrontos e acusações, adiou uma decisão que o país exigia com urgência. Houve ironias, interrupções e agressividade. O resultado foi devastador: o plenário do STF, que deveria pacificar conflitos, converteu-se no palco da própria crise.
Positivamente, o Brasil não tem a cara do atual Supremo Tribunal Federal.
O Judiciário está politizado e insensível. A corte suprema tornou-se uma das instituições de menor credibilidade do país. A perda de autoridade não ocorre por acaso. É consequência de decisões monocráticas abusivas, inquéritos intermináveis, censura, prisões preventivas prolongadas, invasão de competências do Congresso e confusão entre os papéis de investigador, acusador e julgador.
Impõe-se, por intermédio do Congresso Nacional, uma profunda reforma do Supremo. É preciso estabelecer mandatos para os ministros, regras objetivas de impedimento, limites às decisões monocráticas e mecanismos efetivos de controle. Ministros devem receber remuneração digna, dar aulas e produzir conhecimento. E só. Não podem manter institutos que negociem palestras, promovam eventos patrocinados por grupos interessados em decisões judiciais ou criem zonas nebulosas entre a magistratura e o poder econômico.
Da mesma forma, seus familiares não deveriam exercer advocacia nos tribunais superiores. A proximidade familiar com um ministro não pode converter-se em cartão de visitas profissional. Ainda que não exista ilegalidade formal, permanece o evidente conflito ético.
O cenário é desanimador? Sim. Mas quem escreve esta coluna, por paradoxal que pareça, é um otimista. Acredito no Brasil e na democracia. Não é mais possível abafar o grito de desespero nem menosprezar a revolta dos cidadãos. Há algo de podre na democracia brasileira. Mas não se reformará a democracia destruindo-a. Diante de manifestações tão fortes de antipolítica, é preciso valorizar a boa política, o diálogo, a transparência e as posturas propositivas.
O Brasil real não tem a cara da sessão de 15 de setembro. Não tem a cara dos privilégios, das manobras e da arrogância. Tem a face sofrida, mas esperançosa, de milhões de cidadãos que ainda acreditam na Justiça. É justamente por eles – e pelo futuro da República – que chegou a hora de dizer, mais uma vez, com serenidade e firmeza: basta!
AS CLARIDADES DE FORA E DE DENTRO
Já que a claridade conversa bem com a minha história, escolhi estas “palavrinhas” para lhe fazer um afago. Qualquer adulto, do campo ou do asfalto, saberá dizer o que é claridade.
Durante os meus primeiros doze anos, meus olhos foram iluminados por diversas claridades: o sol, a lua, o candeeiro, o fogão a lenha, as queimadas… Apesar de tanta luz, faltava-me aquela claridade capaz de ensinar meus olhos a decifrar o mundo. É que a luz que ilumina os olhos não é a mesma que os ensina a compreender aquilo que ela mostra.
Para suprir essa deficiência, parti em busca de uma escola, não para que derramasse mais luz sobre mim, mas para que preparasse meus olhos para a leitura de tudo o que o mundo revelava. Entrei então no ambiente escolar sob a luz alheia, isto é, emprestada; saí carregando esse mesmo clarão dentro de mim. A bem dizer, deixei de ser iluminado apenas por fora para me tornar luz própria. A claridade que antes existia apenas do lado de fora passou a existir também do lado de dentro.
Afinal, há saberes que a natureza oferece sem professores, enquanto outros precisam ser aprendidos. A criança começa a mamar; as abelhas, a fazer mel. Nenhuma delas precisou frequentar uma escola para aprender aquilo que a natureza lhes ensinou. Mas há conhecimentos que não nascem conosco e precisam de alguém que nos ajude a enxergá-los e decifrá-los. Por isso, não basta derramar luz sobre as pessoas; é preciso prepará-las para enxergar e decifrar o que a luz põe diante delas.

No fim desta semana vamos votar. Espero que não falte muita gente, porque é necessário não deixar os outros decidirem pela gente, se temos vontade mesmo de mudar o país, de garantir futuro, de garantir empreendimento, crescimento, emprego e outras condições de segurança jurídica. E que a gente possa voltar a confiar na Justiça.
Que a gente possa ter um Poder Legislativo com força, que possa ter uma presidência que desestimule a corrupção, desestimule a mentira. Então, temos que votar — dos 16 anos até os 130, vamos votar —, porque o voto de cada um é importante. Está um desânimo grande na campanha de Lula. Muita gente já tá apostando — eu não acredito que possa ter resultado já no primeiro turno —, mas muita gente que conhece o Nordeste me diz que Flávio já vai sair do primeiro turno na frente.
E aí é um segundo turno mais ou menos favorável a Flávio, porque o Zema, por exemplo, declarou voto em Flávio já no primeiro turno, liberou o Novo para fazer isso. Caiado não. Caiado ainda deu palpite lá nessa história de Nossa Senhora Aparecida. Ele vai acabar perdendo o voto, porque essa história de Nossa Senhora Aparecida é uma absoluta mentira.
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Inventaram mentira e Dino mantém a mentira
Ainda que fosse, mas não é. Flávio nem estava no Congresso em 2007, estava no Rio de Janeiro, ou na Câmara de Vereadores ou na Assembleia Local. Não tem nada a ver com isso, com essa proposta. É uma proposta que não ia adiantar nada, porque quem declarou que Nossa Senhora da Conceição Aparecida é padroeira do Brasil foi um decreto do Papa Pio XI em 1930. Então não tem lei brasileira que consiga derrubar decreto do Papa. Inventaram uma mentira sem fundo histórico, sem saber de que estão falando.
E o pior é que, derrubada a mentira pelo Tribunal Eleitoral, o ministro Dino no Supremo derruba a derrubada. Como disse o editorial do Estadão, o ministro Dino está trabalhando na campanha de Lula. Ele ainda continua subordinado a Lula como um ministro da Justiça, como estava quando era ministro da Justiça. Aliás, ele foi votado, foi escolhido pelo Maranhão para ser subordinado aos eleitores maranhenses. Desrespeitou tudo isso. Meu Deus, como é que uma democracia vai funcionar desse jeito? Não funciona.
Bom, mas essa história das bets não me sai da cabeça. Como é que a aposta eletrônica é proibida porque faz mal pras famílias, e as apostas, as 12 loterias da Caixa Econômica Federal não são proibidas? Nem precisa de medida provisória para proibir: basta dar ordem. Para com isso, isso faz mal para as famílias. Como é que continua Quina, Lotofácil, Instantânea, Dupla Sena, LLotomania, Super Sete, Mega-Sena, Timemania, Loteca, Federal?
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Lula e o PT desrespeitam as religiões
Meu Deus, que mentira é essa? Que hipocrisia é essa? Umas ficam proibidas, as outras não ficam. Vai ser tiro no pé, assim como essa ridícula blasfêmia de envolver Nossa Senhora Aparecida na campanha eleitoral, depois de Lula dizer que o vermelho da bandeira do PT é o sangue de Cristo. As religiões exigem respeito e a lei manda que se respeitem as religiões. Está na Constituição, tá lá no Artigo 5º. E Lula jurou cumprir a Constituição, só que ele não deve ter lido, ele não sabe o que está fazendo.
E está como o pessoal da campanha imagina: a campanha de Lula tá desanimada. Até no Nordeste há esse desânimo da campanha de Lula. Eu queria comentar aqui — falei em Nordeste —, mais um ônibus tava indo de Fortaleza para Palmas, se não me engano, e capotou. O ônibus está intacto, tanto que foi descapotado e tá intacto ele. Eu até acho que ele poderia sair andando. Sete mortos lá dentro ou lá fora. Treze feridos.
Obviamente são pessoas que estavam sem cinto. Eu vou insistir aqui: não usar cinto em ônibus é o mesmo que não usar cinto em carro. É a mesma coisa, é a mesma lei da inércia. O sujeito usa cinto para não ficar se batendo de um lado para o outro, não sair pela janela, não ser esmagado pelo ônibus que rola. Pensem nisso.