A PALAVRA DO EDITOR

Na primeira década deste século, milhões de brasileiros conheciam os 11 titulares da seleção brasileira de futebol. E eram pouquíssimos os que conseguiam dizer os nomes dos 11 juízes do Supremo Tribunal Federal.

Neste começo de 2022, os que sabem de cor a escalação do timão da toga talvez sejam mais numerosos que os capazes de identificar os titulares do time de Tite.

O problema é que a seleção era popular pela qualidade dos craques. O STF está cada vez mais famoso pelas derrapadas dos seus integrantes.

A anulação das condenações impostas ao único presidente da República que virou presidiário, por exemplo, tornou mais conhecido o ministro Edson Fachin. Pior para ele.

Uma pesquisa do Instituto Paraná divulgada nesta quarta-feira informa que a decisão foi reprovada pela maioria dos brasileiros de todas camadas sócio-econômicas e todas as faixas etárias.

Se dependesse do povo, a anulação seria anulada.

Reside aí a principal diferença entre o STF e a corte suprema dos Estados Unidos. Lá, decisões do tribunal acabam com qualquer confusão.

Aqui, a confusão começa quando algum ministro anuncia uma decisão.

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