O SER HUMANO E A SUA DECREPITUDE

A evolução teorizada por Charles Darwin não está dando certo

Durante muitos anos, os livros e as escolas ensinaram que, “segundo Charles Darwin, a espécie humana nada mais seria que uma espécie em evolução.” Ainda hoje, afirma-se que o homem (espécie) teve como ancestrais, milhares de anos-luz atrás, o macaco.

Hoje, percebe-se que, se isso tem algum fundo de verdade, a evolução está numa “cadeia circular”, haja vista que o homem (espécie) no dia a dia, vem demonstrando que está “involuindo” e, célere, está se transformando em animal. Está voltando a ser o que um dia pode ter sido.

Isso por que, os fatos do dia a dia, nos levam a imaginar isso. As ações de violência praticadas pelo homem, não nos asseguram que, um dia, ele foi animal e continua evoluindo. Cada dia o homem é mais animal. Suas atitudes nada têm com atitudes de um ser humano.

Nem mesmo a “tecnologia” confirma a evolução humana

Mas, Darwin sempre afirmou nas suas teorias que, embora não possuísse elementos comprobatórios, nunca teve dúvidas que a espécie humana descende do macaco.

E aí vem à mente aqueles momentos cômicos da Escolinha do Professor Raimundo, programa veiculado pela TV Globo sob o comando de Chico Anysio, onde o personagem Pedro Pedreira, interpretado por Francisco Milani, com certeza afirmaria: “há controvérsias”!

E o próprio Pedro Pedreira perguntaria: “há algum registro de um macaco que tenha entrado numa jaula, depois de passar meses comendo bananas e macacas, tenha fugido da gaiola, depois de se transformar num homem”?

Ora, se não tem, “não me venha com chorumelas”!

Desconcertado, o “Professor Raimundo” não terá outra alternativa, diante dos fatos que a mídia mostra todos os dias, a não ser concordar com Pedro Pedreira.

Pedro Pedreira – “não me venha com chorumelas”

E o que contradiz tudo isso, factualmente?

Ora, na semana que passou, a televisão mostrou em seguidos dias, as ações de “seres humanos” que ainda vivem em dúvidas se descendem do macaco ou não, travestidos de policiais, agentes oficiais do Estado, com atitudes nada humanas, agredindo com chutes violentos, “um macaco” que estava caído no chão e indefeso.

É, a vítima caída no chão e continuamente agredida, só podia ser um macaco, com raiva, tamanha era a violência com que o “agente do Estado” desferia violentos chutes, e transmitia, naquele instante, a contradição à teoria de Charles Darwin.

Pergunta-se: o que é que um “humano” como aquele tem dentro da cabeça? O que o leva a fazer aquilo com um semelhante?

Noutra imagem, um outro “ser humano” desfere cassetetadas em quem por ele passa, enquanto ri, descaradamente.

Imaginemos qual pode ser a reação “daquele pedaço de não se sabe o que”, quando olhar noutra oportunidade aquelas imagens.

Seria o caso de voltarmos à Escolinha do Professor Raimundo, agora para relembrar outro personagem: Sandoval Quaresma, conhecedor de tudo, que sabia tudo, que respondia tudo, até que, na última resposta “faiava”, e concluía:

– “Mas eu estava indo tão bem”!

Sandoval Quaresma estava indo muito bem – mas “faiou”

6 pensou em “O SER HUMANO E A SUA DECREPITUDE

  1. Meu caro Ramos, a gente tem visto tanta barbárie que eu fico em dúvida se estamos usando a nossa racionalidade, mesmo que seja os 10% da cabeça animal que Raul Seixas cantava. Como diz Roberto, “eu queria ser civilizado como os animais”

    • Maurício, tudo que a espécie humana tem feito, em prol de si próprio, é feito pela metade ou tem defeito. Na prática, a gente vem ou vai aos lugares, e diz que tudo é uma questão de educação. Arre égua!

  2. Prezado Ramos, entendo a sua desilusão quanto à espécie humana e também tenho alguma dificuldade em aceitar a teoria de Darwin sobre a nossa evolução.

    Haviam os seres distintos de outras espécies, a que se chamou de homo sapiens. Eram capazes de viver em grupo e para caçar, usaram armas. Para preservar a comida, usaram do fogo para cozinhar a carne.

    Porém, do quarto para o quinto elemento do quadro da evolução; aprenderam a plantar, usar a linguagem, fazer casas, cidades, usar números, escrita e; principalmente, olhar para o céu em busca de Deus.

    É aí, meu caro Ramos, que Darwin falhou, na teoria da evolução da nossa espécie.

    Ele matou Deus. Porém, sem aceitarmos a presença de um Deus, não há como teorizar o pulo da quarta para a quinta etapa da evolução humana.

    Deus foi tão bom, que deu ao homem a liberdade para criar para o bem e para o mal.

    Deu um Da Vinci, um Mozart, um Pasteur, um Darwin; como também deu um Hitler, um Stalin e um Lizinácio.

    A vida é assim. Temos o bom e o ruim. Devemos nos posicionar para que o lado bom prevaleça.

    • João: concordo contigo na maioria das coisas que colocastes. Agora, durante meus muitos anos de vida, aprendi com os bons, que, “a fruta podre no cesto onde estão as boas, vai acabar estragando tudo.” Precisam ser extirpadas, com radicalismo ou não. O “perdão” é algo totalmente diferente da conivência.

  3. Eu acredito que Darwin estava certo. Mas é preciso notar que o termo “evolução” neste contexto não significa “melhor” segundo uma escala de valores arbitrária. Significa apenas a constante mudança em busca da sobrevivência, e o predomínio do mais apto.

    A escala de valores humana foi forjada a partir da necessidade de sobrevivência. Por isso valorizamos (ou valorizávamos) a inteligência, a integridade, a capacidade de trabalhar, de criar e de resolver problemas.

    Em um mundo onde a tecnologia garantiu a fartura, estes valores estão se tornando obsoletos, porque desnecessários. O predomínio do mais apto, na sociedade moderna, significa aquele mais capaz de se apropriar dos excedentes de fartura, mesmo que às custas dos outros. Os humanos, hoje, são como parasitas que não se dão conta que sua ganância acabará por matar seu hospedeiro.

    • Marcelo, pode ser, sim. A partir de algum momento, teorizando ou não, entrou um “aplicativo” (coisa do mundo atual) rotulado de CAPITALISMO, reforçando e ao mesmo tempo aniquilando o que você escreveu na terceira linha do terceiro parágrafo, “apropriar dos excedentes de fatura” – e eu acrescentaria, ou da “carência” sob qualquer meio e entendimento. E isso acaba levando à prática do mal, até mesmo como você escreveu, às vezes contra si próprio.

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