O PRÊMIO

O Futebol, esporte de origem popular, antigamente reunia em seus times jogadores muito pobres e sem estudo. Isso contribuía para a ocorrência de situações constrangedoras e, ao mesmo tempo, hilárias, durante alguma entrevista.

No Rio Grande do Norte, ao término de uma partida importante de Futebol, os times costumavam dar um prêmio ao melhor jogador em campo, escolhido por uma comissão especial de desportistas. Era uma forma de estimular cada vez mais, o desempenho dos jogadores.

Na década de 1960, o melhor jogador de uma partida de futebol, em Natal, era premiado com um rádio da marca MotoRádio, uma das melhores da época.

A MotoRádio foi uma empresa paulista, fundada em 1942, pelo imigrante japonês Hiroshi Urushima, em São Paulo.

Certa vez, o Palmeiras de São Paulo veio jogar em Natal, contra o ABC Futebol Clube. Após o término da partida, com um empate de 1X1, o jogador Niltão, do time do ABC, foi escolhido o melhor jogador em campo e recebeu como prêmio, doado pela loja “A Sertaneja”, um MotoRádio.

Entrevistado por um comentarista esportivo da Rádio Cabugi, ao responder se estava feliz com o prêmio recebido, Niltão falou:

– O prêmio, pra mim, foi G.G.

O comentarista esportivo retrucou:

– Não entendi. G. G.???

– Sim. JOINHA, JOINHA!!! E se eu fui escolhido o melhor jogador em campo, foi por merecimento de verdade. Também, corri feito um doido e me esforcei muito pra empatar o jogo. Mereci ganhar o prêmio e estou muito satisfeito.

Como não sei dirigir, vou vender a moto. Mas, o rádio, eu vou dar à minha Mãe. A “véia” adora escutar novela de rádio na casa da vizinha e quero dar a ela esse luxo. Ela agora vai escutar novela no rádio dela.

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  1. G. G. a sua crônica.
    E por falar em futebol, no tempo em que não existia o Campeonato Brasileiro de Futebol, um time de Natal foi jogar no Rio de Janeiro – um feito extraordinário para a época.
    Integrava a equipe do nosso estado um jogador de nome Bagadão – um excelente jogador. Ao ser entrevistado por um cronista esportivo carioca acerca da disputa, aconteceu esta pérola de resposta:
    – E aí, Bagadão! Como está o sistema nervosa para a partida de hoje?
    – Eu não tenho sistema nervoso – fecham-se as cortinas.

    • Obrigada pelo comentário, também G,G,, prezado José Narcélio! Essa “tirada” do jogador Bagadão responder ao comentarista carioca, que não tinha sistema nervoso, realmente, foi cômica….kkkk

  2. Certa vez o Atlético Paranaense foi jogar em Belém do Pará. Na entrevista para a rádio, o repórter perguntou ao jogador se era a primeira vez que visitava a cidade. A resposta:
    “Sim, primeira vez que venho a Belém. Achei muito bonita, e é muito emocionante estar na cidade onde nasceu Jesus…”

  3. Violante,

    Parabéns pela excepcional crônica sobre situações hilárias no futebol. Transcrevo, abaixo, uma famosa história do ex-ponta Dedeu, do Náutico contada por Milton Neves na Revista Placar.

    Entra ano e sai ano e o futebol está sempre produzindo situações e fatos inusitados, hilários. Quem não se lembra do Dedeu, “célebre? ponta-direita do Náutico nos anos 70? Ele foi companheiro de Jorge Mendonça e Vasconcelos, logo vendidos para o Palmeiras. . Pois, em 1974, naquela noite de sexta-feira, véspera de um explosivo Náutico x Santa Cruz nos Aflitos, Dedeu chegou de táxi na porta do hotel em que se concentrava seu time. Concluída a corrida, o motorista leu o taxímetro e tascou “30 reais, Ok, Dedeu, meu ídolo?? Dedeu enfiou a mão no bolso e contou nota por nota: “tá aqui, 20, vintão, 20 reais?. O motorista não aceitou, já meio bravo: “É 30, nem um centavo a menos, é 30 e eu sou Santa Cruz ainda por cima?. Dedeu então pensou, pensou, pensou e encontrou a saída: “Ó, então é o seguinte, dá uma ré uns 10 quarteirões aí para trás que eu desço lá, venho a pé e você só cobra até aquele lugar quando era só 20 a corrida?. Dedeu hoje é economista.

    Saudações fraternas,

    Aristeu

    • Obrigada pelo generoso comentário, prezado Aristeu Bezerra! Esse caso do jogador Dedeu foi ótimo…Com pouco dinheiro para pagar a corrida, e já na porta do hotel em que se concentrava seu time, ele pedir para o taxista dar ré, foi hilário!!!kkkkkkk

      Um abraço e um feliz fim de semana!

      Violante Pimentel

  4. Pegando uma carona em Aristeu Bezerra, há quem diga que, esse mesmo jogador do Náutico, DEDEU, ao término de uma partida o repórter de campo dirigiu-se ao analfa Dedeu e perguntou o que ele achou do jogo? RESPONDEU: acabei de encontrar um “TRANCILIN” que estava escondido no gramado…

    • Ia falar do grande Dedeu. Tem duas boas:
      1) o repórter perguntou: Dedeu como foi aquele lance do gol? Resposta: eu fiz que ia e não fui e terminei fondo;
      2) o náutico vem de Campinas, após um jogo contra o Guarani. O avião entra numa zona de turbulência e Dedeu diz “Esse Araújo está foda hoje” outro jogador ao lado pergunta “que Araújo?” “O piloto” ‘ “como tu sabe que o nome do cara é Araújo?” “Porra, Beliato! No mar não é marujo? No ar é Araújo!”

      Verdade ou não, muitas histórias dessas se encaixam nessa pessoas folclóricas. Tinha um cara que jogava de centro avante no Sport Club Tabira e veio tentar a sorte no Ferroviário aqui de Recife. No passado este time disputava o campeonato pernambucano. Então, na estreia dele os repórteres correram para entrevistá-lo e um deles perguntou se eles estava feliz. Estendeu o microfone para suas palavras, mas ele acenou a cabeça afirmativamente.

      • Obrigada pela presença, prezado Maurício Assuero!
        Essas três tiradas do jogador Dedeu são impagáveis.
        A resposta “Eu fiz que ia e não fui e terminei fondo”…para explicar um lance de um gol, foi cômica……

        Referir-se, ao piloto de um avião, que caiu numa zona de turbulência, como : “Esse Araújo…”. e ainda justificar sua dedução do nome (se estivesse no mar, o piloto seria chamado de Marujo), foi muita criatividade..kkk.
        Por fim, responder à pergunta de um repórter, se estava feliz num determinado time, apena balançando a cabeça em sinal afirmativo em frente ao microfone, foi demais!!!kkkk

        Um abraço!

  5. Obrigada pela presença, prezado Altamir Pinheiro! O jogador Dedeu se perdeu na resposta, por não ter entendido a pergunta. Coitado!!! rsrs

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