6 pensou em “O PREÇO DO ARROZ

  1. Pergunto: se há 5 anos atrás tínhamos em estoque 30 dias e para o ano que vem teremos só alguns dias, de quem é a culpa? De quem teve 2 anos para avaliar a situação e não fez nada.

    Aí vem o auxílio emergencial e o pobre troca a farinha no almoço pelo arroz e feijão. De quem é a culpa? De quem não avaliou direito o que aconteceria no pós auxílio. De quem achava que o pobre iria comprar calças jeans em vez de dar de comer à sua família.

    O problema do abastecimento é planejamento, antecipar-se aos problemas que se presume que virão. Por mais que me deixe com engulhos, não posso culkpar os PTistas por esta situação.

    Como está no evangelho de Marcos “não queira tirar o cisco dos olhos dos outros sem tirar antes a trave que está nos seus olhos”.

    Repetindo, 2 anos sem pensar possíveis faltas de produto? Numa empresa privada haveria demissões.

    E o produtor quer exportar porque o dólar está alto. Isso acontece com o álcool, o açúcar, a proteina animal, etc….

    • Francisco, v. parece que não viu o vídeo. Ou viu e não teve a capacidade para compreender o que está ocorrendo.

      Na área agrícola 2 anos não é nada. Não se muda um modal agrícola em tão pouco tempo.

      Da safra recorde de 257 milhões de toneladas de grãos em 2019/2020 88% se referem a soja e milho, cerca de 120 milhões cada.

      O PT acabou com os arrozeiros de Roraima na área fronteiriça de Raposa Serra do Sol em 2008 com ajuda do STF, Globo, globalistas, ecochatos. O preço está sendo cobrado agora, pois aquele arroz abasteceria o país na entre safra.

      Caro Francisco, tem hora que eu até acho que v. tem jeito, mas aí v. vem com estas idiotices. Acorda rapaz.

    • Grande Berto, eu sou um cara que acredita na Humanidade.

      Tirando o Goiano e sua doença com o Lula (caso mais que perdido), o resto eu ainda tenho um fio de esperança.

      Abraço

  2. Achei bem pouco esclarecedor. Primeiro ela faz um monte de perguntas “você tem idéia disso? você tem idéia daquilo? você tem idéia da quantidade daquele outro?”

    Não, eu não tenho idéia e continuo não tendo, porque ela não disse.

    Aí vieram uns números que ela mesmo diz que são duvidosos. Os números mostraram que nos últimos quatro anos o consumo foi menor que a produção, mas os estoques diminuíram, o que não faz sentido. Teria que mostrar também os números de exportação e importação, senão não dá para concluir nada.

    Me parece a velha estratégia de manipular, ou seja, apresentar uma conclusão forjada mas fingindo que está sendo imparcial e “mostrando dados”.

    E o raciocínio depois é mais interessante ainda:

    “chegou o momento da indústria e do varejo reduzirem suas margens de lucro”

    “é possível, basta querer”

    “chegou o momento de torcer, ou até mesmo fazer uma promessinha básica”

    “chegou a hora de entender que produção de alimento tem que dar lucro para o produtor”

    Me parece bastante tolo e incoerente. Ou, se que quem paga o salário da moça são os produtores de arroz, bastante coerente.

  3. Assim como Francisco e Marcelo, achei as explicações do vídeo inconvincentes e pouco coerentes, os dados não condizem com as conclusões e muitos componentes do fenômeno analisado deixam de participar das análises, como, por exemplo, a possível migração de produtores de arroz para outras culturas, como a soja, para aproveitar tendências do mercados, facilidades de cultura e outros (em 2013, por exemplo, já ocorria o fenômeno de produtores de arroz gaúchos migrarem para a soja, fado o bum desse mercado).
    Além de outras questões que o Bertoluci levantou, também estranhei que ao mesmo tempo que a principal causa apontada pela apresentadora para a crise do arroz tenha sido ações governamentais “dos governos socialistas” que levaram à falência de produtores pela contenção do preço do produto, ela propõe solução mágica pela redução da margem de lucro da indústria e do varejo (!) e pela compreensão de que “a produção de alimento tem que dar lucro para o produtor”.
    Enfim, esperamos que a questão da súbita elevação astronômica de certos preços possa ser melhor explicada – há outros produtos nessa alta, como os óleos vegetais.
    Em tempo 1: Segundo o noticiário, os próprios produtores atribuem a alta do preço do arroz à união de vários fatores, dentre eles o aumento do consumo determinado pela pandemia, aumento das exportações, problemas climáticos e, também, sim, o baixo preço interno, estimulando a migração para culturas mais rentáveis.
    Em tempo 2: Representantes de produtores de arroz gaúchos dizem: “Como consequência da rentabilidade em queda e de problemas climáticos, o endividamento dos rizicultores cresceu e o interesse pelo plantio caiu. “A área plantada reduziu-se de 1,17 milhão para 930 mil hectares em cinco anos no estado, e foi substituída por soja e pecuária”.
    Em tempo 3: Marcelo Bertoluci acaba de ser incluído no Clube dos Doidos do qual já participamos Francisco e eu, por não compreendermos explicações tão claras e profundas quanto as apresentadas no vídeo do Youtube de um certo Uilsom Ladeia, cujo o qual, por sinal, desativou a possibilidade de comentários lá onde ele está assentado.

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