De longe avistei um índio
Que vinha em sua canoa
Mas não estava sozinho
E não navegava à toa
Não vinha da pescaria
Mas o semblante dizia
Que a companhia era boa
Clique aqui para ver a postagem de Dalinha
De longe avistei um índio
Que vinha em sua canoa
Mas não estava sozinho
E não navegava à toa
Não vinha da pescaria
Mas o semblante dizia
Que a companhia era boa
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Laudeir não deixa nem um colunista sem participar de suas publicações ! Kkkkk os bastidores do JBF está em polvorosa!
Recolham suas fotos.
O cara é mestre em feiquinius.
Por enquanto, tudo bem, mas, todo cuidado é pouco.
Pois é Marcelo, é uma ótima forma de movimentar o espaço. Gostei!
Laudeir, você é genial!
Fazer a Dalinha subir na piroga, só você mesmo.
Será que ela também pegou no jacumã?
Não sei se ela ajudou a remar, mas que vai fazer muitos versos com esse cabra e essa barca, ah, vai.
*
Não só subi na piroga,
mas peguei no jacumã.
O dia estava bonito,
Aproveitei a manhã.
E do jeito que almejei,
Bem feliz escancarei,
Meu sorriso de cunhã.
*
Não só subi na piroga,
mas peguei no jacumã.
O dia estava bonito,
Aproveitei a manhã.
E do jeito que almejei,
Bem feliz escancarei,
Meu sorriso de cunhã.
Não dá pra ver. Essa piroga dele tem a proa muito alta.
Mas o cacique não parece estar com pressa.
*
E se ele não tinha pressa
A pressa eu também não tinha.
Pra curtir a natureza,
A minha calma eu mantinha.
Era ele o timoneiro,
Nesse dia alvissareiro,
Do passeio de Dalinha
Acho que essa piroga vai fazer muito banzeiro.
🎼🎵Hamm… hamm… ham…
Revira os olhos
No momento mais gostoso
E o balanço do caboco
Vai ficando remançoso
É o momento do banzeiro
No prazer se derramar.🎵🎶🎼
(Banzeiro – Raízes Caboclas)
*
No balanço da canoa
Só chacoalho com meu bem
Não é canoa furada
Eu conheço muito bem
Quando chacoalho com ele
Os anjos dizem amém.
No Balanço da Canoa
Que é no balanço da canoa que to peneirando
É no balanço da canoa que eu vou peneirar
É no balanço da canoa que to peneirando
É no balanço da canoa que eu vou peneirar
Que eu quero ver quem vem, eu quero ver chegar
Quero ver quem brinca no meu arraiá
Que eu quero ver quem vem, eu quero ver chegar
Quem vai levantar poeira no meu arraiá
Maria vai atravessar o rio
Pega na mão de Zé, pra não escorregar
Maria vai atravessar o rio
Pega na mão de Zé, pra não escorregar
……
Rosângela Macedo e Marcelo Yuka
Maga Bo
*
Poeta vou lhe dizer
A cena ficou bonita.
Estava numa filmagem,
E para minha desdita,
Uma cobra apareceu
Mas o índio intercedeu
E salvou-me da maldita.
*
Parabéns, Laudeir, setilha bem estruturada,
Com um ritmo gostoso. A montagem da foto ficou muito bonita.
Me senti homenageada pelo poeta.
Meu abraço e obrigada.
Na verdade, eu é que fui agraciado, no dia em que o Papa Berto me puxou pra essa Comunidade de artistas e eu continuo aqui, enganando todo mundo. Nunca vi tanto talento e simpatia juntos. E eu no meio, bronco como um lenhador, catando umas flores pra fazer jus à oportunidade.
Obrigado gente boa.
Obrigado, Dalinha!
Os comentários vão surgindo
E a colunista vai esgrimindo todos eles
Em palavras e versos que escorrendo
Fazem movimentar por hora a bela piroga
Kkkkkk tentei
Esse pessoal é doido. No bom sentido.
Eles pensam tudo rimando
Uma métrica perfeita que sai naturalmente e transformam o discurso em poesia, causo, resenha, música, cordel.
Já que é pra viver, que seja com arte e prazer. Tá certo.
E para os iniciantes. Tentar é importante.
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