GUILHERME FIUZA

Os norte-americanos da Califórnia não vão poder cantar na ceia de Natal, por causa da covid. Isso não é uma piada de mau gosto. É uma decisão do tiranete local – para variar, um “democrata”. Se esses fascistas saíssem de uma vez dos seus armários e assumissem toda a sua gana ditatorial, rasgando a fantasia progressista e humanitária, o mundo se tornaria instantaneamente um lugar melhor – porque muito menos trouxas cairiam no truque.

Mas eles não farão isso, pela simples razão de que a dissimulação, para eles, é tudo. Como seria para essas múmias envernizadas de Hollywood apoiar abertamente ditadores assumidos? Não funciona, né? Como é que o Borat ia fazer gracinha contra o fascismo imaginário sendo um apoiador do fascismo real? Não tem como. A realidade é uma entidade proibida para esses samaritanos de butique. O fingimento é o seu seguro de vida, a sua pedra filosofal.

Os californianos serão vigiados no Natal e no Dia de Ação de Graças também em relação ao número máximo de pessoas em casa. E ao tempo máximo de permanência juntos – duas horas. Se você não desistiu de vez do bom senso e da razão já entendeu que isso não tem nada a ver com pandemia. Onde estão os laudos? Quem atestou cientificamente que em até duas horas o contágio não se dará – e depois disso será inevitável? Quem é o engenheiro dessas medidas impressionantes? Borat?

Ou você fundamenta rigorosamente na ciência medidas extremas como essas, ou você assume a sua tirania. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, não se assume como ditador porque é um fraco. Assim como Emmanuel Macron com seu toque de recolher na França e diversos outros governantes ao redor do mundo: precisam de uma falsa ética para dominar de forma despótica. Quem vai mostrar que esses reis estão nus?

Já passou da hora. Não é possível continuar levando a sério tiranetes com maquiagem politicamente correta, como o prefeito de São Paulo. Um transformismo nesse nível chega a ser uma ofensa aos transformistas. Por que não partem para cima da população de cara lavada e chicote na mão? Porque são covardes. Precisam do disfarce amigável. Se fosse vivo, Mario Covas já teria posto o netinho de castigo – sem os brinquedos caros que ele adora, como a coleção de caixões e a máquina de soldar comércio.

O novo brinquedo de Bruno Covas é sinal de trânsito com símbolo panfletário. Não tendo mais nada para fazer e nenhum coleguinha para brincar, o neto pirracento de Mario Covas resolveu trocar a luz de “pare/siga” por um punho cerrado. Ele viu o Super-Homem voando e teve vontade de ser herói também, como é normal em toda criança. Aquele punho cerrado é a figurinha do Black Lives Matter – um bando de almas penadas que finge se importar com “vidas negras” para sair quebrando tudo. Deve ser falta de videogame.

Como seria a maior cidade do país atravessando a pandemia na mão de um Boulos? Não precisa imaginar, você já viu. Bruno Covas é um Boulos com caneta na mão. Têm os mesmos amiguinhos, os mesmos brinquedos, a mesma fantasia revolucionária de todo burguês mimado (os antifas da Vila Madalena) e a mesma vontade de mandar nos outros sem contraditório. Uma criança assim é capaz de trancar uma cidade para brincar de herói – e, se você perguntar onde estão as instruções do brinquedo, ainda te joga na cara um panfleto do Butantã.

Não tem problema. Você pode travar automóveis aglomerando transporte público em nome do “fica em casa” que o panfleto “científico” do Butantã atesta que assim você salvou milhares de vidas. Jogo de tabuleiro é bom porque quem governa é a imaginação. Aí vem o padrinho do garoto com uma seringa na mão dizendo que vai espetar todo mundo – para o bem de todos. Sem instrução, sem garantias, sem comprovação de eficácia, sem demonstração da necessidade universal. Se alguém tiver dúvidas sobre a taxa de letalidade, é só consultar a coleção de caixões do Bruninho.

E aí está você, refém desse videogame macabro de Dorias esganados, Boulos atucanados, Gavins maníacos, Macrons napoleônicos de hospício e grande elenco de devotos enrustidos da moderna ditadura chinesa. Se você esperar mais um pouco para abrir a porta do cativeiro pode descobrir que ela foi soldada pelos reis da empatia.

2 pensou em “O NATAL CENSURADO DE BORAT

  1. Graças a Deus, ainda temos mentes lúcidas e geniais como Guilherme Fuiza pra nos dar um bote salva-vidas nesses mares de noticias intoxicadas por essa mídia canhota nojenta. Mídia da Sakanagem na moto. Ual. Festejam “O Bedê ganhou. O Brasil perdeu.” Quanto Curinga.

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