O MONSTRO – Bocage

Esse disforme e rígido porraz
Do semblante me faz perder a cor:
E assombrado d´espanto, e de terror,
Dar mais de cinco passos para trás:

A espada do membrudo Ferrabrás
Decerto não metia mais horror:
Esse membro é capaz até de por
A amotinada Europa toda em paz.

Creio que nas fodais recreações
Não te hão de a rija máquina sofrer
Os mais corridos, sórdidos cações:

De Vênus não desfrutas o prazer;
Que esse monstro, que alojas nos calções,
E porra de mostrar, não de foder.

Manuel Maria Barbosa du Bocage, Setubal, Portugal (1765-1805)

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