Vê minha boa, minha doce amiga,
como pelo prazer de um só momento
o Destino implacável nos castiga
com longos dias de arrependimento!
Sem a luz de teus olhos, volto à antiga
solidão dum crepúsculo nevoento,
escutando a monótona cantiga
que a Saudade me traz na voz do vento.
É sempre assim o Amor quando nos deixa:
– primeiro a funda mágoa, o desconforto…
Ainda um soluço… ainda uma rara queixa,
e eis que voltamos a serenidade,
e sobre as ruínas do passado
morto despetalamos a última saudade…
Colaboração de Pedro Malta
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