RODRIGO CONSTANTINO

Uma multidão tomou as ruas do Brasil neste 7 de setembro, tornando o aniversário de nossa independência num ato cívico e patriótico maravilhoso. Famílias inteiras, muitas crianças, todos de verde e amarelo pedindo respeito à Constituição e liberdade, cantando o hino nacional. Foi emocionante acompanhar, ainda que de longe.

Não obstante, a ala militante da imprensa insistiu em suas narrativas sem qualquer elo com a realidade. São todos golpistas, fascistas, num ato antidemocrático. Decidiram antes nas redações que a manifestação ao lado do presidente seria assim, enquanto a outra, da oposição vermelha, seria a democrática. E não há fato capaz de mudar tal narrativa.

Falaram em bolsonaristas armados e perigosos, e vimos uma enorme manifestação pacífica e ordeira, como costuma acontecer do lado patriota. A polícia conseguiu impedir uma meia dúzia de vândalos, mas do outro lado. Soco inglês, símbolo da anarquia e coquetel Molotov foram apreendidos com manifestantes da oposição. Silêncio da mídia.

Acompanhar o ato por uma dessas emissoras foi um ato de coragem e resistência, mas são os ossos do ofício. A GloboNews chegou a dizer que tinha muita gente passeando pela Av. Paulista num dia bonito de feriado. Poxa, queriam só dar uma volta e acabaram enchendo os atos “antidemocráticos”, que coisa! O “especialista” disse que a manifestação era uma espécie de apoteose do cercadinho do presidente. Cercadinho enorme esse, hein?!

Miriam Leitão disse que os bolsonaristas escolheram Alexandre de Moraes como inimigo pois ele vai presidir o TSE ano que vem, ou seja, pura estratégia golpista para o caso de derrota nas urnas. Nada a ver com as decisões abusivas dele, imagina! Nenhuma palavrinha sobre prisões arbitrárias numa clara perseguição a bolsonaristas daquele que era filiado ao PSDB antes. Tudo conspiração!

Os “analistas” também focaram na aglomeração em meio à pandemia, enquanto enalteciam o outro lado, pedindo vacina, emprego e respeito à Constituição. Enquanto diziam isso, dava para ver uma das bandeiras dos manifestantes pedindo a ditadura do proletário. Ouch!

Repetiram que os manifestantes usavam faixas lembrando que supremo é o povo e pedindo a saída de ministros supremos, “o que é inconstitucional”. Fake News, claro! É absolutamente legítimo e constitucional pedir impeachment de ministro do STF! Mas essa foi a narrativa o tempo todo. Tivemos momentos bizarros como este:

Leilane: – Vamos ouvir agora um trecho da ameaça feita pelo presidente…

Bolsonaro: – Todos devem respeitar os poderes da República, ou segue a Constituição ou pede para sair!

Leilane: – Viram, uma clara ameaça!

A GloboNews também encontrou um jurista perfeito para a narrativa da emissora: alguém que inverte tudo! O homem disse que Bolsonaro respeita só a “sua” Constituição, ignorando que é justamente o ministro Xerife que inventa uma Constituição própria, usa inquérito ilegal para prisões arbitrárias, impede nomeação presidencial para a Polícia Federal, ferindo sua prerrogativa constitucional etc.

Para piorar, nossos jornalistas, usando “estimativas” dos policiais de Doria, repetiram a evidente falácia de que havia apenas 125 mil pessoas na Paulista. Eles negam o que os olhos enxergam para repetir a narrativa furada de “fiasco”, com o maior público já visto nas ruas do Brasil. Mas chamam você de negacionista…

Em Brasília teve cerca de meio milhão de manifestantes, algo sem precedentes. 125 mil pessoas tinha em UM quarteirão da Paulista! Essa comparação entre 2016 e ontem expõe o absurdo da narrativa oficial:

De vez em quando saía alguma verdade na imprensa, o que talvez possa resultar na demissão do estagiário…

“A multidão não assusta pois é do tamanho do apoio de Bolsonaro segundo as pesquisas”, repetiam os “analistas” da GloboNews. Então ficamos assim: todos os que apoiam Bolsonaro saíram às ruas, mas todos que são contra e apoiam Lula ficaram em casa?! Ou a turma esqueceu que havia um espaço para aqueles do contra se manifestarem também?

A esquerda marcou ato pro mesmo dia. Big mistake! Fica impossível não ver a diferença de público – quantidade e qualidade. Famílias inteiras de verde e amarelo defendendo a Pátria e a Constituição de um lado, e do outro uma fração dessa multidão, uma meia dúzia de gatos pingados militantes com o vermelho.

“Bolsonaro fica em sua bolha ideológica e ignora o que o povo quer”, diz a jornalista que jura falar em nome do povo em sua bolha, ignorando o povo nas ruas. Enquanto isso, a emissora enaltecia essa manifestação em BH, por “democracia, vacinas e emprego”, todos de máscara.

“Quem é esse povo que Bolsonaro representa?”, perguntou uma intragável jornalista ao lado de uma imagem de uma multidão diversa de verde e amarelo. Pergunto: quem é esse povo que esses militantes socialistas disfarçados de jornalistas acham que representam em suas bolhas midiáticas?!

A GloboNews passou a tarde toda querendo escolher a pauta certa em nome do povo, falando da economia (sendo que antes dizia que a economia poderia ficar para depois, quando somente Bolsonaro alertava para sua importância). Aí vai a multidão e grita “liberdade” durante a fala do presidente. Esses jornalistas, pelo visto, não sabem o que é isso…

Narrativa: fascistas perigosos e armados podem dar um golpe. Realidade: multidão pacífica de famílias inteiras com verde e amarelo cobrando respeito à Constituição e pedindo liberdade. Mas nada disso importa, pelo visto. Os jornalistas tinham as manchetes prontas, e não há mais qualquer compromisso com a verdade: o intuito é derrubar Bolsonaro, ponto.

Como ficam aqueles que espalharam narrativas de que haveria um golpe, que era perigoso sair às ruas pois bolsonaristas estariam armados? Haverá uma mea culpa? Um pedido de desculpas? Uma correção? Uma errata? Claro que não! Pois nossa imprensa vive de narrativas sem qualquer compromisso com os fatos. Esse exemplo mostra bem isso:

A chamada contradiz o lead da matéria. Um pequeno exemplo do que foi a militância de redação durante a cobertura dos atos. O jurista Fabricio Rebelo comentou: “O ponto positivo da total desconexão da realidade na cobertura da mídia tradicional sobre as manifestações deste 07/set foi deixar ainda mais fácil para o espectador comum perceber que ali não há pudor algum em mentir. Os olhos veem uma coisa e ela diz outra, oposta”.

O maior derrotado nas manifestações foi o jornalismo, mais do que o Xerife. Ficou evidente demais até para um cego desatento que hibernava em Marte o jogo sujo dessa imprensa militante, que declarou guerra ao governo, seja por ideologia, seja por abstinência de verba pública. Essa postura da grande imprensa acelera seu inevitável declínio rumo à irrelevância.

2 pensou em “O MAIOR DERROTADO NAS MANIFESTAÇÕES PATRIÓTICAS

  1. “O maior derrotado nas manifestações foi o jornalismo, mais do que o Xerife.”

    Eu não fui à Paulista na manifestação do impeachment de 16 de março de 2016. Mas ao olhar a foto de cima e estando no dia 07/09/21 eu posso afirmar, este último estava maior.

    Na primeira foto, feita em frente ao MASP, percebe-se uma certa distância e folga entre as pessoas. Ontem não, o aperto era total, mal dava para respirar, para se deslocar 100 metros demorava-se de 15 a 20 minutos, estando disposto a abrir caminho no meio da multidão.

    Confesso que, apesar de estar controlada a coisa, tive receio de que se houvesse um estouro qualquer, poderia haver uma tragédia, dado o número de idosos, crianças e até cadeirantes que havia ali. Podem ter certeza que Deus olhou pelo seu povo e nada, absolutamente nada fugiu ao controle.

    Estou muito feliz de ter participado desta página da história brasileira feita no dia 07 de setembro de 2021.

    Será um dia a ser lembrado, assim como foi outra manifestação que fui em 10 de abril de 1984 na Candelária – RJ, quando tive o privilégio de ouvir um Senhorzinho de mais de 80 anos dizer “todo poder emana do povo” e meio milhão de pessoas virem abaixo. O nome deste Senhor pequeno no tamanho, mas gigante no caráter e moral era Dr. Heráclito Fontoura Sobral Pinto, para mim o maior brasileiro do século 20.

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