O HOMEM NA LUA

A chegada do homem na Lua, que completará 50 anos no dia 20 de julho do corrente ano, marcou um dos ciclos da corrida espacial, disputada entre os Estados Unidos e a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

A Apolo 11 foi um voo espacial tripulado norte-americano, responsável pelo primeiro pouso na Lua.

A ficção se confundiu com a realidade. Na tarde de 16 de julho de 1969, a nave Apollo 11, que foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), levou à órbita da Lua os astronautas Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins. Quatro dias depois, Armstrong entrou para a história, como o primeiro ser humano a pisar na superfície lunar.

O comandante Neill Armstrong e o piloto Buzz Aldrin pousaram o módulo lunar Eagle em 20 de julho de 1969 às 20h17min UTC. Armstrong foi, portanto, o primeiro homem a pisar na Lua seis horas depois já no dia 21, seguido por Aldrin vinte minutos depois. Os dois passaram aproximadamente duas horas e quinze minutos fora da espaçonave e coletaram 21,5 quilogramas de material para trazer de volta à Terra. Michael Collins pilotou sozinho o módulo de comando e serviço Columbia na órbita da Lua, enquanto seus companheiros estavam na superfície. Armstrong e Aldrin passaram um total de 21 horas e meia na Lua até reencontrarem com Collins.

“Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade” – foram as palavras proferidas pelo astronauta Neil Armstrong, equanto descia do módulo aterrissado na superfície lunar, em 20 de julho de 1969. Ele tornou-se o primeiro ser humano a caminhar sobre a Lua, seguido pelo astronauta Edwin Buzz Aldrin, seu companheiro de missão. Esse momento histórico foi televisionado para o mundo todo. Cerca de um bilhão de pessoas assistiram a essa memorável cena, testemunhando o que viria a ser uma das maiores conquistas tecnológicas de todos os tempos e um marco do progresso científico. A chegada do homem ao solo lunar foi uma conquista obtida na corrida entre os Estados Unidos e a Rússia ( na época ainda União Soviética), as duas potências econômicas que disputavam, em meio à Guerra Fria, a superioridade científica, tecnológica e cultural.

Os soviéticos saíram na frente, com o lançamento do satélite espacial Sputinik, em 1957 e no mesmo ano foram os primeiros a enviar seres vivos, como a cadela Kudriavka, e, logo depois, o astronauta Yuri Gagarin, ao espaço em 1961.

Sete anos depois, os norte-americanos comemoraram o pioneirismo, ao circunavegar a Lua e, no ano seguinte, a missão Apolo 11, tripulada por Michael Collins, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, fincou a bandeira dos EUA na superfície da Lua, aos olhos estarrecidos dos telespectadores do mundo todo.

Em 1968, foi lançado o filme de ficção científica “2001: A Space Odyssey (2001: Uma Odisseia no Espaço), produzido e dirigido por Stanley Kubrick, coescrito por Kubrick e Arthur C.Clarke, baseado parcialmente no conto ” “The Sentinel” do próprio Clarke. Um romance do mesmo nome, escrito concomitantemente com o roteiro, foi publicado logo após o lançamento do filme.

O filme lida com os elementos temáticos da evolução humana, existencialismo, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre.

A trilha sonora é belíssima, resultado da associação feita por Kubrick entre o movimento de satélites e os dançarinos de valsas, o que o levou a usar a valsa Danúbio Azul, de Jonhann Strauss II, e o famoso poema sinfônico de Richardd Strauss, Also sprach Zarathustra, para mostrar a evolução filosófica do Homem, teorizado no trabalho de Friedrich Nietzsche de mesmo nome.

Esse filme assombrou o mundo, e o sucesso foi enorme.

Pois bem. Em Nova-Cruz (RN), interior nordestino, conheci um senhor. Seu Josivaldo, ferroviário aposentado, que não acreditava em notícia de rádio, jornal ou televisão.

Analfabeto de pai e mãe, para ele qualquer notícia extraordinária era pura mentira.

Josivaldo era um homem muito sério e mal humorado. Certas coisas lhe pareciam absurdas. Parecia que em sua volta tudo fedia.

Foi assim com a notícia da chegada do homem na lua.

Ele esbravejava, para todo o mundo ouvir:

– Uma notícia mentirosa dessa, quem inventou devia ser preso. É coisa de Satanás!!!

Para Seu Josivaldo, certas coisas lhe pareciam absurdas. Uma delas foi a chegada do homem na Lua. Parecia que em sua volta tudo rodava. E com essa notícia de que o homem fora à Lua, quem saíu de órbita foi Seu Josivaldo. Desorientou o juízo mesmo. E não parava de gritar:

– Essa foi a maior mentira de todos os tempos!!! Deus ia permitir uma coisa dessa? Como é que o homem furou a Lua pra entrar???

E Seu Josivaldo morreu com mais de 90 anos, sem acreditar que o homem foi à Lua. Descrente como ele, ainda existe muita gente no interior nordestino.

5 comentários em “O HOMEM NA LUA

  1. Bom relembrar, escrito por você melhor ainda minha querida amiga, Violante Pimentel. Que bom vê você voltando para o JBF.
    Um forte abraço

    Itaerço
    Imperatriz-ma

    • Essa alegria é mútua, querido poeta Itaerço Bezerra! Estava com saudade dessa nossa convivência amistosa, aqui no JBF. Obrigada pelo comentário, e um feliz carnaval! Um grande abraço!

  2. Violante,

    Gostei demais da conta da sua crônica. Após um histórico pormenorizado do homem na Lua, apresenta Seu Josivaldo, um homem descrente em notícias de rádio, jornal ou televisão. O seu conterrâneo não está sozinho na teoria de que o homem pisou na Lua. Conheço uma pessoa de nível cultural que defende a seguinte teoria: “o homem nunca pisou na Lua. A célebre imagem da nave americana pousando em nosso satélite no dia 20 de julho de 1969, o passo em câmera lenta de Neil Armstrong, a bandeira do Tio Sam fincada no solo lunar… Tudo isso foi encenado em um estúdio de TV no Estado de Nevada, nos Estados Unidos. Para ganhar contornos ainda mais espetaculares, as filmagens foram dirigidas por ninguém menos que o cineasta Stanley Kubrick.”

    Saudações fraternas,

    Aristeu

  3. Obrigada pelo gratificante comentário, prezado Aristeu! Realmente, há muita polêmica em torno da veracidade da ida do homem à Lua, Se algumas pessoas esclarecidas duvidam desse fato histórico, as pessoas mais simples, então. não acreditam mesmo!!!,Os estúdios de TV fazem milagre…rsrs
    Um abraço e um feliz carnaval!
    Violante

  4. É verdade, querida Violante Pimentel, seu Josivaldo não foge à regra a muitos matutos e homens da cidade à época do grande feito norte-americano!

    Sua crônica – O HOMEM NA LUA – está uma arraso histórico. Aprendi mais do que não sabia ao terminar de lê-la por duas vezes!

    A respeito do genial 2001: Uma Odisseia no Espaço), produzido e dirigido pelo genial Stanley Kubrick, lembrei-me de uma historinha contada pelo contabilista aposentado do Exército, Messias.

    Cabrabom e honestíssimo!

    Conta ele que na época que passou o filme ele se encontrava no quartel. Como o filme foi muito comentado boca a boca, comunicação rápida e eficiente época, uma ruma de recruta foi assisti-lo movido pela curiosidade. Hora da sessão o cinema do quartel estava cheio, entupido. À medida que o filme ia passando o cinema foi esvaziando e, quando terminou, só havia dentro do cinema 6 pessoas, ele e mais cinco!

    Segundo ele em conversa com a gente: Decididamente ninguém entendeu bulhufa da genialidade visionária do cineasta Stanley Kubrick!

    Parabéns, Grande Colunista! Um show sua crônica!

Deixe uma resposta