A PALAVRA DO EDITOR

O Presidente Bolsonaro disse que a imprensa espalha pânico com a pandemia, e ele tem um ponto. A atual pandemia é grave, já matou dezenas de milhares de pessoas, mas ela não é sem precedentes. A grande diferença talvez seja o fato de que ela ocorreu na era das redes sociais e de “homens de geleia”.

A primeira virtude, sabia Aristoteles, é a coragem. Sem ela nada virtuoso é possível. E infelizmente sabemos que os tempos atuais valorizam a vitimização, o mimimi e até mesmo a covardia. O grande “herói” é aquele que corre para se esconder, manda todos ficarem em casa e usa máscara até no banheiro sozinho. Onde foi que erramos?

Esse clima me remeteu àquela piada do “portuga”, se é que ainda podemos contar piadas. No meio da batalha, o general lusitano repara que seu adversário mandou um subalterno pegar uma camisa vermelha para ele. Perplexo, o general português pergunta ao seu subalterno o motivo, e este explica: é para esconder os ferimentos de guerra e, assim, não abalar a moral da tropa. Imediatamente o português comanda: pegue minha calça marrom!

Vivemos na era dos “homens” da calça marrom. E isso é até mais preocupante do que a própria pandemia, já que esta vai eventualmente passar, mas a postura acovardada do Ocidente não, e essa covardia será explorada por seus inimigos – externos e internos.

Os globalistas, defensores de um governo mundial que controle tudo de cima para baixo, ficaram assanhados com a pandemia, perceberam como o apreço pela liberdade anda frágil em nossa civilização amedrontada, pronta para delegar todo poder aos “especialistas” em nome da falsa sensação de segurança. Vivemos na tirania dos “especialistas”, o que é assustador. Tudo em nome da “ciência” e da preocupação com nossas vidas, claro.

Recentemente, um restaurante em São Paulo decidiu desafiar as restrições impostas pela Prefeitura ao saber que o prefeito tinha se aglomerado no Maracanã para levar seu filho à final da Libertadores. Essa semana soubemos que o pai do dono do restaurante faleceu, com covid. Foi o suficiente para que uma turba de abutres tentasse me responsabilizar por ter elogiado a decisão anterior de “desobediência civil”.

Vários estão usando a minha mensagem para alegar que, de alguma forma bizarra, eu tenho culpa pela morte. É nojento ver os isolacionistas radicais explorando a morte do pai do dono do restaurante que decidiu abrir o estabelecimento. Comemoram! Como se o Doria não tivesse pego covid, Bruno Covas e tantos outros isolacionistas. Ninguém está livre! Mais importante do que como vamos morrer é como vamos viver!

É como se o outro lado ficasse explorando cada morte após a vacina, ou então de isolacionista que mesmo assim pegou a doença e faleceu, enclausurado em sua casa se sentindo seguro. São sensacionalistas, demagogos, podres. E o pior: ignoram que a própria família afirma que o contágio se deu antes:

O filho disse numa entrevista que resolveu reabrir o restaurante justamente porque precisava trabalhar para pagar as contas. É fácil mandar todos fecharem tudo e ficar em casa quando se é funcionário público com estabilidade e salário garantido ou pode fazer “home office”, como tantos jornalistas. Mas é insensibilidade ignorar a realidade fora da bolha.

O governador do Texas decidiu abrir tudo no estado. Ele alertou que o vírus “não desapareceu de repente” e que a pandemia “ainda existe no Texas”, mas as “hospitalizações reduzidas e as práticas seguras aplicadas pelos texanos fazem com que os mandatos não sejam mais necessários”. O Texas sempre teve uma tradição de liberdade. O presidente Joe Biden acredita que a medida foi “um grande erro”.

O caso do Texas vai servir para expor os “pandeminions”, os “coronalovers”. Qualquer pessoa minimamente decente deve estar torcendo para que tudo dê certo no Texas aberto. Mas esses abutres não. Sabemos que estão torcendo pelo pior, pois no fundo amam a pandemia e odeiam a liberdade. São medrosos demais para escolher a vida em liberdade, com seus inevitáveis riscos. Deveriam absorver melhor o alerta de Hayek:

Ser livre pode significar assumir riscos mortais inclusive, mas a alternativa é muito pior: a escravidão pela falsa sensação de segurança. Tem muita gente nessa pandemia que confunde sobreviver ou simplesmente existir com viver.

Se Churchill vivesse hoje, não teria chance de se tornar o estadista que foi, dependendo dessa elite cosmopolita ocidental. A turma diria que Chamberlain é que estava certo ao desejar um “acordo de paz” com Hitler, e a ameaça nazista jamais teria sido vencida. Estaríamos todos falando alemão e usando suásticas compulsórias em nossos braços, tudo em nome da “segurança”, da “vida”.

Precisamos de mais lideranças como o general da camisa vermelha, e de menos “lideranças” que usam calça marrom (apertada) enquanto monopolizam o discurso (sensacionalista) em nome da ciência e da vida. LIBERDADE OU MORTE!

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