A PALAVRA DO EDITOR

Hoje é dia de saída do bloco O Galo da Madrugada, aqui nesta carnavalesca e festiva cidade do Recife.

Na verdade, trata-se do galo da madrugada, da manhã, da tarde e da noite, pois a festa dura o dia todo e só acaba no dia seguinte.

Com a modéstia que é sua marca registrada, o recifense costuma ressaltar que o Galo “é o maior bloco de carnaval do mundo”.

Não são milhares de pessoas: são milhões.

Todos os anos é montado um galo gigantesco no centro da cidade, sobre a Ponte Duarte Coelho e, também todos os anos, a montagem deste galo é motivo pra arengas, brigas, trocas de tapas, matérias na imprensa local e muito bate-boca.

A crista, as pernas, o bico, os olhos, as penas, os esporões, tudo no galo é motivo de discussão.

Já faz parte da tradição carnavalesca do Recife.

As pessoas se dividem, umas dizendo que o galo do ano está ótimo, outras achando que está mais ou menos e outras garantindo que o galo está uma merda.

Todo mundo dá seu pitaco.

Ontem, sexta-feira, no noticiário local, o repórter ficou em tempo enorme em cima da ponte, ao vivo, entrevistando as pessoas que passavam e pedindo suas opiniões, enquanto o galo estava sendo montado.

Uma parafernália enorme, uma estrutura complexa de máquinas, guindastes, engenheiros, decoradores e operários davam duro no local.

Hoje cedo, quando tomava meu café da manhã, a televisão transmitia ao vivo do centro da cidade, onde os primeiros foliões já estavam fazendo plantão, aguardando o início do desfile.

A incrível e descomunal festa deve começar daqui a pouco e que vai durar até amanhã.

A charge de Miguel, no Jornal do Commercio de ontem, resume tudo sobre a arenga anual que montagem do galo provoca:

* * *

Hino do Galo da Madrugada. Uma composição de José Mário Chaves interpretada por Alceu Valença.

Deixe uma resposta