RODRIGO CONSTANTINO

Além do cenário externo, a Bolsa brasileira foi afetada por atitudes e declarações do governo Lula, em especial as reiteradas tentativas de interferência em estatais e empresas privadas.

Não chega a ser o último teorema de Fermat, claro, mas o neto de Lula lançou ao país todo um desafio e tanto: provar que seu avô é ladrão. Segundo o rapaz, cujo nome estava num dos pedalinhos do sítio que “não” era do seu avô, todo mundo repete, mas ninguém prova a culpa. Um “moleque” desafia, então, em busca de provas, diz ele.

Imbuído desta missão impossível, preparei meus instrumentos de Sherlock Holmes, limpei as lentes dos óculos, e mergulhei numa busca implacável tal qual Indiana Jones procurando a joia do Nilo. Não foi nada fácil, evidentemente. Mas, após 18 segundos de Google, do conforto de minha cadeira, eis algumas coisas que encontrei:

Tivemos, no governo Lula, o mensalão e o petrolão, e um simples gerente da Petrobras chegou a devolver aos cofres públicos cem milhões de dólares. Lula foi condenado por nove juízes e desembargadores em três instâncias, com “provas sobradas”.

Nem mesmo o STF, agindo como uma espécie de puxadinho petista, inocentou o companheiro. Na verdade, com base em malabarismos supremos e o pretexto do CEP da investigação, Lula foi “descondenado”, a coisa voltou à estaca zero e Sergio Moro foi considerado o único juiz suspeito do país, por “juízes” que são políticos e próximos do PT.

Além das provas concretas, podemos citar as constatações de gente acima de qualquer suspeita. Por exemplo: Geraldo Alckmin. O atual vice-presidente de Lula já disse que o ladrão queria voltar à cena do crime. Ministros supremos também já admitiram que o PT lulista agiu como uma quadrilha, que houve farta corrupção. Barroso foi um deles, mas não o único.

O Brasil todo chama Lula de ladrão pelo fato simples de que houve o maior esquema de corrupção da nossa história em seu governo, e ele mesmo se beneficiou dos esquemas com empreiteiros.

O desafio, como podemos ver, era mais fácil do que parecia. No fundo, a única coisa relevante nisso tudo é a falta de pudor do netinho de Lula ao lançar tal “desafio”. Isso sim, diz muito sobre a situação em nosso país. Seguro de que o vovô voltou com tudo à cena do crime e, desta vez, controla a imprensa quase toda e até militares, o rapaz se sente à vontade para tentar reescrever a história e criar um avô diferente do real.

É um país com tanta inversão moral, num faroeste espelhado, em que os bandidos perseguem os mocinhos, que até mesmo José Dirceu, anos depois, reapareceu no Congresso para discursar. E saiu em defesa da “democracia social”, aquela que tira dinheiro dos mais ricos – menos ele e Lula, milionários. O Brasil voltou! Dirceu é a cara disso no Senado. E o neto de Lula cobrando provas da corrupção do avô também. O desafio do ano, quiçá do século, será resgatar a decência em nosso país…

2 pensou em “O DESAFIO DO ANO

  1. Aqui vai uma pequena história de ninar jurídica para o primeiro-neto:

    Houve uma época neztepaíz, que vigorava um certo Estado de Direito. Neste regime, o poder judiciário era imparcial e julgava após analisar provas e dar aos acusados todas as chances de se defender.

    Pois bem, neztepaíz, um certo ex presidente foi indiciado por grossa corrupção, condenado em primeiro e segundo graus, onde se analisavam as provas. Também foi condenado na terceira instância, onde não se analisam mais as provas, pois os crimes já haviam sido comprovados nas instâncias anteriores.Assim, restou provado que aquele ex-presidente roubou, e muito.

    Algum tempo depois, o regime mudou e o direito passou a ser aquilo que os supremos amigos do ex-presidente diziam que era. Ele foi solto, mas nem seus supremos amigos foram capazes de absolvê-lo.

    É claro, primeiro neto, que se trata de uma mera historinha, mas como você é uma pessoa iluminada e inteligente, tenho certeza que poderá aplica-lá ao caso do seu querido avô, e chegar às suas próprias conclusões.

  2. Posso dizer ao Enzo, digo, Tiago. Se ele tiver um pouco menos de preguiça que o seu avô, pode entrar no site do Tribunal de Curitiba e baixar em PDF todo o processo contra o vovô. Aí, também, é deixar a preguiça de lado e ler o processo todo.
    Fui professor de Direito na UFMS, câmpus do Pantanal aqui no Glorioso Mato Grosso do Sul e sempre ensinei aos meus alunos: Em juízo há três tipos de prova, a testemunhal, a pericial e a documental. Desses três tipos a menos confiável é a testemunhal, haja vista a natureza humana em si. Uma pessoa condenada não é condenada apenas por um tipo de prova. É necessário haver a confluência de pelo menos duas fontes probatórias, para que se possa condenar. Então, o resto não depende de locubrações filosóficas. Basta compreender o que eu disse acima.

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