O CREPÚSCULO DOS DEUSES – Falácias e sofismas das “Esquerdas”

Depois da candente polêmica fubaniana a respeito de Paulo Freire, ícone maior no panteão dos comunistas, socialistas e demais hordas de supostos “idealistas”, do tipo que faz do seu “suposto altruísmo” meio de vida e escada para projeção social, decidi aprofundar meu conhecimento a respeito do indigitado e suas referências, de modo a não poder ser apodado mais uma vez como pertencendo a aquele tipo de gente do “Não li e não gostei”.

Pois bem: Li! Li profunda e cuidadosamente. Li todas as suas referências teóricas. Ruminei cuidadosamente as assertivas do bardo das canhotas. Minha conclusão? Paulo Freire é uma grandessíssima fraude intelectual!

Mas não é só isso. É muito além disso: É uma besta quadrada!

Aliás…Ele só, não! Ele e uma penca de malucos que nem ele, todos altamente embromadores e competentes na arte de ludibriar otários. A grande maioria deles é veado e esquizofrênico, quando não são as duas coisas ao mesmo tempo. Passam metade da vida fazendo estudos e análises altamente exotéricos, sempre expressos através de uma linguagem empolada e “cifrada”, só acessível aos iniciados daquela seita de seguidores fanáticos. São sempre textos cheios de mesóclises, ordens inversas, paráfrases, citações em diversas línguas, muitas dessas citações de forma tautológica, (eu cito tua obra e tu citas a minha), seguidos de raciocínios evanescentes e recheados de chavões e palavras de ordem só compreensíveis a quem for da patota e cujo uso constante passa a ser o código de abertura à participação e, posteriormente, sinal de pertencimento ao grupo.

A maioria deles, na segunda metade das suas vidas, ao mudarem os ares advindos do comando de alguma ditadura comunista lá pelas bandas da antiga URSS, passam todo o tempo fazendo autocríticas altamente chorosas, constrangedoras, melosas e humilhantes, de modo a escapulir de expurgos e banimentos para alguma distante Sibéria, seguidas de novas teorias exotéricas dizendo exatamente o oposto de todas aquelas irrelevâncias e abstrações “ontológicas” que haviam anunciado antes com pompa e circunstância.

A lista desses picaretas, todos eles devidamente encaixados nos “Aparelhos Ideológicos do Estado” (universidades e instituições governamentais, segundo Althuser), é realmente imensa! Vou citar apenas os principais e de maior projeção, além do fato de terem servido de embasamento teórico às teorias malucas do Freire em questão.

1º Embromador – Georg Lukács

Segundo o wilkipedia, Ele advogou uma ditadura democrática(?) do proletariado e camponeses como um estágio de transição até a ditadura do proletariado. A estratégia de Lukács foi condenada pelo Comintern e posteriormente ele fez uma autocrítica política. Lukács foi acusado de jogar um jogo “administrativo” (legal-bureaucratic) de remoção dos intelectuais independentes e não-comunistas da vida acadêmica húngara, a exemplo de Béla Hamvas, István Bibó, Lajos Prohászka e Károly Kerényi. Intelectuais não-comunistas, como Bibó, foram frequentemente presos, forçados a entrar em manicômios e admitidos em trabalhos de menor envergadura intelectual (como trabalhos de traduções) ou ainda forçados a trabalhos manuais durante o período de 1946–1953. Depois de 1956, Lukács por pouco evitou a execução, e não se reintegrou no aparato partidário devido ao seu papel no governo revolucionário de Nagy. Os seguidores de Lukács foram indiciados por crimes políticos ao longo dos anos 1960 e 70, e vários deles fugiram para o Ocidente. O livro de Lukács sobre o Jovem Hegel e a Destruição da Razão foi usado para argumentar que ele havia se tornado um crítico do stalinismo como uma irracional distorção do Hegeliano-Marxismo de Lukács. Após a derrota da Revolução, Lukács foi deportado para a Romênia com o resto do governo Nagy, mas ao contrário de Nagy, ele sobreviveu aos expurgos de 1956, retornando a Budapeste em 1957. Lukács abandonou publicamente suas posições de 1956 e fez uma autocrítica. Tendo abandonado suas primeiras posições, Lukács permaneceu leal ao Partido Comunista até sua morte em 1971.

2º Embromador – Theodor Adorno

Sua filosofia é considerada uma das mais complexas do século XX. É uma crítica do que denomina “Razão Instrumental”, uma crítica, fundada em uma interpretação negativa do Iluminismo, de uma civilização técnica e da lógica cultural do Sistema Capitalista, que chama de “Indústria Cultural”. Também é uma crítica à sociedade de mercado que não persegue outro fim que não o do progresso técnico. A atual civilização técnica, surgida do espírito do Iluminismo e do seu conceito de razão, não representaria mais que um domínio racional sobre a natureza, que implica paralelamente um domínio (irracional) sobre o homem. Os diferentes fenômenos de barbárie moderna (fascismo e nazismo) não seriam outra coisa que não mostras, e talvez as piores manifestações, desta atitude autoritária de domínio sobre o outro, e neste particular, Adorno recorrerá a outro filósofo alemão – Nietzsche. Na Dialética Negativa, intentou mostrar o caminho de uma reforma da razão mesma, com o fim de libertá-la deste lastro de domínio autoritário sobre as coisas e os homens, lastro que ela carrega desde a razão iluminista.

3º Embromador – Herbert Marcuse

É de Marx que vem sua crítica ao Nacionalismo e aos efeitos que o capitalismo burguês tem na vida das pessoas. Também vem de Marx a proposta de que, com o desenvolvimento da tecnologia e do capitalismo como um todo, em conjunto com uma ação prática-revolucionária da sociedade, poderemos alterar as nossas condições e erguer uma nova organização social, que possibilite uma vida melhor para as pessoas, e onde elas não sejam alienadas. Marcuse procura esboçar caminhos que nos levem para além da organização socioeconômica atual. Em seu livro “O homem unidimensional”, afirma que a sociedade industrial chegou a um ponto onde a burguesia e o proletariado, classes responsáveis pelo movimento da história, deixam de ser agentes transformadores da sociedade para se tornarem agentes defensores do status quo. Os avanços da técnica solucionaram tantas pequenas necessidades, tornaram a vida destes grupos tão confortáveis, que o ímpeto revolucionário desses grupos cessou. Ao mesmo tempo, a técnica possibilita um controle social cada vez mais aperfeiçoado, e se torna não um instrumento neutro, como se acreditava anteriormente, e sim engrenagem central de um novo sistema de dominação. E se o proletariado não é mais “sujeito revolucionário”, grupo em oposição à sociedade hegemônica, que grupo social o será? De acordo com Marcuse, isso cabe àqueles cuja ascensão não é permitida pela sociedade moderna, aos grupos minoritários às margens da sociedade que o bem-estar geral não conseguiu (ou não se interessou em) incorporar.

4º Embromador – Michel Foucault

Nascido em Poitiers, na França, em uma família de classe média-alta, tinha uma tensa relação com seu pai, que chegou a interná-lo aos 22 anos de idade acusando-o de ser louco, após tentativa de suicídio. Suas teorias abordam a relação entre poder e conhecimento, e como eles são usados como uma forma de controle social por meio de instituições sociais. Preferiu classificar seu pensamento como uma história crítica da modernidade. Seu pensamento foi muito influente, tanto para grupos acadêmicos, quanto para ativistas. Sua grande “sacada” foi a criação do conceito de “Desconstrução”, hoje tão querido dos estudantes de humanas. Morreu em Paris por conta de problemas neurológicos agravados por HIV/AIDS. Foi a primeira figura pública francesa que morreu por causa desta doença, sendo que seu parceiro, Daniel Defert criou a fundação da caridade AIDES em sua memória.

4º Embromador – Antonio Gramsci

É reconhecido, principalmente, pela sua teoria da “Hegemonia Cultural”, que descreve como o Estado usa as instituições culturais para conservar o poder nas sociedades ocidentais. Atribuía um papel central à separação entre infraestrutura (base real da sociedade, que inclui forças produtivas e relações sociais de produção) e superestrutura (a ideologia, constituída pelas instituições, sistemas de ideias, doutrinas e crenças de uma sociedade), a partir do conceito de “bloco hegemónico”. Segundo esse conceito, o poder das classes dominantes sobre o proletariado e todas as classes dominadas dentro do modo de produção capitalista não reside simplesmente no controle dos aparelhos repressivos do Estado. Se assim fosse, tal poder seria relativamente fácil de derrocar (bastaria que fosse atacado por uma força armada equivalente ou superior que trabalhasse para o proletariado). Este poder é garantido fundamentalmente pela “Hegemonia Cultural” que as classes dominantes logram exercer sobre as dominadas, através do controle do Sistema Educacional, das Instituições Religiosas e dos meios de comunicação. Usando deste controle, as classes dominantes “educam” os dominados para que estes vivam em submissão às primeiras como algo natural e conveniente, inibindo assim sua potencialidade revolucionária.

Poderia continuar por toneladas de resmas de papel e não esgotaria as possibilidades de análises das inúmeras teorias e filosofias que foram desenvolvidas a fim de determinar a melhor forma de conduzir à “sublevação das massas oprimidas”, evento que nos abriria as portas à implantação do “Paraiso” socialista na terra.

É extremamente interessante constatar o quanto essas ideias, conceitos, e até mesmo a linguagem criada por este pessoal messiânico está impregnada no nosso dia a dia. O sonho de todos eles é reproduzir a proeza dos Jacobinos na Revolução Francesa de 1789: Atrair as massas camponesas para seu projeto amaldiçoado.

ARRRRGGGHHH!

11 pensou em “O CREPÚSCULO DOS DEUSES – Falácias e sofismas das “Esquerdas”

  1. Adônis , bom dia .
    Você é um homem de coragem e tem um estômago poderoso. Conseguiu enfrentar estas leituras de difícil digestibilidade em nome da coerência de pensador e analista isento e sair vivo do outro lado.
    Não tenho seu grau de resiliência e honestidade intelectual.
    Tive muita dificuldade de ler sua análise e sair inteira. Por isto repito com você :
    🤮🤮🤮 🤢🤢🤢
    Bom final de semana com ótima recuperação.

  2. Deixemos a esquerda festiva se regozijar nas suas teorias auto-suficientes. Enquanto isso, voltemos nossa atenção para coisas como a computação quântica e a interação eletrn-eletron à distância. Quando se derem conta estarão fazendo arqueologia sociológica, enquanto “…e lá nave vá “. como disse Fellini.

  3. Meu caro Adonis…. simplesmente luminar essa sua explicação.

    Eu, quando vou em algum seminário em universidade onde se trata do tema educação e pedagogia educacional – afinal esses embromadores – eu prefiro o termo erotistas do gogó – são basilares na conversa fiada desses pesquisadores -, eu costumo perguntar a esses ditos “doutores” que, caso eles tivessem um filho em idade escolar, colocariam esse filho em uma escola que professa e adota esses métodos em sua integralidade? Se eles ficarem em silêncio por mais de cinco segundos, eu agradeço a atenção e me retiro do ambiente de forma discreta.

    Falar e gargantear a vantagem desses métodos de emburrecimento para os filhos dos outros enquanto eu mantenho meus filhos em escolas privadas com métodos ortodoxos de ensino é muito fácil. Pregar e viver esse mesmo método, aí não, porque burros eles não são.

  4. ***
    Uma das coisas mais legais quando se trata com seres inteligentes é que a honestidade intelectual, de que são dotados, os força a estudar e replicar com embasamento.
    Eu mesmo, estou com um livro de Adorno a mais de dez anos e nunca li. Haja saco com a inteligentsia, seja de qual viés for.

    Instigá-lo foi uma das melhores coisas que ocorreram.

    O resumo que você fez do pensamento desses caras que subsidiaram o discurso de Paulinho foi um favor que fez a todos nós.
    De minha parte, as vezes leio os filósofos para ter acesso a um nível de linguagem que não é coloquial.
    Esse foi o artifício de Marx que, na minha opinião, foi um contador que aprendeu a escrever filosoficamente.
    ***
    Como tive uma formação universal e desde muito cedo tive que pensar pela minha própria cabeça, adotei para minha existência as prescrições dos sábios védicos para uma vida humana saudável.
    Até os 25 anos estudei e preparei-me para a vida ativa na sociedade.
    Dos 25 aos 50 anos, participei da vida sócio-econômica ativamente.
    Após os 50 anos deveria fazer uma peregrinação a um lugar sagrado e receber o Sânias, a ordem renunciada da vida, ou seja, preparar-me para devolver tudo o que recebi de Deus aqui na terra, o corpo inclusive.
    Como já passei dos 50 já deveria ser um saniasin, um sadhu, mas, devido aos avanços da medicina, estou adiando meu Sânias completo, pois assumi responsabilidades de quem tem 25 anos, deslocando o início do meu efetivo Sânias para os 70 anos.
    A peregrinação ainda estou pensando qual farei.
    O caminho de Santiago de Compostela é uma que estou estudando fazer, porém, aos 58 anos, ainda tenho 12 anos para decidir.
    ***
    Por fim, tirando as forçadas consequências de cunho político, nem sempre alinhadas com o pensamento dos próprios filósofos, e, outras muito alinhadas (ou alguém questiona Platão, seu navio e os reis filósofos?) o que os filósofos tentam mostrar é a alienação a qual todos nós somos submetidos.
    São modos de vida alienantes que nos afastam de nós mesmos, de nossas possibilidades reais, e que nos fazem viver e lutar por quinquilharias as quais, nós saniasins sabemos, são emprestadas e de devolução compulsória.
    Fora deste rol de filósofos que você citou, e que escrevem difícil, encare Epíteto e destrua a sua lógica interna de como viver uma boa vida.
    Anote aí, não é debochar, é destruir logicamente o que Epíteto nos legou em pouco mais de quatorze páginas, escritas por Arriano.
    O Enchiridion!
    Depois de ler avalie se quer pagar o preço do banquete…
    ***

    • Caro Saniasin,
      Faço minhas as suas palavras pois representam muito fielmente como penso e sinto o mundo.
      Estou com 63, quase 64, e não tenho tanto tempo para fazer minha peregrinação.
      Parto para Lisboa dia 21 de março próximo. Devo iniciar “O Caminho Francês” no início da primavera.
      Quanto aos pensadores indicados, darei uma pesquisada sobre os mesmos. Muito obrigado pela sugestão.

  5. Quando os defensores de Paulo Freire são apresentados aos vergonhos índices educacionais tupiniquins, sacam a velha desculpa: o Brasil não aplica Freire corretamente.

    É a mesma desculpa fajuta dos comunistas quando alguém lhes avisa que tais regimes não deram certo em lugar algum além de produzirem mais de 100 milhões de cadáveres.

    Nestes casos é bom lembrar que melhor estratégia do Diabo e fingir que não existe…

  6. Professor, o senhor é um homem de muita coragem.
    Sabe e consegue enfrentar esses pulhas esquerdoides de idéas
    exdruxula e descerebrada.
    Como diz a comentarisdta Valeria acima, eu também não tenho este grau
    de digestibilidade.
    Mas aplauso e incentivo aos corajosos e com sapiência para tanto trabalho.

  7. Eu li A Importância do ato de ler e Cuidado: Escola! Ambos por necessidade de crédito em disciplinas curriculares. Concordo com Adonis: a gente só é capaz de comentar se conhecer a fundo.

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