A PALAVRA DO EDITOR

Todo homem púbico precisa ter um Assessor VDM. Infelizmente é muito difícil encontrar uma pessoa com as características adequadas para exercer essa função. A característica principal desse assessor deve ser a maturidade e o bom senso. Conhecimento de história e traquejo no lidar com a imprensa é fundamental. Outra característica muito importante é a coragem e a honestidade: tem de ser uma pessoa com coragem de dizer não à autoridade (isso não é fácil para ninguém). Mas, evidentemente, é um “não” buscando o bem e a preservação da própria autoridade, dado que ela é permanentemente cercada por aduladores e interesseiros de todo tipo e, naturalmente, fica com uma visão distorcida da realidade.

O Assessor VDM é aquela pessoa que, nos momentos críticos, chega discretamente próximo a autoridade e sussurra em seu ouvido: Vai Dar Merda! Já pensaram como seria bom se o presidente Bolsonaro tivesse um Assessor VDM? Não haveria desgaste com a demissão de Bebiano, não haveria declarações descabidas pró-EUA, não haveria “golden shower”, briga com artistas, etc, etc.

Se ele dispusesse de um Assessor VDM ainda durante a campanha, provavelmente este assessor diria: Não funda o ministério do planejamento com o da economia. Colocar toda a economia do país sob o comando de uma só pessoa é um convite ao fracasso: Vai Dar Merda! Com dois ministros de escolas diferentes, um liberal e um nacionalista, Bolsonaro teria sempre duas opiniões para ajudá-lo a escolher o melhor para o país. Hoje ele só tem uma opinião sobre política econômica e a claque dos aduladores, gente incapaz de contestar a opinião do Kzar da economia.

É uma pena, mas vai dar merda!

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Nota do colunista:

Caríssimos leitores desta inefável publicação.

É com muito orgulho e prazer que aceitei o convite deste mecenas Luiz Berto para escrever uma coluna hebdomadária nesta gazeta escrota.

Nesses tempos neoliberais serei uma voz discordante do lugar comum que assomou toda a mídia “mainstream” brasileira.

Me auto-intitulo dinossauro porque sou da velha corrente nacionalista que prevaleceu no Brasil desde Getúlio Vargas até o fim do ciclo militar. Aos sessenta e nove anos de idade já vi muitos ciclos de privatização/estatização para saber que o Estado sempre vende barato e compra caro seus negócios.

A vida me mostrou que capitalista no Brasil é o dono da padaria, o fazendeiro, a doceira, o dono da oficina, etc. Os realmente ricos não aceitam correr riscos. Eles são adeptos do Capitalismo de Compadrio, uma praga que assola o país desde o tempo colonial.

Eles nunca investem sem ter a garantia do Estado (nós) que não sofrerão prejuízo.

Por minha discordância deste esquema, já fui até chamado de comunista, quando na realidade sou um “capitalista de raiz”.

Enfim, não espero a concordância de todos para o que escrevo. Se fizer alguém pensar sobre o assunto já será uma vitória.

Para iniciar os trabalhos, replico um pequeno artigo que escrevi em março passado quando nosso presidente Bolsonaro inocentemente começou a falar mal de artistas.

Saudações nacionalistas,

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