O AMOR MATERNO NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

“Quando por algum motivo
Um crime qualquer ocorre
Uma mãe desesperada
Pra casa da outra corre
Que a mãe do filho que mata
Consola a mãe do que morre.”

Ivanildo Vila Nova

“Depois que meu pai morreu
Minha mãe ficou sozinha
Na sua vida de pobre
Trabalhando pra vizinha
Estragando a vida dela
Pra dar conforto a minha.”

Ismael Pereira

“A mãe tem capacidade
De adivinhar sentimentos
Seus prantos servem de néctares
Nos mais amargos momentos
Os seus sorrisos são luzes
Seus beijos são alimentos.”

Pedro Bandeira

“Me iludi com a vida
Porém hoje eu não me iludo
Minha mãe me deu conselho
Carinho, abraço e estudo
Em troca de quase nada
Mamãe me deu quase tudo.”

Zé Viola

“Estão vendo essa velhinha
Toda envolvida num manto,
Com os olhos rasos d’água,
Tomando banho em seu pranto?
Cantava quando eu chorava,
Hoje chora quando eu canto!”

Zé Catota (1917 – 2009)

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