CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

Depois de passar 13 anos dominados pela estrutura da corrupção e de desvios de recursos públicos, o brasileiro resolveu mudar. Escolher nas urnas, alguém capaz de resgatar a esperança perdida pelos caminhos escusos. Da desordem no patrimônio público. Então, das urnas, surgiu Jair Bolsonaro. Mas, embora a equipe montada apresente gabaritada capacidade técnica, falta o principal. A tomada de atitudes firmes e determinadas para reconduzir o país aos patamares sonhados. Todavia, inconformados, no carnaval, os brincantes mandaram recados. Um deles, “Presidente, assuma o bastão”. Deixe o brasileiro confiante nas mudanças.

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A inflação na Turquia, economia emergente, disparou. Bateu recorde. Desde 2003, estava sob controle. Em agosto, atingiu 18%, estimulada pela desvalorização da moeda local, aumento de preços ao consumidor, elevação dos custos de importação, déficit comercial, importação maior do que as exportações, desavença no comércio com os Estados Unidos, cujas sanções afetaram os setores de transportes, alimentação e habitação, fuga e dependência de investimentos externos e incertezas políticas. Até no Banco Central turco, o governo tem metido a colher. Para atrapalhar. O curioso é o governo adotar a queda de preços de frutas e legumes para derrubar a inflação. Mas, desconfiado, o povo turco teme que a medida seja apenas para impressionar, pois o presidente é candidato à reeleição. Brevemente.

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Dois problemas são cruciais para a agricultura brasileira. O clima seco e a excessiva utilização de defensivos agrícolas. Os agrotóxicos, quando utilizados sem regra, causam um mal danado para as lavouras. A aplicação sem recomendação de especialista só traz prejuízos. Para o agricultor, o comerciante e a saúde do consumidor. Com relação ao clima, a irrigação por gotejamento é a salvação para a cultura da cebola, mandioca e banana do Nordeste. Causa alta produtividade com redução de custos. A técnica, aliada ao baixo custo do material, muitas vezes improvisado, começa a ser empregada no cultivo da cana, em Alagoas, com boas perspectivas para a produção de açúcar e de etanol.

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Depois do México, o Brasil é o maior construtor de shoppings centers na América Latina. Atualmente, existem mais de 600 centros de compras no país, distribuídos pelas regiões Sudeste, 289 unidades, Sul, 97 e Nordeste, 93. A febre pelos shoppings centers começou em 1956, na cidade de Edina, Minnesota, Estados Unidos. Depois, a ideia se ramificou pelo mundo. A procura pela segurança e comodidade incitou a construção de mais centros comerciais, totalmente fechados. Contudo, a mania se altera na estrutura do conceito de varejo tradicional. A tecnologia, a mudança de hábitos de consumo, a queda salarial, a repetição de franquias e a desconfiança no consumo via online. Por isso, especialistas estimam que até 2030, metade dos shoppings fecharão as portas na América do Norte. Caso até lá, não surjam inovações na área.

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