A PALAVRA DO EDITOR

O petróleo é o principal item da pauta de exportações da Venezuela. Mas, a ditadura prejudicou o comércio do óleo negro no mercado internacional. A repercussão é negativa para a economia do país. Depois que os Estados Unidos, principal importador do petróleo venezuelano, junto com a Índia e a China, impuseram sanções contra a política de Maduro, a situação piorou. As exportações cairam. Os Estados Unidos compram petroleo cru da Venezuela, refinam e vendem a gasolina refinada de volta aos venezuelanos. Todavia, as crises reverteram o cenário. Anteriormente, a Venezuela se gabava. Possuia a maior reserva de petroleo mundial, vendia o litro de gasolina mais barato do planeta. Ninguém competia em preços. Agora, falta gasolina até nos postos das cidades venezuelanas para abastecer a frota de veículos.

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Nem para estudar na rede pública, o aluno recebe incentivos. Em Irauçuba, município da região norte do Ceará, as escolas municipais, por falta de recursos, alteraram o cardápio escolar para os cinco mil estudantes da cidade. Trocaram as frutas, legumes, verduras e carne pelo leite com biscoitos, sopa rala ou um pratinho com arroz temperado. Os recursos da merenda escolar vem do Programa Nacional de Alimentação Escolar-PNAE e do Programa Mais Educação que são repassados a partir de março. Enquanto isso, os alunos penam. Muitos ficam com fome.

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Barcelona realizou a Mobile World Congress-MWC, a maior feira de tecnologia do mundo. A novidade foi a apresentação do 5G, a quinta geração de comunicação móvel que promete acelerar a velocidade de downloads no mundo. No entanto, mesmo as metrópoles dos Estados Unidos, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Houston e Indianópolis não ferecem disponibilidade de rede para o lançamento da inovação. No Brasil, a previsão de leilões para o lançamento da nova frequência em operação comercial para os smartphones e modens está prevista para 2020.

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Depois de passar dois anos vendo os negócios esfriarem por causa da retração, o PIB deu sinais de vida. Cresceu, pouco, mais cresceu um bocadinho. A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil em 2018 registrou um tímido 1,1%. Fraca, anêmica e desanimada, a economia desse jeito não se recupera, como sonha a população. Dois setores deram aquele empurrão para o PIB subir. A indústria de transformação e a construção civil. Mas, o desaquecimento do mercado externo, recessão na Europa, na China e até na América Latina, enfraquecem as exportações e os investimentos no país. Mais um motivo para apressar as reformas: da Previdência e a Fiscal.

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