A PALAVRA DO EDITOR

O mundo se moderniza. Superou a era braçal quando os serviços eram executados na base da munheca, força e paciência. Atualmente, graças às transformações, o conhecimento é o acelerador da informação. É o pivô da tecnologia. Responsável pela atualização tecnológica. Nas fábricas, o homem é substituído pela máquina, cada vez mais robotizada.

Nas montadoras, o robô ocupa cerca de 70% das atividades na fabricação de carros. Na fase inicial, quem faz tudo é a máquina. Insuperável. Até na soldagem de 5 mil pontos. O processo de montagem começa pela prensagem das chapas de aço na seção de estamparia. Pronta, a carroceria recebe a etiqueta de identificação. Depois o robô cola a parte lateral do veículo, concluindo o assoalho e a parte dianteira. Finda a operação, chega à funilaria, onde é impresso o número do chassi.

Na sequência, vem a pintura, a colocação das portas e do motor. Aí é quando o homem aparece, na parte final da montagem, para finalizar a colocação de 3 mil peças, incluídos os equipamentos internos e externos, o quadro de instrumentos, estofamentos, carpetes, bancos, para-brisas e a parte elétrica. Com o carro ainda suspenso, as máquinas colocam as rodas e os pneus, dando por encerrada a linha de montagem. É quando entra em ação o dinamômetro para inspecionar a parte elétrica. Após o ok final, quando são feitos os ajustes subsequentes e a inspeção visual, é encerrada a fabricação da unidade na montadora.

*
Os animais são idênticos a qualquer ser vivo. Nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Não tem diferença. O que muda são as características de cada espécie. Uns andam. Outros nadam. Alguns saltam. Muitos voam e diversos rastejam. Enquanto certas espécies são paradas, não se deslocam de forma alguma, boa parte interage com a natureza.

Tem animais de tamanho reduzido como as pulgas e os mosquitos. Existem os de médio porte como os cachorros e os bodes. Afora os gigantes, compridos e pesadões, como os elefantes, os bovinos e as baleias. Quanto à maneira de se alimentar os animais agem de forma diferente. Tem os carnívoros, os herbívoros, e os necrófagos que comem cadáveres. Ingerem restos orgânicos, como os urubus.

Os animais não são objetos. Não podem ser abandonados, explorados excessivamente pelo homem ou maltratados. A pessoa que se arrepende de criar, abusa fisicamente do animal ou maltrata o bicho, comete crime. Existe lei federal de 1998, proibindo abandonar, espancar, mutilar, envenenar, aprisionar, deixar ao relento, negar comida, não cuidar da saúde, caçar animais silvestres, domesticados ou nativos. O responsável, denunciado, responde a processo.

*
São raros os países que ofertam benesses a ex-governantes. Esses caras têm tudo na mão. Verbas para viagens, dinheiro pra comprar roupas, palacetes, motorista, assessores, telefone pago, passagens aéreas, refeições grátis, desconhecem filas, gozam de aposentadorias especiais, impunidade, tratamento de saúde de primeira e muitas outras aberrações. Até juiz entra no critério das vantagens.

Caso um magistrado cometa falha grave, recebe aposentadoria precoce. Com todos os benefícios. Agora, o que ninguém adverte é que concedido o privilégio, as portas da corrupção se escancaram. Contradizem o artigo da Constituição que assegura, “todos são iguais perante a lei”. Mas, mudar essa cultura política, só alterando o Parlamento, via renovação nas urnas. Proibindo a reeleição.

Até nesse aspecto o Brasil é atrasado. Enquanto limita a reeleição para o Executivo, deixa as portas abertas para Congresso. Na prática, lentamente, acontece a renovação do Congresso. Teve deputado que passou 40 anos, cumprindo 10 mandatos consecutivos. Outros, festejaram 9, 8. 7 e 6 mandatos, sem perder uma eleição sequer. Verdadeiros absurdos. Pros parlamentares reeleitos, as reeleições foram boas à beça. Agora, para o país o resultado foi péssimo. Produziram muito pouco.Por issso, não deixram saudades.

*
Quando pensar em juros bancários, lembre-se, o Brasil tá na liderança. Neste tema, o país pratica uma das altas taxas do mundo. Em análise feita pelo FMI na taxa de juros de 107 países, o Brasil orgulhosamente encabeça lamentável posição. Como o salário da classe média pra baixo é curto e vergonhoso e as despesas com alimentação, roupa da família, transporte e colégio sobem demais, o cidadão contrai dívidas. Compra no crediário, pede empréstimo no banco, senão não salda os compromissos. Aí, depois de entrar na roda, enforca-se no círculo vicioso. Agora, pra sair da enrascada, o caminho é longo e penoso.

Quem gosta desse barato são os bancos que, semestralmente, divulgam lucros extraordinários. No último balanço dos 4 maiores bancos, o lucro, isoladamente, é na casa de bilhões. Fácil, fácil. Além dos juros estratosféricos, para compensar as despesas administrativas e de pessoal, são as tarifas cobradas pelos serviços e a anuidade sobre o cartão de crédito que engordam a lucratividade bancária.

As consequências dessa criminosa jogada de juros altos são graves. Economia travada, baixo consumo, menor produção industrial, desemprego, baixa arrecadação de impostos. Ora, com a taxa Selic, 6,5% a.a. por que os juros bancários superam os 300%? Não baixam nunca? Especialistas apontam os motivos dos juros no Brasil serem absurdos. Concentração de bancos, impostos exagerados, custos administrativos dos bancos proibitivos e inadimplência. Situação incômoda a ser atacada urgentemente. Sem mais delongas.

Deixe uma resposta