A PALAVRA DO EDITOR

Existem atividades lucrativas para quem não quiser ficar dependendo apenas do emprego formal, com carteira assinada. O leque de opções fora do mercado formal é extenso. Até para quem tem pouco dinheiro para investir no negócio e pensa em retorno imediato, existe oportunidade. A crise econômica tem essa abertura. Criar tilápia e camarão em cativeiro tem sido um bom negócio. O Ceará em 2015 lucrou, produzindo 55 mil toneladas do crustáceo. Vendeu tudo, não sobrou nada. Para 2018, está prevista a produção de 45 mil toneladas de camarão, mais da metade da produção nacional, o que torna o estado o maior produtor do país. Depois de investir em genética para fortalecer o animal contra a doença mancha branca, que abalou a produção cearense por dois anos seguidos, a tendência, mediante a técnica de cultivo intensivo, é a produtividade aumentar nos tanques de criação. A doença mancha branca é letal, incurável. Tratada com displicência, pode devastar viveiros inteiros em pouco tempo. Foi o que aconteceu em 2016 e 2017, quando forçados pela doença, os produtores cearenses cortaram a exportação de camarão que até 2006 era negócio certo no estrangeiro. Mercado aberto para o camarão brasileiro. A adoção de estufas facilita a produção. Faz o criador de camarão pensar em vendas maiores, além do consumo nacional que compra toda a produção. Por enquanto.

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Todo estudante leu, pelo menos uma vez na vida estudantil, o significado do termo acrópole. O aluno sabe o que é e porque integra a matéria escolar de História Geral. Na verdade, acrópole representa o ponto mais alto da cidade. O local serve de refúgio para as pessoas que queriam escapar dos ataques inimigos. Protegidas no local mais alto das cidades da Antiguidade, a acrópole exercia a dupla função de santuário e depósito de tesouros. Então, com certeza, a pessoa atacada pelas forças inimigas, mas, refugiada no santuário, podia sonhar com a sobrevivência por mais um tempo. Na Grécia, a mais importante acrópole foi a Acrópole de Atenas. Templo religioso construído para homenagear a deusa grega Atenas. O complexo arquitetônico passou mil anos, desempenhando o papel de fortificação militar, político e santuário religioso. Consta nos registros históricos que na Acrópole de Atenas, os gregos construíram entre os anos de 447 a.C e 432 a.C o famoso Partenon, o mais importante templo de Atenas, que é o ponto turístico dos mais visitados no país grego. A tão importante obra demorou 15 anos para ficar pronta. Porém, influenciou tremendamente as artes egípcia, persa e fenícia nas plantas de edifícios, esculturas e cerâmicas.

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A guerra pelo domínio do comércio exportador é ferrenha. Vence, o melhor. Tiver aquele apoio logístico. Maior jogo de cintura no comércio internacional. No ano passado os maiorais, segundo dados da Organização Mundial de Comércio-OMC, foram a China, que vendeu o equivalente a US$ 2,2 trilhões, Estados Unidos, US$ 1,5 trilhão, Alemanha, US$ 1,4 trilhão e Japão, US$ 698 bilhões. Dentre os 10 líderes exportadores do planeta, o Brasil não figura. É fichinha. Apesar de desempenho positivo na venda de commodities, graças aos preços convidativos, o Brasil tem é regredido na listagem dos 30 melhores exportadores. Situação que também se repete no item importações, embora tenha conseguido avançar nas vendas ao exterior. Nas duas listagens, o Brasil aparece na rabada. Em 2018, o Brasil saiu da 26ª posição para o 27º lugar, sendo superado pelo Vietnam. No ano passado, o Brasil exportou US$ 239,5 bilhões e importou US$ 181,2 bilhões. O lado positivo surgiu no saldo da balança comercial, batido em US$ 58,3 bilhões. Reultado que traz novo alento para as empresas que participam do comércio exterior. Na análise da OMC, o comercio mundial tem evoluído, a despeito de queda nas previsões. O consolo são os registros apontar que em matéria de exportação agrícola, o Brasil comemora o 3º lugar. Mesmo dependente do clima ameaçador, capaz de afetar a produção, o país tem aproveitado o bom momento.

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No passado, era costume governos lotearem cargos públicos nas estatais para tirar proveito político. Era normal um gestor público designar apadrinhados para não perder o comando nos destinos das cidades, estados e no âmbito federal. Como se tais gestores fossem os donos da Infraero, Petrobrás, Eletrobrás, Telebrás, Companhias das Docas, Casa da Moeda, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Refinaria de Abreu e Lima, Caixa Econômica Federal e agências reguladoras, propriedades exclusivas do país. Essas medidas, meramente políticas, provocavam desastres. Os governos não se preocupavam com os gastos excessivos da “máquina” que triplicavam e com os prejuízos que regularmente apareciam no balanço das estatais, com raras exceções. A coisa só melhorou, depois das privatizações que rolaram no país na década de 80/90 e com a Lei das Estatais, de 2016, que adotou regras severas na nomeação de diretores de estatais. Por isso, em 2017, o rombo nas estatais, arrecadação menor do que as despesas, foram de R$ 9,3 bilhões. A OCDE-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico analisou a situação das estatais de 36 países. No Brasil, encontrou 418 empresas pertencentes à União, Estados e Municípios, empregando 800 mil pessoas, dos quais 500 mil ocupam cargos comissionados nas 138 empresas do governo federal. Em países decentes, organizados , a história é outra. Na Suíça, descobriam somente 4 estatais, no Japão, 8 e nos Estados Unidos, 16. Então para diminuir o gigantismo do Estado, especialistas indicam a privatização como a melhor solução para eliminar as interferências políticas que tanto mal causam à economia. As estatais pagam altos salários, tem eficiência restrita, recolhem menos impostos e prestam péssimos serviços. Adoram buroratizar, para atrapalhar.

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