A PALAVRA DO EDITOR

O cenário político permanece sombrio, turvo. Nuvens carregadas de entreveros circulam pelos ares brasileiro, distribuindo confusão em todos os cantos do país. Desentendimentos rolam em diversas áreas, aletoriamente. O governo, até o momento, não navega em águas tranquilas. Na educação, por falta de convicção em temas divulgados, os argumentam retroagem. É um dezer e contradizer permanente. Aí, tome desculpas esfarrapadas, demissões. No Ministério do Exterior, denúncias e polêmicas rondaram até a porta da Casa Civil. Críticas a declarações divergentes no primeiro escalão são constantes. Também pudera. A equipe presidencial, apesar de qualificada, não afinou o meio de campo. O desentrosamento prejudica as jogadas. A inexperiência de algumas peças fracas, resulta em passes errados. Desperdiça gols. Os erros, realmente causam mal-estar, constrangem a sociedade que cobra serenidade e firmeza nas ações. Ora, decorrem somente três meses de governança. Como a equipe é formada por técnicos, não políticos, não foram nomeados por “QI” é claro que falta a conciliação, os discursos alinhados, a retórica. Porém, o Congresso, também desafinado, com muito parlamentares desprepados para o mandato, quer mostrar poder. Ignorando o panorama do momento, agride convidados no Plenário. A deselegância com o ministro Paulo Guedes, na explanação da reforma da Previdência, não é o papel da oposição. Criticar, com respeito, equilíbrio e conhecimento de causa, pode. Mas, insultar, quebrar decoro, não. Afinal, nos últimos 20 anos, governos imaturos pisaram na bola. Correram das necessárias reformas. Não taxaram os dividendos, as fortunas e os lucros. Não impediram e nem combateram as fraudes nos fundos de pensão. Temerosos, preferiram maquiar a economia para se safar da reforma tributária, com o intuito de beneficiar bilionários e as grandes empresas, algumas contumazes devedores da União. Tudo bem que nas cidades do interior, é “o pagamento do INSS que movimenta a economia interiorana”. Mas, isto é novidade? Começou somente agora? De jeito algum. Faz dezenas de anos que acena se repete. É certo que o brasileiro sonha com um novo Brasil. No entanto, para o sonho se concretizar, é preciso coragem, dedicação e, sobretudo, sinceridade política na execução dos projetos. Cabe ao tempo, aprovar ou desaprovar o atual governo. Detonar severas críticas agora a Bolsonaro, é cedo demais. É melhor esperar a água passar por debaixo da ponte para dar pitaco. Honesto.

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Quem nasceu ontem, deve se lembrar. Na década de 70, a indústria naval brasileira era forte. Concreta. A ponto de eleger o Brasil como o segundo produtor mundial de navios. A euforia com o desenvolvimento tecnológico, com a geração de milhares de empregos e renda, estimulou a construção de plataformas para a exploração de petróleo em águas profundas. Na Bacia do Pré-Sal. Mas, para atender as necessidades, crescia a demanda por navios, plataformas e barcos de apoio que seriam comprados ou afretados em Cingapura, Coreia, China e Japão. Na ânsia de renovar a frota nacional que algum dia chegou a ser a quarta do mundo, empregando em 2013 mais de 70 mil pessoas, os estaleiros marcaram presença. Todavia, devido a recessão econômica, aumento de custos e erros estratégicos, o projeto afundou. Submergiu. Os estaleiros naufragaram. Desempregaram muita gente. Voltaram a estaca zero. Em Pernambuco, dos 20 mil empregados na indústria naval estabelecida em Suape, só restam 5 mil em atividade. Apesar dos US$ 5 bilhões que o país investiu no setor naval não evitou a demissão de 50 mil pessoas nos estaleiros de Niterói. Atualmente, as encomendas em carteira são raras. As consequências da derrocada surgiram depois da corrupção e roubalheira na Petrobrás. Além de encarecer a produção de navios, derrubou a competitividade da indústria naval brasileira, cuja meta de sobrevivência, doravante visa apenas escapar da falência.

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O maior shopping dos Estados Unidos, inaugurado em 1992, fica no estado de Minnesota, na região metropolitana de Minneapolisna, fronteira com o Canadá. Possui 520 lojas, espalhadas num espaço contando com três pisos, correspondente a sete quilômetros repletos de magazines, oferecendo tudo o que o cliente sonha e procura. Por dispor de parque de diversões, aquário, teatro, cinemas, hotel com 340 quartos e polo gastronômico com 50 restaurantes, o gigantesco shopping é procuradíssimo. Tem até capela onde nos registros consta ter feito mais de 8 mil casamentos. Por isso, a população que visita o formidável shopping americano passa de 40 milhões de visitantes por ano que elegem o famoso Mall como um dos principais pontos turístico do país. Todavia, a grandiosa Miami, que não perde tempo em matéria de progresso e já conta com vários shoppings centers recebe outro colossal mall, o Miami American Dream. Projetado para receber 1.200 lojas e hotel com dois mil quartos, por ser o maior templo de consumo e gerar 25 mil empregos, deve atrair milhares de compradores. Dar uma reviravolta no consumo e no turismo americano. Com tendência de se tornar no maior centro comercial dos Estados Unidos que passam por uma crise de shoppings. Aliás, dos 1.110 shoppings em funcionamento nos Estados Unidos, pelo menos 300 programam fechar as portas nos próximos anos.

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Dependendo da vigilância, as crianças da faixa etária entre 2 e 14 anos, são vítimas de sérios acidentes. Os domésticos, engrossam a lista dos acidentados, quando escapam de hospitalização, muitas vítimas chegam a óbito. No entanto, é na escola e nas creches onde acontecem a maioria dos acidentes infantis, como quedas, arranhões, escorregões e queimaduras. Nas crianças de menor idade, o perigo são acidentes provocados por objetos levados à boca ou os derivados de mordidas que muitas vezes machucam. Cabe aos país e educadores garantir a integridade física das crianças, limitar os riscos caseiros e, sobretudo, os escolares, em virtude de liberdade com as janelas, escadas, rampas e varandas que podem causar graves lesões. É preciso redobrar a atenção nos corredores, playgrounds e parquinhos desprotegidos dos raios solares. Por isso, os pisos emborrachados são os preferidos para evitar os impactos maiores. Daí a indicação de colocar os brinquedos em alturas medianas para não comprometer a saúde infantil, justamente nas melhores horas das brincadeiras. Aliás, brinquedos com correntes são os menos recomendados porque são os que provocam mais desastres. Outro detalhe que jamais pode ser esquecido no momento da implantação de brinquedos nos espações públicos, é a escolha das caixinhas de areia. Caso seja necessário escolher uma caixinha, dê preferência às caixinhas de areia atóxicas. A razão é simples. Essas caixinhas não utilizam produtos químicos.

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