NOTAS

A mão de obra brasileira, graças à ineficiência de governos, é desqualificada e cara. Uma das mais caras do mundo. Por isso, copia a tese dos países industrializados e competitivos, terceirizando a função, principalmente nas áreas de limpeza, call center e segurança. Xeroca o exemplo dos Estados Unidos do passado. Contrata outra empresa fornecedora de mão de obra para prestar determinados serviços. Direcionando os serviços à informalidade. O intuito, é, via qualificação do trabalhador e simplificação dos trabalhos, fomentar a especialização da produção. Buscar competitividade, ganhar mercado. O problema é que nem sempre a empresa fornecedora de mão de obra contratada, corresponde a confiança inicial. Não mantem a linha de produção na direção planejada. Uma coisa é clara, enquanto as empresas que terceirizam os serviços, reduzem os custos, eliminando encargos trabalhistas, agridem os direitos sociais do trabalhador. Como não aparce um defensorsequer no Congresso, a classe trabalhadora lamenta e protesta pelo desprezo.

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As incertezas enervam o Brasil, mantem o país num sobe e desce contínuo de hesitação, sem descobrir o rumo, nunca. Justamente por conta de dúvidas, as projeções se alteram, sempre. O Ipea-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada modifica a previsão de crescimento do PIB. Baixou de 2,7 para 2% apenas, em 2019, caso a reforma da Previdência Social seja adiada. Os dados constatam. Em 2018, mais da metade das despesas do governo, uma das despesas obrigatórias do Estado, só serviram para cobrir o pagamento de Previdência e de benefícios. O pouco que sobra dos recursos públicos, é pouco para os investimentos. É insuficiente para investir em saúde, educação e em obras de infraestrutura, pontos fundamentais para manter uma economia sadia. Descapitalizado, o país perde o controle das contas públicas. Alarma a desconfiança no meio empresarial que, desconfiado, procura outra praça para não acumular prejuízos. Sem recursos para evitar a fuga de capitais, os investimentos produtivos se diluem. Atraem novos períodos de recessão. De retrocesso econômico. Perversa etapa de destruição produtiva, quando a economia se contrai por dois semestres seguidos. A indústria se retrai, o desemprego galopa, a renda familiar desaparece, os investimentos fogem. Como economia emergente, sem recursos suficientes para levar o barco ao destino, o país depende basicamente de parceiros comerciais do estrangeiro para comprar nossos produtos industrializados ou simplesmente importar as commodities, produtos de origem primária, como soja, milho, café, açúcar, carnes, algodão, madeira, energia, minério de ferro, alumínio, petróleo, etanol e gás natural. É isso que tem salvo o Brasil de dias piores.

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O Chapéu de Palha é um programa de efeito social, criado em 1988 por Pernambuco. É destinado a proteger o homem do campo, da Zona da Mata, Sertão, rio e mar, contra as adversidades vividas pelo trabalhador desempregado nos períodos da entressafra da cana de açúcar, da fruticultura, vítimas de secas, falta de irrigação, e da pesca artesanal, durante o defeso. A finalidade do Chapéu de Palha é garantir renda e o feijão na mesa, através de uma bolsa complementar, de modo a evitar que o trabalhador rural perca qualidade de vida pelo período de quatro meses seguidos, tempo calculado para a entressafra. As áreas abrangidas pelo programa englobam educação, habitação, infraestrutura, meio ambiente e saúde. Embora o benefício não seja cumulativo, o programa abriga a família e o jovem do campo, com idade entre 18 e 24 anos de idade. Enquanto o trabalhador permanecer desempregado, pode frequentar cursos de capacitação e profissionalizante, visando o futuro. O intuito do programa é manter o desempregado dessas áreas na inclusão social.

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O BNDES-Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é banco público. A finalidade, é financiar a longo prazo projetos industriais, micro e pequena empresa e de infraestrutura para impulsionar a economia. Atua em várias frentes, agricultura, comércio, serviços, saneamento básico e ambiental, saúde, educação e transporte. É um braço forte para incentivar o desenvolvimento do país, gerar emprego e renda. O mistério é a falta de transparência envolvendo as operações internacionais. Vez que é proibido financiar obras no exterior. Afinal, o lema do BNDES é financiar a venda de bens, serviços e engenharia para fora a fim de alavancar as exportações nacionais. Atualmente, o banco financia exportações destinadas a mais de 40 países. Um dos pecados do BNDES é a ingerência política. O poder selecionado ao presidente da República para aprovar a concessão de financiamentos a outros países, em vez de deixar ao Poder Legislativo o direito de doutrinar as determinações sobre o assunto. Em governos passados, Esse poder do Executivo levou o BNDES a liberar investimentos bilionários e inúteis para vários países, como Cuba, Moçambique e Venezuela que costumam atrasar nos pagamentos. Figuram como inadimplentes do banco brasileiro. Pagam, mas com atraso, depois de questionados.

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