MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

Ferrenhos e reais opositores do governo, se juntam aos pseudos isentões de plantão (segredo de polichinelo) que vão ao êxtase e se regozijam com os revezes que a administração federal sofre nas mãos do STF, quando este poder impede o executivo de tomar qualquer decisão, mesmo ante o tosco detalhe de que estas, estejam amparadas pela constituição. De forma usual e já sem muita cerimônia, protagonizam um hilário e vergonhoso contorcionismo interpretativo jurídico (já tomando ares de jurisprudência), sem causar-lhes o menor constrangimento.

Tais condutas dos ministros, não chega a causar surpresa a quem acompanha, com alguma dose de lucidez, o redemoinho político que ultimamente assola o pais.

Logo, a oposição ao governo não está nos políticos das casas legislativas, e sim, no STF que, sobejamente, é usado por partidos políticos como um apêndice ou objeto de utensílio para neutralizar decretos, medidas provisórias, atos, nomeações, projetos, campanhas etc.

Como não lembrar a anulação da MP que pretendia extinguir o indecente DPVAT, ou a que cogitou extinguir escandalosas sinecuras de conselhos federais? Em dois anos foram anuladas 123 decisões do poder executivo.

O mais absurdo disso tudo é que tais pedidos vem do partido que possui apenas um representante no congresso, o REDE. Mas é o suficiente para conseguir e impor tudo e qualquer coisa solicitada ao STF. (desde que seja contra Bolsonaro). É como se este deputado governasse com a complacência dos (seus) 11 do STF. É incrível!

Não importa quantos e quais benefícios traria tal medida para população. É justamente esta a intenção. Tolher medidas que possam levar o presidente a cair nas graças da população. Esta nefasta e desenfreada campanha, é levada a risca desde o primeiro dia de governo.

As escancaras, os 11 fogem descaradamente de suas funções, como que se auto afirmando que a vitória (dele) nas urnas não garante o livre exercício das suas competências constitucionais. Ou seja: o mesmo membro do STF que preside o TSE, o órgão que referenda a decisão eleitoral, se negam, peremptoriamente, a aceitarem a soberana decisão das urnas.

INCAPACIDADE DE GOVERNAR… Este é o principal mantra da oposição. Propositadamente, lógico, para se chegar até aqui, plantaram durante a pandemia o slogan “fique em casa, a economia se vê depois”. Juntamente com a inequívoca ordem do “indefectível” STF que deu plenos poderes a prefeitos e governadores (estes deslavadamente acobertados e blindados de qualquer CPI que pretenda investigar os desvios de dinheiro publico da saúde), a CPI do circo do senado que o diga.

PANDEMIA E O CENTÉSIMO TIRO QUE SAIU PELA CULATRA

Em 03.02.20, portanto, 18 dias antes do carnaval o presidente Bolsonaro decretou estado de emergência. O prefalado decreto, apontava para a situação de emergência no nível 3, o mais alto na escala. Nele, continha algumas regras para a quarentena sanitária.

Mídia, prefeitos e governadores, ávidos pelo lucro proporcionado pelo tríduo momesco, ungiram o engavetamento do PL feito por Rodrigo Maia, inimigo confesso de Bolsonaro.

Inimaginável para os opositores (Maia, STF, Mídia, prefeitos, governadores, parlamento) a condução de planejamento e controle de saude, que poderia alçar o presidente ao ápice da empatia com o eleitorado nacional. Isto seria inadmissível.

De pronto o STF bloqueou e engessou o poder executivo, subtraíram atribuições legais, mesmo ao arrepio da CF. O importante era não fazer da pandemia um palanque com trampolim para Bolsonaro.

Com o resultado desastroso dos governadores e prefeitos (muitos se locupletaram da verba públoica da saúde) ante a mortandade causada pela pandemia.

O plano B da oposição

Quando a oposição percebeu (a merda) que os casos de mortes pela pandemia só multiplicava, decidiram e rapidamente acionaram o plano B. Mídia (consórcio de veículos de imprensa) mostrariam ostensivamente em todos os seus telejornais, rádios e redes sociais, 24 horas ininterruptas, covas, defuntos, caixões, desesperos de familias, tudo com a intenção de jogar toda a culpa pelas mortes no presidente da república.

Reparem: o abominoso ministro Alexandre de Moraes assinou em 8 de abril de 2020, a seguinte decisão: o STF resolve:

“…Não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exercício de suas competências constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no âmbito de seus respectivos territórios, importantes medidas restritivas como a imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas, entre outros mecanismos reconhecidamente eficazes (sic) para a redução do número de infectados e de óbitos… ”.

Zero dubiedade de interpretação. Ao governo coube decretar estado de calamidade, transferir recursos emergenciais aos estados da Federação e socorrer pessoas físicas e jurídicas com auxílios econômicos especiais.

Agora vem, com a maior cara de pau, o presidente do STF, Luiz Fux, tentar passar a idéia de que a corte suprema não suprimiu poderes do governo federal para agir na pandemia. Só que o contorcionismo ficou meio torto.a decisão foi clara feito a luz solar. Só convencendo do contrario, mesmo, os papagaios de plantão no facebook, que replicam e repetem ad nauseam: “genocida”. Mesmo sabendo que o STF conferiu aos governadores e prefeitos a responsabilidade, enquanto durar a pandemia, pelas políticas de saúde e segurança sanitária para a população.

Mesmo quando o governo federal tentou de alguma forma aliviar para comerciantes e industriais (lógico que com os controles e cuidados de praxe), para não sucumbirem durante o lockdown. O STF embargou.

E assim, os sem votos nenhum, governam os que votaram em outrem.

Se no meio do caminho tinha um aparelhamento…eles se deixaram seduzir e se guiaram pela trilha das estrelas de vinhos e espumantes premiados…e lagostas E Isto faz bem ao ego!

Afinal, o que esperar de condutas de ministros que foram nomeados por condenados por inúmeros crimes, não é mesmo?

A dica na mídia é replicar a seguinte ladainha: “E as instituições estão em pleno funcionamento”.

Ora, se estão!

8 pensou em “NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM APARELHAMENTO, TINHA UM APARELHAMENTO NO MEIO DO CAMINHO

  1. Marcão…

    Escreves: Esta nefasta e desenfreada campanha, é levada a risca desde o primeiro dia de governo.

    Será que alguém poderia vir a este espaço e tirar qualquer vírgula de seu primoroso texto, meu caro?

    Vejo ataques ao atual governo muito antes de que o primeiro ministro tomasse posse, no início de 2019.

    Por estes dias até elogiei ao C Eduardo, por ter reconhecido a competência do presidente da Caixa, o Pedro Guimarães…

    Faz parte do jogo que políticos de oposição busquem pelo em ovo para tentar tirar o governante de turno da cadeira, mas (triste mas), quando tais ataques gratuitos partem da mídia, de artistas, de funcionários públicos, de religiosos, de “intelectuais” a gente pensa: o que perderam para tanto desejo em atacar?

    Veja bem: até bem pouco tempo o Brasil deconhecia JMB. Como morei muito tempo em Resende, cruzei algumas vezes com Bolsonaro por aqueles cantos, pois ele sempre por lá andou, indo sempre à AMAN.

    Nunca troquei uma palavra com o cabra, mas (eleitral mas), nele votei em 2018 porque era e é o menos ruim dos possíveis candidatos à faixa.

    Terá JMB meu voto em 2022, porque observo a todos que o querem derrubar e para o lado que estes vão, sempre embico meu quixote Véi di Guerra em sentido contrário.

    Assim decido meu voto: analisando quem está a favor ou contra das coisas em que acredito.

    Leio e releio sempre seus textos, pois é aprendizado e boa leitura.

    A dica de Sancho é replicar a seguinte verdade :“E meu amigo Marcão, na arte do bom texto, está em pleno funcionamento”.

    Abração, gigante amigo….

    • Sancho, sempre generoso com o este colunista liliputiano.

      Parece que estamos propensos a repetir, com muito gosto e convicção, em digitar 17 (data de hoje) na próxima eleição. .

      Quero o fantasma da Venezuela e da Argentina bem longe do nosso povo. Cristina Kirchner, e candidatos do Governo ao Congresso viram seus votos derreterem em todos os distritos mais importantes, inclusive a província de Buenos Aires. Parece que los hermanos só aprenderam agora, com a dor.

      Gratidão pelos comentários.

      hasta luego, amigo.

  2. Dr. Marcos André !!!!! Sou suspeito para elogiar-vos. Falou com muitas letras e com eloquência a TRISTEZA QUE É UMA CORTE DE JUSTIÇA COM INFLUXOS DA POLÍTICA !!!!!!!!!

    • Grande causídico, Dr. Sergio Medeiros.

      V.Excelencia tem conhecimento de causa, dos caminhos pelos becos e vielas da nossa deplorável justiça.

      Grato pela honrosa participação

  3. Parabéns pelo primoroso texto, prezado Marcos André!

    Os ferrenhos e maquiavélicos opositores do Presidente Bolsonaro, entre os quais se esconde a eminência parda, mentora da facada que por um triz não lhe ceifou a vida, continuam tentando atravancar o seu governo, e querendo tirar leite das pedras, que eles jogam no seu caminho, minuto a minuto.
    Enquanto isso, a mídia canhota idolatra um ídolo de barro, em ruínas, em um altar iluminado e abençoado pelos supremos.

    Bom final de semana!

  4. Extrema gratidão, grande dama do JBF.

    Sua participação me fortalece. Comugamos dos mesmos ideais políticos.

    Um forte abraço e um excelente fim de semana.

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